Blog DeAr Lindo

A ESCOLA É “HOMO NATURALIS” “HOMO SAPIENS” NÃO QUER MORRER Into / In INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – Carlos Calixto

“Burrice Natural ou Inteligência Artificial, eis a questão? Prefiro mesmo a Inteligência Natural”. (Rubens de Camargo Vianna Filho)

A Escola é inata e conatural ao “homo sapiens”. “Ipsum verum sit factum”.

A IA, pode passar de acto-feito de criação humana, a “finis exitus terminus”.

Ao escrevermos este Ensaio introdutório” sobre a IA, é nossa intenção lançar e problematizar, questionar o problema e colocar a dúvida-certeza no debate público, político, de política educativa, no Professorado e na comunidade educativa, alertando para o magno e notável Erro e perigosde misturar a “ homo naturalidade” da Escolaclassicamente moderna, contemporânea e intemporal, versus o “artificialismo” contra  natura e   anti-natural da Inteligência Artificial (IA), nos meândros do/no sistema educativo, no processo de ensino aprendizagem e no actoeducativo.                   A Escola é dos e para os “homines”.    

Ao usarmos as proposições into e in no título textual, fazêmo-lo no sentido de poder indicar uma tendência, um movimento para dentro, no sentido de e em direcção a (…); uma asserção/afirmação verdadeira, de conteúdo controverso e polémico, filosoficamente falando, que propomos a exame e/ou deliberação docente e pública. Pergunta: Será que vale a pena o risco e o perigo de ir tão longe, até ao ponto de não retorno?!(…)                                                                

Resumindo, umas influências e tendências pedagógicas                             muito perigosas”, para a alegada adopção escolar futura da IA.                            Já começou com o ChatGPT e o deslumbramento de “mentes anãs”. Porquê?! Porque é anti-natural ao exercício do pensamento humano e ao exercitar dos neurónios e das sinapses. Exercitar o raciocínio, a lógica, a criatividade, a crítica, a abstracção, memorização, etc., recomenda-se naturalmente “naturalis“.  Nunca a aliene alienação pensante acrítica.                Sim, a IA e a sua Tecnologia pensante supera de longe o Google e outros motores de busca. E só estamos no princípio que pode ser o fim. Pandora.

Tentaremos justificada e amplamente, ao longo de todo o texto,                       alcançar este desiderato e demonstrar cabalmente que a defesa da Inteligência Artificial (IA) É mais um desvario na/da Escola / Escola Pública.                                                  Reconhecemos econstatamos a potencial e eminente perigosidade da IA para a desvalorização e extinção da profissão docente. Mantemos a mente aberta e combatemos o preconceito.Segue-se prova testemunhal.

Ficam algumas citações sobre a Inteligência Artificial (IA), para reflexão humana – apelando ao pensamento “profundus”:

– “A maior qualidade da Inteligência Artificial é que ela erra com convicção”. (Pensador – 1.ª Escola do Pensamento fora do Padrão)

– “A Inteligência Artificial não precisa ter emoção para exterminar a raça humana, só de razão!!! Esse é o real problema”. (Sidharta Costa Pinto)

– “A Inteligência Artificial é extremamente perigosa”. (Matheus O. Santos)

– “A Inteligência Artificial não vai tirar o seu emprego agora. Uma pessoa utilizando IA sim”. (Pensador, Marcos Lenine)

– “A Inteligência Artificial provavelmente irá causar o fim do mundo, mas enquanto isso não acontece, existirão grandes empresas. (Revista Forbes)

– “A Inteligência Artificial será extremamente benéfica e já é no campo da cibersegurança. Também será benéfica aos criminosos”. (idem)

– “Devemos utilizar a Inteligência Artificial como uma ferramenta de aprendizagem e não como um método de copiar e colar”. (Eleno Carvalho)

– “A Inteligência Artificial poderá ser a melhor coisa para a humanidade ou será a nossa ruína”. (Pensador)

– “A longo prazo, Inteligência Artificial e automação tomarão muito do que dá aos humanos um sentimento de propósito”. (Forbes, Matt Bellamy)

– “A criação bem-sucedida de Inteligência Artificial seria o maior evento na história da humanidade. Infelizmente, pode também ser o último, a menos que aprendamos a evitar os riscos”. (Forbes, Stephen Hawking)

– “Acredito que o desenvolvimento pleno da Inteligência Artificial poderia significar o fim da raça humana”. (Pensador, Stephen Hawking)

