MARCELO & COSTA – PROFESSORES SITIADOS
“MISE-EN-SCÈNE”
“A maior decepção vem de quem menos esperamos”. (mixfrases.com)
“A apunhalada nem doeu, o que doeu foi quem apunhalou”. (/@frases.paixaoeamor)
“Você parece tão inocente, mas a culpa (…) te entrega. (Simple Plan)
“Toda traição é uma decisão”. (/@soucaos.frases)
“Se eu perdoaria uma traição? Não! Apenas erros podem ser perdoados, e traição não é um erro, é uma escolha”. (Frases de Traição – Frases do Bem)
“Um grande «vai à merd@» para todas aquelas pessoas a quem eu dei o meu melhor, ofereci a minha amizade, meu carinho (…) E pagaram-me com críticas, traições e falsidades”. (Frases de indirectas de Traição)
“A traição supõe uma covardia e uma depravação (degradação) detestável”. (Frases de Traição – Mundo das Mensagens)
“Traição, falsidade e covardia (…) só atacam pelas costas”. (Pinterest – Frases de reflexão sobre Traição)
“Traição é (pobreza), falta de carácter e fraqueza, pois quem é do Bem não mente, não engana nem faz sofrer quem diz amar”. (frasestop.com)
“César declarou (…) que amava as traições, mas odiava os traidores”. (Plutarco)
“(…) Se traição tivesse perdão, lúcifer voltava a ser um anjo”. (TikTok)
“Quem trai, não trai o outro (…) trai a si mesmo; fidelidade (lealdade) é questão de carácter”. (refletirpararefletir.com.br)
“Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te”. (Friedrich Nietzche, Além do Bem e do Mal)
“O fundo do poço é o lugar mais visitado do mundo, mas ninguém tira selfie nele”. (Lobos Guerreiros)
Para os críticos, a inicial abundante citação de máximas e pensamentos, prende-se com o facto do enriquecimento literário do texto que se segue, da pertinência assertiva das escolhas e dos pedidos que me são solicitados para reflexão.
Os professores e educadores portugueses estão encurralados pelo poder político, ao mais alto nível do Estado, num assédio que é tormenta sem fim.
Carlos Calixto
“Designadamente”!
Maquiavélica «alteração» que serve de nada e para nada. Mau, mau demais para ser verdade. Golpada teatral, encenação e “mise-en-scène” de baixa política, que em nada enobrece os seus protagonistas. Alegadamente (…)
Afinal do que se trata? Do que falais? De que vos queixais senhor? Perdoai (…)
No meu último artigo de opinião, intitulado: “Os Professores e o veto Marcelino – Devolução e Podridão”, o subtítulo não é inocente. É sobejamente conhecida a intriga palaciana dos protagonistas. A “Podridão”, na minha análise, aponta e indica a direcção e o caminho do que se seguiria. Facto consumado.
“Fac totum”, do latim tardio, e que significa o indivíduo faz-tudo, braço direito de outro, auxiliar valioso que tem a seu cargo o expediente dos assuntos de alguém. Ao que parece, Sua Ex.ª, o Sr. Presidente da República, presidente de todos os portugueses, incluindo dos professores, prestou-se a essa missão, com um veto dissimulado de esperança, e que de imediato, em comunhão com António Costa e o Governo, transformou em sentença, tragédia e ferida incurável. “Fosga-se”!
Está difícil e complicado o parto da recuperação integral do tempo de serviço congelado, roubado pelo Estado português aos professores e educadores, mesmo que faseado e mitigado. Vale tudo para o vil incumprimento das obrigações legais. Dossiê fechado. Não se fala mais no assunto, morto, morrido e matado, dizem os unos da tripla Marcelo e Costa & Costa. Vá de retro satanás.
Eu sou professor e sindicalista, mas não sou parvo. Percebo eu e os colegas, o malabarismo, o contorcionismo, o politiquês, a imaginação adubada com fertilizante burrificante e do nojo absoluto da burrificação em política. Delicioso, o pormenor acrobático da “porta entreaberta”. Decidida e realisticamente, Marcelo adora dar colo e colinho a A.Costa e ao PS, desgraçadamente para os professores. E assim chegados, Marcelo e Costa, unha e carne, eis-nos chegados ao “provavelmente” que é certa certeza de promulgação do “diploma marrano” tóxico; envolto numa nebulosa de sujidade, espectro, assombração e representação teatralizada do drama.
