Têm sido amplamente difundidos na comunicação social o número de horários em oferta de escola e o número de alunos sem professores. Esses números apresentam um retrato de um dia ou momento específico, mas não refletem com exatidão o panorama semanal.
A tabela abaixo apresenta o número de horas disponibilizadas para oferta de escola para os diferentes grupos de recrutamento ao longo destas 4 semanas de setembro.
Temos assistido a um claro agravamento relativamente a anos anteriores com números de alunos sem professor a ultrapassarem facilmente os 100 000.
Acho estranho não ver, salvo raríssimas exceções, as associações de pais (ou confederações que as representam) a protestarem quando os seus educandos passam largas semanas sem professor… ou quando são colocados professores sem habilitação profissional… ou quando as horas são distribuídas por atacado, pelos professores do agrupamento, sobrecarregando o seu horário de trabalho e levando muitas vezes ao burnout e consequente baixa médica.