– “A Inteligência Artificial será a invasão alienígena que procuramos há anos”. (Pensador, Delany Clinton)

– “«Inteligência». A Inteligência Artificial não é páreo (vem do latim par) para a estupidez natural”. (Frases Desmotivacionais)

– “A estupidez real sempre vence a Inteligência Artificial”. (Terry Pratchett)

– “O «ponto cego» da Inteligência Artificial é que a consciência não emerge do pensamento; é a fonte dele”. (Pensador, George Gilder)

– “Inteligência não é ter as respostas, mas sim as perguntas”. (C. H. Daher)

Jamais os Professores poderão ser substituídos pelo ChatGPT ou por uma qualquer “Inteligência Artificial” (IA) pensante – por muito matemática e algorítmica que seja; simplesmente porque apenas e só, somente os humanos têm Alma, Sentimentos, Emoções, Sensibilidade, Paixão e Amor.

A Subjectividade e o Livre Arbítrio. CONSCIÊNCIA do BEM e do MAL!!!

Os Professores estão cansados de tanta(s)experiência(s), mudança(s) e “viradeira”. Os Professores estão exaustos e a colapsar. Tem avondo de desconsiderações e afrontas políticas e de Luta / Revolta Docente.                      Os Professores estão feridos e magoados na sua Honra, Dignidade humana e deontologia profissional, por um Governo e Ministério da Educação (ME), sem Gratidão, sem Memória e sem Respeito. Os Professores estão fartos de «inovar», de instabilidade e de medo. De um ridículo abastardamento e degenerescênciatornado ridiculum”, chamado de “inovação pedagógica” e de PIP (Projectos de Inovação Pedagógica), e que vai “matando a EscolaPública”. E que chega e vem, vem chegando, sempre e sempre, mais e mais, pela Tutelapolítica da mão do punho fechado e da rosa espinhosa.

Carlos Calixto

Guião – Cenário de Pesadelo: aberrantes e anormais criações intelectuais humanóides; robotização e automação com capacidade criativa de pensamento muito avançadas e a evoluir e aprender rapidamente, e com toda a certeza lá chegará o momento em que o humanóide pensante deixará de obedecer ao criador humano, por mais que sejam os protocolos de segurança haverá falhas e, perdido o controle, advirá o nosso fim. Mas enfim, faz parte da lerdice e falta de discernimento humano, a estupidamente estupidificante atracção pelo abismo que é desastre e fim da humanidade. De facto, é preciso muita doideira humana para nos estarmos a armar em deuses, mais parecendo crianças irresponsáveis que brincando e caminhando, caminham para o desastre final. Quiçá, a iniquidade do “Armagedom”, sendo a IA a malignidade do futuro cérebro universal em detrimento e prejuízo do Homem. IA a criatura, criação do criador Homem. Da ficção cinematográfica deSkynet e Terminator                      Exterminador Implacável”, à realidade em aceleração da Inteligência Artificial (IA). Que dá que pensar dá.

Errare humanum est”!!!

Estamos a esgotar o nosso tempo na ampulheta, quadrante solar e clepsidra universal da temporalidade e dominância da humanidade.

O nosso tempo e o espaço-vital humanos, estão em vias de irreversível substituição por uma (quase) omnipotente, omnipresente e omnisciente Inteligência Artificial (IA).

Vamos abrir as “hostilidades à positividade, (in)sucesso e felicidade escolar reinantes e pra frentex” – leia-se contraditório, e a talhe de foice, na reflexão preparatória sobre a IA, usando a ferramenta da massa cinzenta chamada cérebrohumano. Falemos agora, propriamente dito, da “assombração” e espectro da Inteligência Artificial (IA) na Escola. A precaução, o tempo, o bom senso, a reflexão e o juízo sempre foram bons conselheiros. Inovação ajuizada e tecnologia q.b. ok. Não é embirração. Mas penso! Os Professores pensam! Experiencietas nada ajuizadas”, “projectosembrutecedores” e de atavio e dormência, inércia e entorpecimento intelectual humano nunca. Abolir a Escola da inteligência humana, provada e comprovada, é que NÃO! NUNCA!