Citando António Aleixo: “Há tanto burro a mandar
Em gente de inteligência
Que chego mesmo a pensar
Que a burrice é uma ciência”
Nada de enjoos, vómito e vomitar com o ziguezaguear do veto político presidencial. É estonteante o carrossel “MarCosta”. Quarta-feira, dia 26/07/2023, chumbo grosso do PR Marcelo ao diploma, para alisamento de assimetrias toscas. Quinta-feira, dia 27/07/2023, o PM Costa e o seu (des)governo em modo de estafeta (é que isto de endurance já chateia, começa a cansar e está calor para suar), responde olimpicamente às preocupações do manifesto Marcelino, mas “não em total alinhamento”. Publicitação feita pela ministra da Presidência do CM, sem adiantar os pormenores das “alterações”, e atendendo ao “momento de interacção com o Presidente da República”. Eh pá, a coisa é solene e a “rapaziada” precisa de recato para acertar as agulhas desavindas. Ok.
Desde o fim de semana, e véspera, desde 28 a 30/07/2023 que o “novíssimo-recauchutado” diploma do tempo de serviço perdido dos professores, está em levitação palaciana, em Belém, para verificação da conformidade e normalidade acordada entre as partes, PR & PM. E para dar tempo à malta “zeca” de ambientação e habituação à ideia do xeque-mate final. Qual “torero” da estocada final. Olé!
Não ok, é o ignorar da negociação com quem de direito. Professores népia. Sindicatos nada. Inovação que rima com converseta icónica PR & PM. A coisa é séria e para gente crescida. Atenção que o guião meteu avião e até escala; e não é que Costa, das “quatro a cinco sugestões” que Marcelo “implorou em nome dos zecos”, pasme-se, “duas foram aceites”. Uau! Magnânimo, Costa o Primeiro, disse sim ao “alargamento do número de professores abrangidos pela medida. E mais, o pormenor deleitoso, voluptuoso, do histórico “preâmbulo do designadamente”. A história interminável do “never ending story movie”. A porta nunca se fecha na cara, mesmo de “zecos”, é má educação. E pronto, contentes e felizes, para quando não interessa, que prof. aguenta, o estafeta digital email viajou entre palácios, de Bélem para São Bento e de São Bento para Belém, em tempo recorde, ofegante, mas com a bestial missão cumprida. Obrigado ao altruísta PR Marcelo e ao excelso PM Costa. Sejamos agradecidos senhores. Vamos ser agraciados com uma “promessa” da treta, que até coincide com a visita, presença e quem sabe até da bênção, de Sua Eminência e Santidade o Papa. A coisa promete. Sejamos homens e mulheres de “fé”. Ámen!
Haja reverência pela “promessa”. Veneração pela lábia, paleio, léria, cantata e palavreado que vem a caminho, “que preenche o mínimo do desejável (…) e que provavelmente vai ser suficiente” para promulgar tão incómodo e “exsecrabilis” diploma. “Que diabo, ainda faltam dois anos e meio para o fim da legislatura”, disse Marcelo. Ufa!
Sim senhor, estou convertido ao poder das palavras. Vou marrar, decorar, memorizar, “designadamente”. Um dos sinónimos é “abafadamente” que adjectivado dá “sonegado” – ó diabo, mau, mau.
Os professores estão de parabéns. Em agonia, defraudados, sem ilusões, mas com o contributo para a paz institucional e o realinhamento PR & PM. Diplomacia, nada de “bengaladas” ministeriais. Merece destaque a relevância e evidência do empenho, afinco, determinação e activismo militante para o “embuste”, quer do Sr. PR quer do Sr. PM. O espectáculo é triste, mas vai animar a luta e a revolta dos professores.
E não, nunca digais “a fartar de vilanagem”. É mais diplomático palavrear “ardil, logro e impostura”. Estais a caminho do inferno, senhores professores. Sofrei aqui e rejubilai lá no outro lado. A traição é grande e alta, o carácter é frouxo, a política é deplorável e a escolha é pecaminosa. Ide-vos senhor, não choreis mais. Perdoai os vossos algozes açoutadores que vos atormentam noite e dia. Sofrei.
E sim, é verdade, foi um “rodentia” (do latim científico), do Largo do Rato que “designadamente” roeu o entravamento à promulgação do diploma “MarCosta”. Assente-se nos livros. Fez-se homilia de anedotante historieta. Senhores, não pequeis mais. Não vá o Sr. Papa lembrar-se de os castigar com penitente penitência. Credo, cruzes canhoto, abrenúncio.
