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Posição do MPM em relação à proposta de calendário escolar

Tornamos publica, a posição do MPM em relação à proposta de calendário escolar para os próximos 4 anos letivos.

Da mesma destacamos 5 conclusões:

-A primeira e óbvia constatação e conclusão a retirar desta Proposta, é a de que não coloca em primeiro lugar o superior interesse das crianças;

-Segunda conclusão: Em Portugal, as crianças mais novas (que frequentam as creches, educação pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico), são as que mais tempo passam na escola!;

-Terceira conclusão: espera-se e exige-se que a escola cumpra e assuma igualmente duas funções: educativa e assistencial! As crianças necessitam de uma educação de qualidade mas os pais necessitam de um espaço onde possam deixar os seus filhos enquanto trabalham. Portanto, a escola, deve corresponder de igual modo a ambas as exigências!;

-Quarta conclusão: Portugal tem das semanas de trabalho mais longas contudo, o índice de produtividade do país continua a cair. Portanto, mais horas de trabalho não significam maior produtividade;

-Quinta conclusão: são necessárias melhores e diferentes políticas de apoio à família, centradas na flexibilização e regulação dos horários de trabalho de pais com filhos pequenos, melhores condições de vida e de habitação.

A resposta não é, não pode, não deve ser, o alargamento do horário de funcionamento das escolas, a manutenção da já excessiva permanência das crianças mais novas na escola.

E não é, como ficou demonstrado, nem do ponto de vista do superior interesse da criança, nem do ponto de vista das suas aprendizagens ( e portanto pedagógico), nem do ponto de vista dos pais que querem assumir a sua função de pais, nem sequer do interesse nacional!

É apenas e unicamente a resposta mais fácil de quem, com responsabilidades, é incapaz de atender a estas exigências!

E isso nada tem de inovador!