Nas leituras que tenho feito, na abordagem à Inteligência Artificial (IA), como disse acima, tenho feito um esforço para manter a mente aberta e combater o preconceito. No entanto, em abono da verdade, seja dito que é difícil e mesmo impossívelnão reconhecer os perigos da IA, pesando os prós e contras, vantagens e desvantagens, factorespositivos e negativos. O Homem está a desbravar caminhos que podem levar à subordinação dos seres humanos às máquinas, num futuro já ao virar da esquina. Caminho que ao entrar na Escola, a vai matar porque vai alienar do pensamento, do raciocínio, da crítica, da reflexão. Donde, a regressão do “homo sapiens sapiens, acrítico e menorizado pelo facilitismo, acriticidadecomportamental e ausência de treinamento neuronal. “Cabecinhas doutrinadas são cabecinhas anestesiadas e alinhadas”.

Este futuro próximo não é de todo recomendávelpara a instituição Escola/EscolaPública. Significa a viciação, o corrompimento, a degeneração, a adulteração, a contrafacção, a deturpação, a falsificação, a perversão, o envilecimento, a bastardia e a regressão da Escola. Da Escola humana, de humanos e para humanos. Pessoas a falar com pessoas e professores a ensinar os alunos.

Os gigantes mundiais EUA, China e Rússia estão em competição e empenhados pela liderança da IA. A China acaba agora de alcançar um marco notável, ao conseguir o primeiro processador feito por IA e que é 4 mil vezes superior ao ChatGPT. “(…) Conseguiu criar o primeiro processador totalmente construído com uma Inteligência Artificial que é quatro mil vezes mais rápido do que o ChatGPT 4, sem qualquer ajuda humana. Estamos a falar do «Quimeng N.º 1», cujo desempenho é comparável ao do Intel 486.

(…) Prevê-se que estes processadores criados por IA poderão igualar ou até superar o nível de projectos concebidos por especialistas humanos nos próximos 5 a 10 anos”.

(https://www.magazine-hd.com/apps, Tomás Cascão, 03 de julho de 2023)

Perante esta realidade, mais se exige a ponderação humana e respostas à pergunta sobre a justificação ou não da IA na Escola.“Acreditamos que a pergunta mais importante, sobre a Inteligência Artificial na Educação, é identificar os Pontos Negativos e Positivos e encontrar um Ponto de Intersecção que possa adaptar educando e algoritmo, e implementar as melhorias conjuntamente”.

(https://pt.linkedin.com, Factores Positivos e Negativos da IA na Educação – Formação Educacional dos Estudantes, Elenito Dias e Levy da Costa, Publicado em 04 de maio de 2023)

Os factores positivos da IA na Educação e Ensino passam por:

– Personalizar a aprendizagem para cada aluno, adaptando o ritmo, o conteúdo e a abordagem de ensino de acordo com as necessidades e habilidades individuais.

Melhoria da eficiência do Ensino e automatização de tarefas repetitivas.

– Aprimoramento e ajustamento da avaliação, ajudando a IA com mais precisão, objectividade e feedback personalizado na/sobre a progressão decada estudante.

– A IA pode ajudar no acesso à Educação, reduzindo as diferenças sócio-económicas e as desigualdades educacionais.

– A IA também pode ajudar a criar experiências de aprendizagem com melhoria da retenção do conhecimento”. (idem)

Nos factores negativos da IA na Educação e Ensino, há que ter em conta:

– A dependência excessiva da tecnologia, o que levará inevitavelmente ao prejuízo da capacidade dos alunos de/em aprender por eles mesmos; será o fim da aprendizagem do educando por conta própria e o esbatimento e irrelevância do papel do professor.

Outro factor deveras negativo, negativíssimo mesmo, é o «viés algorítmico»; os algoritmos da Inteligência Artificial podem ter preconceitos embutidos, levando a resultados enviesados, injustos e discriminatórios na avaliação e/ou processo de tomada de decisão. No fundo, a prática da leitura da mentira, por deturpação informática digital-artificial da verdade e realidade.

Outro grave, gravíssimo problema, prende-se com a segurança dos dados pessoais dos alunos; a IA pode colocar em sério risco a privacidade e segurança informacional, per si, de cada caso, de cada aluno.

– Mais, de extrema gravidade, a falta de conexão humana. É facto indesmentível que o uso excessivo da IA na Educação, categórica e inequivocamente, reduz as interacções humanas entre alunos e professores; o que vai afectar negativamente o bemestar emocional dos educandos e inquestionavelmente a qualidade geral da Educação.

Negatividade grave ainda da IA, pela falta de controle humano. Usar a Inteligência Artificial na Educação, implica e leva obrigatoriamente a uma perda de controle humano sobre o processo de ensino e aprendizagem, levando a resultados previsivelmente indesejados. É o perder do actuspedagogus/ paidagogus humanus. (idem)

Há o risco visível e assumido de quebra e ruptura do paradigma escolar.