Prometo aqui, que vou estudar a dialéctica da “possibilidade” e da “probare” do caminho “estreitinho, mas aberto” para o retomar das negociatas; perdão, traficâncias, veniagas, mamatas, só ao alcance de “influencers” que a sorte do destino bafeja. Vinde, poucos passarão na porta estreita.
É assim, a política-espectáculo tem destes arrebatamentos. O que interessa é a cosmética da coisa que não vai mudar coisíssima nenhuma. Segue-se o êxtase da derrota colapsante da escola pública. Coisa menor. Compreendamos a eventualidade da disponibilidade ritualizada “ad eternum” para umas larachas inócuas de calendário, travestid@ de “negociação”.
A negociação, a proposição e a concertação são passado, não são digitais, pertencem ao analógico do séc. XX e ao 1º milénio d.C. Vivemos tempos estranhos, muito à frente, tão, tão à frente, o tempo dos “illuminati”.
O “diploma marrano” enferma de transtorno, alucinação delirante, “bipolaridade esquizofrénica”, resumida na citação com que fechamos esta crónica-texto da espuma dos dias. Reza assim:
– “Marcelo vetou o diploma da contagem de tempo de carreira dos professores, mas logo depois fez saber que aceita uma alteração minimalista na exposição de motivos do diploma, que nada muda a não ser uma nesga para negociações futuras. Foi uma alteração cosmética, menos do que uma porta aberta à contagem do tempo total de congelamento, o que escancarou ainda mais a porta à continuação das greves no próximo ano lectivo. Com este veto cheio de conteúdo, o Presidente extravasou as suas funções? Quando aceita a alteração minimalista do Governo, está a encolher-se perante a maioria? Há quem lhe chame «ridículo» neste episódio da Comissão Política”.
E pronto, como afirmou Marcelo, domingo, 30/07/23, em Vila Viçosa, Alentejo, o diploma simplista cumpre o “mínimo”, privilegia a educação e a escola, e não “prejudica (…) novas negociações em diferentes conjunturas, designadamente em futuras legislaturas”.
Donde, concluirmos que o “diploma marrano” mais não é do que uma parede a obstaculizar as negociações entre os professores e a tutela/ME no presente e no futuro. Resta ao professorado/docência, o amor-próprio, a dignidade, o auto-respeito e o caminho da luta. Sendo que é altamente perturbador o poder político preferir a confrontação ao diálogo e à negociação.
Uma crítica também ao PSD, que tem de se chegar à frente e dizer ao que vem.
Não fosse a covardia de Rui Rio e a coisa podia estar mais que resolvida.
O problema é político e de resolução política. Ponto final.
Os antigos “geringonços” não têm qualquer credibilidade porque nada fizeram quando estiveram no poleiro do poder e em silêncio gritante. A ironia da coisa é que tanto “malharam” na direita, que agora são “malhados” pela esquerdofilia militante socialista.
Os professores estão fartos e ultra-congelados com tantos baldes de água gelada. O virtual descongelamento total, de lei e de justiça, vai atirar para os “idus”, a calendarizar/agendar com adiamento(s) “sine die”.
O fado do malfadado diploma marrano, de autoria MarCosta, mais que sina, fadário e destino, é segregação, exclusão, excomunhão e eliminação de vidas mais dignas dos professores e educadores de Portugal.
Marcelo teve “entradas de leão e saída de sendeiro”. Costa, em carga e a cavalgar a onda, vai trazer sofrimento à chaga e úlcera em sangramento dos professores.
Governantes menores têm vistas curtas, visão sem alcance, a mediocridade do momento e são políticos falhados. Está em causa o futuro da docência, da escola pública, das novas gerações, da educação e ensino, e do futuro de Portugal; culto, com mais exigência, melhor preparado, mais competitivo perante os desafios.
Estranhos tempos estes, em que vivemos “um coma” na democracia, no Estado de direito democrático, o niilismo axiológico dos valores, de ausência da ideologia humanista, da “morte” da nobreza da política. Isto bateu no fundo. Tempos feios.
Até quando a ignomínia da iniquidade, da cumplicidade e da inutilidade?! (…)
É que basta da coisa bafienta e qualquer dia o povo diz “Chega”.
Um Grande Abraço a tod@s, colegas e Amigos.
Disse.
Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.
CCX.