A descriminação negativa que o governo está a aplicar aos professores é inadmissível e não é nem igualitária nem equitativa.
O acelerador dos “outros” prevê que seja necessário acumular apenas seis pontos, em vez de dez, na avaliação de desempenho para avançar uma posição remuneratória, com correspondente aumento salarial. Dado o sistema de quotas nessa avaliação isto significa, para a maioria dos trabalhadores, demorarem seis anos para progredir uma posição, em vez de 10 anos.
Ou seja, têm uma redução de 40% de permanência na posição remuneratória.
E os Professores? Não têm.
Alguns professores, os que se encontram acima do 7.º escalão poderão ter 25% de redução de permanência num escalão, o resto pode nem isso ter. Isto não é igualdade. Isto é tratamento diferenciado, uma discriminação negativa.
Tal como na recuperação do tempo de serviço, os professores são uma classe profissional que perde poder de compra à custa de ser “um carreira especial”. Especial só se for para trabalhar, para receber é especialíssima de corrida.