A simbiose da Inteligência Artificial e a Biológica, mesmo sabendo dos riscos, efeitos e danos colaterais, é o caminho que está a ser apontado para a Escola/Escola Pública, no/num futuro próximo; deveras preocupante, duvidoso e perigoso desconhecido. Ainda sobre o WEBCHATGPT– 4PLUS, e o entendimento dos Experts da actualidade em IA e a sua utilização na Educação e Ensino nas Escolas, a resposta à pergunta é:

Kay Fu Lee e Yuval Noah Harari têm visões diferentes sobre como a Inteligência Artificial (IA) está impactando a Educação actualmente.

Kay Fu Lee, um renomado especialista em IA, acredita que a tecnologia está transformando a Educação e criando novas oportunidades de aprendizagem. Em seu livro «Al Superpowers: China, Silicon Valley, and the New World Worder», ele argumenta que a IA pode ajudar a personalizar o Ensino, fornecendo aos alunos um aprendizado adaptativo e individualizado; (aprendizagem fitness no sentido da boa forma física e mental; da resiliência, aptidão e eficiência evolutiva do aprendiz). Ele também acredita que a IA pode ajudar a melhorar a eficiência do Ensino, permitindo que os Professores se concentrem em actividadeshumanas, como liderança e conexão emocional com os alunos.

Por outro lado, Yuval Noah Harari, autor de Sapiens: Uma Breve História da Humanidade”, tem uma visão mais crítica em relação à IA na Educação. Ele argumenta que a tecnologia pode levar a uma perda de empregos para Professores e a uma «padronização do Ensino» (impensável, inaceitável e intolerável, digo eu), que pode prejudicar a criatividade e o pensamento crítico dos alunos. Harari também alerta sobre a possibilidade de as empresas de tecnologia usarem a IA para influenciar o comportamento dos alunos, moldando as suas crenças e valores.

Em suma, enquanto Kay Fu Lee vê a IA como uma ferramenta que pode melhorar a Educação, Yuval Noah Harari adverte para os riscos e desafios que a tecnologia pode apresentar.Ambos concordam que a IA está mudando a Educação, e é importante que educadores, alunos e governos entendam os benefícios e desafios dessa tecnologia emergente”. (idem)

Os recursos tecnológicos podem alterar o processo de aprendizagem e formação axiológica humana dos alunos durante o período de vida escolar. Os cuidados a ter com o uso da Inteligência Artificial (IA) na Educação:

As tecnologias que a IA proporciona permitem simular comportamentos humanos relacionados com a inteligência, tais como o raciocínio, solução de problemas, percepção e, até mesmo, a tomada de decisões, mesclando o conhecimento humano com o artificial; explica o professor de Química e influenciador Michel Arthaud, da Plataforma Ferretto.

(https://www.sinesp.org.br/noticias, 5 cuidados com o uso da Inteligência Artificial na Educação, RedacçãoEdiCase, Publicado no Portal Recreio, em    22/02/2023, às 18:00 horas e Actualizado em 23/02/2023, às 11:10 horas)

Uma influencer(s)” e nada convencional a escanifobética salganhada digital IA, digo eu, à «molhada» com humano, tech e artificial IA.

“É inegável que a tecnologia deve ser aproveitada no aprendizado (aprendizagem), mas alguns cuidados são necessários para que o método tradicional não seja 100% colocado de lado”.(idem)

Listando, que atentar muito bem nos seguintes 5pontos, aquando do uso e utilização da IA na Educação e implementação na(s) sala(s) de aula(s) por constituírem perigos para os alunos:

Reprodução de desigualdades; o hiato-lacuna entre as condições do Ensino Privado e o Ensino Público. Haver igualdade de acesso e oportunidades não discriminar nenhum aluno (impossível de alcançar, dada a situação e realidade sócio-económica de cada família e de cada aluno).Citando Michel Arthaud: “Actualmente, grande parte das tecnologias educacionais são utilizadas no sector privado, e o que não queremos que aconteça, é a exclusão do sector público em mais uma camada. O uso da IA na Educação é, sim, importante, mas é preciso garantir que todos os alunos tenham as mesmas oportunidades de acesso”, destaca o professor. Perigo de perpétuar a exclusão educacional. (idem)

Dificuldade e impossibilidade em identificar o plágio na tecnologia IA      tornando e transformando a cópia em autoria. A máquina a fazer pelo aluno e a mentira de mentir ao(s) professor(es); inaceitável de todo. Segundo Arthaud:                O ChatGPT, ferramenta baseada em IA, é um dificultordesse processo. Existem softwares anti-plágio que verificam as semelhanças entre os textos localizados na internet e os ditos autorais, se o material foi criado a partir da tecnologia mencionada, muito provavelmente não será identificado”, explica. A cópia autoral em forma de, tornada plágio. (idem)

Deficiências no desenvolvimento de habilidades essenciais. O terrível dificultar e anti-desenvolvimento de habilidades essenciais dos estudantes. Com o avanço da IA, os alunos vão ter cada vez mais dificuldades e deficiências no desenvolvimento da leitura, interpretação de textos, escrita e compreensão. Reprovável! Nas palavras de Arthaud: “A IA pode impactar directamente na absorção de conhecimento e competências dos alunos. Isso acontece, pois, o   sistema gera automaticamente um plano de estudos, facilitando o modo de pesquisa de campo. É importante haver um equilíbrio entre o estudo tradicional e tecnológico, para que todas as capacidades sejam desenvolvidas de forma correcta”, recomenda. (idem)

Falta de contacto humano. Mesmo sendo a IA uma revolução na Educação, afecta o(s) plano(s) de Ensino. Com o uso da IA na Escola, a interacçãohumana entre alunos e professores diminui. Para Arthaud: “A tecnologia reduz o tempo de planejamento (planeamento) para a criação de uma aula, assim como pode reduzir o período de aprendizado (aprendizagem) dos alunos”. (idem)

Mais ainda, e de extrema gravidade, a perda acentuada do contacto humano e da «humanitas», pedagógico, científico e didáctico entre o(s)professor(es) e o(s) (aluno(s), reforço eu. Perde-se irremediavelmente o pulsar do sentir e do estar doaluno no momento; qual o seu estado de espírito. De acordo com Arthaud: “Quando as aulas são leccionadas de forma presencial, os professores têm um contacto directo com os seus alunos, conseguindo sanar dúvidas e questionamento que surgem durante as explicações. Com o uso da IA essa interacção diminui. Ou seja, os professores e alunos ganham por um lado, mas acabam perdendo por outro”. (idem)

Diria mesmo, digo eu, perdendo o essencial – a relação pedagógica professor-aluno.

 

Simulado inteligente; uma ferramenta de ajustamento às necessidades diárias do aluno.Ouvindo Arthaud: “Buscando contribuir com o processo de aprendizagem dos estudantes, principalmente daqueles que já prestaram ou irão prestar vestibular (do latim «vestibulum», um tipo de exame), a Plataforma Professor Ferretto inaugurou o «Simulado Inteligente», uma ferramenta que ajusta simulados de provas diariamente conforme a necessidade do aluno”. (idem)

A abordagem ao impacto do ChatGPT e da Inteligência Artificial (IA) na Educação.

Ao longo da nossa reflexão sobre os impactos da Inteligência Artificial na Educação, Ensino e Aprendizagem, e acerca do ChatGPT e da IA, é interessante a resposta dada pelo próprio ChatGPT:

“É importante que sejam tomadas medidas para garantir que a IA seja usada de maneira responsável e ética na Educação”.

(https://www.ifsc.edu.br/web, Instituto Federal, Santa Catarina, Inovação, Data de Publicação: 28 de fevereiro de 2023, às 19:49 horas, Data de Actualização: 01 de março de 2023, às 13;26 horas)

Outra resposta muito interessante do próprio ChatGPT, uma ferramenta TECH (tecnológica)educacional, fruto da Inteligência Artificial (IA) é:

“É importante lembrar que a IA é uma ferramenta e como tal, pode ser usada para melhorar ou simplificar o trabalho humano, mas também para substituí-lo”. (idem)

ASSUSTADOR!!!

“O facto do ChatGPT gerar textos parecidos com os humanos vem do processo de treino (…) sendo capaz de gerar textos com muita similaridade aos que foram utilizados em seu processo de treinamento”. (ibidem, Professor Mário de Noronha Neto, do Campus São José)

A utilização de uma ferramenta que «pensa» pelo aluno assusta com a ideia de que não será mais possível observar no dia a dia a evolução da aprendizagem dos nossos estudantes”. (ibidem, Michele Alda Rosso Guizzo, Professora do CampusCriciúma)

“É preciso valorizar os momentos de estudo e de avaliação colectivos e presenciais, que estimulam o desenvolvimento cognitivo, a criticidade e a elaboração própria dos estudantes”. (ibidem, Adriano Larentes da Silva, Pró-Reitor de Ensino)

 

 Breves referências à Inteligência Artificial na Educação (IA) – Vantagens                      e mais-valia para o Ensino e contras, Desvantagens. Eficiência versus negatividade – (recapitulando e súmula – sinopse).

Vantagens da IA na Educação:

Personalização algorítmica; conteúdo e ritmo de Ensino adaptativo; desempenho e feedback personalizado; utilização e interactividade de chatbots educacionais (chatboat é um programa de computador que tenta simular um ser humano na conversação com as pessoas); criação de ambientes de aprendizagem virtuais, possibilitando àqueles alunos privados de, sem acesso a uma educação tradicional, aprender de forma autónoma. (idem)

https://alexsandrosunaga.com.br, Formação de Professores, Inteligência Artificial na Educação: Vantagens e Desvantagens, Publicado em 12 de janeiro de 2023)

Automatização de tarefas administrativas, como a correcção de provas. Libertando tempo para os Professores se concentrarem no Ensino (idem)

Acessibilidade para alunos com necessidades educativas especiais ou que vivam em zonas/áreas remotas. (idem)

Desvantagens da IA na Educação:

Custos de implementação da IA são caros.(idem)

Falta de interacção humana. O uso da IA diminui a interacção humana e a personalização da Educação. Perda de habilidades humanas. (idem)

Riscos de privacidade. A IA, ao armazenar, controlar e compartilhar dados pessoais dos alunos,pode criar graves riscos de quebra de sigilo e privacidade. (idem)

Sumariando: “Em resumo, a IA tem o potencial de melhorar significativamente a Educação, mas é importante considerar cuidadosamente os custos e riscos potenciais antes de implementar essa tecnologia. É importante que os Professores, administradores e outros profissionais da Educação trabalhem juntos para garantir que a IA seja usada de forma ética e eficaz para beneficiar os estudantes”. (idem)

NOTA: E agora muita, mas mesmo muita Atençãosff. Obrigado. Fomos todos muito bem Enganados!Todo o artigo de ALEXSANDRO SUNAGA foi gerado e criação de IA. No final do artigo vem aseguinte referência“OBS: Este artigo e as imagens foram criados por Inteligências Artificiais (IA)”. (idem)

Verdadeiramente Assustador!!! Nada e em nada destoando de uma normal criação literária humana.Roçando a simbiose na perfeição. Mete Medo!

E só estamos no início. Para aonde caminha o Homem?!(…) Em que direcção e Qual o Destino?!(…) Somos “Homo Sapiens Sapiens. É Tempo do Homem Pensar O Pensamento. PENSEMOS!!!

“O crime perfeito: A Inteligência Artificial na Educação – É o jogo do gato e do rato. Estão ambos entregues às feras em plena arena da Inteligência Artificial. Não têm por onde fugir. Estudante e Professor. Se não mudam e não se esforçam por perceber o que lhes está a acontecer, um e outro estão encurralados”.

(https://sicnotícias.pt/pais, O Crime Perfeito: A Inteligência Artificial na Educação, Opinião de Rui Correia, em 11/02/2023, às 11:04 horas)

O artigo é longo e versa sobre a moda da Inteligência Artificial (IA). Mas vale a pena citar alguns excertos:

– “Fazem-se canções ao estilo dos Beatles e PinkFloyd sem intervenção humana, realizam-se filmes escritos e editados sem mão humana, produz-se arte significante sem intervenção humana, escreve-se poesia e literatura sem mão humana. De qualidade cada vez mais apurada. Como não andar ávido com isto? Impossível. Há coisas que não se pedem a ninguém”. (idem)

(…) A Educação. Como estão e vão as escolas acolher esta tecnologia?

Temos testemunhado a resposta que várias Universidades têm assumido perante o advento, ou melhor, a democratização, ou melhor ainda, a popularidade do ChatGPT (Generative Pre-TrainingTransformer Chat), uma modesta janela do que a IA é e será”. (idem)

Aquilo que mais nos importa reter desta intromissão da Inteligência Artificial no espaço escolar é a ideia pela qual os sistemas tradicionais de «Ensino», meramente transmissivo e unidireccional, caem pela raiz, nomeadamente na sua docimologia (palavra do grego dokimé – teste; trata-se do estudo sistemático dos exames, com especial particularidade do sistema de atribuição de notas e dos comportamentos dos examinadores e dos examinados). O espaço (dos Professores) para «carisma» e «dinâmica» conserva-se intacto”. (idem)

O autor também fala que o Professor deve conhecer muito bem os seus estudantes (a propósito do novo problema de excelência e perfeccionismo, pertença e plágio de textos e trabalhos que a IA com naturalidade comporta e encerra) e que deve haver uma postura de recusa do “Pânico Ludita, nomeadamente no Ensino Superior. (idem)

(Ludita ou neoludita, é hoje aquele que se opõe às novas tecnologias; ludismo, tom depreciativo de oposição às Tech, nomeadamente à tecnologia da pensante tecnologia da Inteligência Artificial (IA).

“A afirmação da escola digital a escola via zoomnão é apenas terrível, é também desigual e injustano uso dos recursos digitais e no acesso à conectividade”.

(https://www.publico.pt, Ímpar, Notícia, Educação, A Afirmação da Escola Digital, José Augusto Pacheco, em 27 de fevereiro de 2023, às 10:12 horas)

Se há algo que ficará nas escolas dos ensinos básico e secundário, no período pós-pandemia, é a componente digital e a dimensão humana da relação pedagógica”. (idem)

É recomendável a Supervisão Humana a tempo inteiro e em todos os momentos, no uso da Inteligência Artificial (IA) na Escola.

“Sem supervisão, ChatGPT poderá atrapalhar pensamento crítico dos alunos – Professor@souvid@s pelo «Metrópoles» alertam sobre os riscos do uso não supervisionado da Inteligência ArtificialChatGPT por estudantes”.

(https://www.metropoles.com/brasil, Metrópoles, Sem Supervisão, ChatGPT poderá atrapalharPensamento Crítico dos Alunos, Maria Eduarda Portela, em 20/03/2023, às 02:00 horas)

Ainda sobre a tecnologia “ciborgue” como o ChatGPT, ao “Metrópoles”, a Professora Ana Carolina de Castro, docente de Língua Portuguesado Distrito Federal, acredita que esta tecnologia pode atrapalhar mais que ajudar na aprendizagem dos alunos, caso seja utilizada como plataforma de apoio e não apenas como uma mera ferramenta complementar.

“Isso acaba causando um grande déficit, não estamos potencializando o raciocínio lógico, a criatividade, porque a Inteligência Artificial não possui as ferramentas necessárias para a instrução dos alunos – explica a docente”. (idem)

A Professora da Universidade de Brasília (UnB) e Doutura em Educação Catarina de Almeida, explica que é impossível a não inserção do ChatGPT dentro da sala de aula, mas é necessário que a ferramenta seja utilizada de forma crítica e com apoio de Educadores; (…) apesar de ser um facilitador, o uso sistemático da Inteligência Artificial poderá tirar a capacidade crítica e de raciocínio dos alunos, defende; (…) o currículo não são (estão) voltadospara formação crítica, mas cada vez mais por (para) questões técnicas, afirma”. (idem)

Outro estudo de caso, é o da escola “Lumiar”, em São Paulo, com o Projecto AI (Inteligência Artificial)Boost, pensado para acelerar projectos criativos com o uso da IA. Nas palavras da Directora Geral das unidades da escola “Lumiar”, Graziela M Peres Lopes:

– “A proibição não é a melhor estratégia para lidar com novas ferramentas tecnológicas, temos que entender como a ferramenta deve ser utilizada e quais (as) habilidades necessárias para usá-la da melhor maneira, de forma positiva”. (idem)

O que dizem os “EXPERTS” em Inteligência Artificial – (IA).

Especialistas afirmam que o ChatGPT não substituirá todo o trabalho humano, mas os profissionais terão de actuar em parceria comrobôs”.

(in Metrópoles, Negócios, Profissional “Ciborgue”: Como o ChatGPT Vai Mudar o Mundo do Trabalho, Fábio Matos, em 11/03/2023, às 05:30 horas, actualizado em 18/04/2023, às 12:30 horas)

Mais, são horribilis” e causam pânico e terror, as declarações do criador do ChatGPT, Sam Altman – Citação:

“Em manifesto, CEO da empresa criadora do ChatGPT diz acreditar que serviços médicos e Professores serão substituídos por robôs”.

(in Metrópoles, Ciência & Tecnolgia, Robôs Substituirão Médicos e Professores, Bernardo Lima, em 09/03/2023, às 20:03 horas, actualizado em 09/03/2023, às 20:49 horas)

O CEO da OpenAI, Sam Altman, Director-Executivoda StarUp por trás do ChatGPT, no manifesto “Moore’s Law for Everything (Lei de Moore para Tudo, em tradução livre – Teoria que prevê futuro da informática e computação), mais afirma que:

– “(…) A Inteligência Artificial poderá substituir médicos e Professores; (…) robôs serão capazes de realizar o trabalho de profissionais da Educação e da Saúde, além de baratear seus serviços; (…) na saúde, médicos automatizadosgerariam economia nas consultas, enquanto na Educação robôs inteligentes substituiriam Professores universitários com salários altos”. (idem)

Novidade mesmo, depois de uma onda de euforia, são os sinais que apontam para o fim do “encantamento do ChatGPT. Parece haver cada vez menos interessados em interagir com a IA e a sua TECH (Tecnologia).

“Desde novembro de 2022 que a ferramenta de Inteligência Artificial (IA) da OpenAI – o ChatGPT – é a grande sensação da internet, mas aparentemente, o fascínio do público parece que tem vindo a esmorecer.

Como conta, noticia a Reuters, de maio para junho verificou-se uma queda de 9,7% no tráfego (em desktop – designa o ambiente principal do computador – e mobile) do ChatGPT, com o número de visitantes único da plataforma a também ter verificado uma queda de 5,7%.

Os dados também mostram que o tempo passado no ChatGPT pelos utilizadores também teve uma queda, com os visitantes a passarem menos 8,5% do tempo que passavam a interagir com a IA”.

(https://www.noticiasaominuto.com/tech, Sinais Apontam Para o Fim do “Encantamento” do ChatGPT, TECH CHATGPT, por Miguel Dias, em 06/07/23, às 11:35 horas)

Em conclusão, a Inteligência Artificial (IA) e osProfessores. Em que ficamos (…)

Por último, notícia da CNN Portugal: “Stuart Russelldiz que tem más notícias para os Professores, boas para os alunos e assustadoras para quem teme Estados ditatoriais”.

(https://cnnportugal.iol.pt/smartphones, CNN Portugal, Inteligência Artificial, FG, 07 de julho de 2023, às 21:07 horas)

Está em causa a forma e maneira como a Inteligência Artificial (IA) pode beneficiar ou NÃO! o futuro da Educação e do Ensino. Perigos Eminentes!

Smartphones e Inteligência Artificial podem tornar-se a combinação «mais eficaz» para um Ensino de qualidade e até podem vir a substituir as salas de aula tradicionais – pelo menos isso é o que defende um dos mais reconhecidos especialistas da Inteligência Artificial (IA) do mundo, Stuart Russell, Professor na Universidade da Califórnia, nos EUA. Mas Stuart Russell deixa também um alerta (um forte e muito sério Aviso): esta poderosa tecnologia pode vir a facilitar a doutrinação dos alunos, podendo ser até usado por Estados ditatoriais para incrementar as suas ideologias, escreve o «TheGuardian».

(…) Esta possível mudança (IA) pode suscitar«receios razoáveis» entre os Professores e Sindicatos desta profissão, visto que «menos Professores vão ter emprego – possivelmente mesmo nenhum», disse Russell, citado pelo«The Guardian»”. (idem)

Além dos riscos para os Docentes, este software pode ser utilizado por regimes políticos autoritários e ditatoriais: “Estou certo de que o governo chinês espera que (a tecnologia) seja mais eficaz na inculcação de lealdade ao Estado”, afirma Russell.(idem)

Mais diz Russell, que mostra também receio que o sistema possa vir a ensinar uma criança a “fabricar uma arma biológica”. (idem)

Respirando fundo, para tentar assimilar tudo isto, todo este manancial de informação e actualizaçãoinformacional de informantes, fica a certeza de dúvidas, interrogações, conclusões e muitas reticências; o potencial e enorme exponenciaLaprendente da Inteligência Artificial (IA) para o bem e para o mal; e no que que concerne à Educação e ao Ensino diz respeito, a demonstração cabal de que os PERIGOS(!) existem, são REAIS(!), e que NÃO(!) justificam nem os meios investidos nem os ganhos e pseudo benefícios. E sempre, sempre com vigilância humana em cima e muito apertada.

Percorrido o caminho reflexivo, cogitativo, meditativo, e no limite da atitude de questionamentohumano, afirmo ser frontalmente contra e que sou de todo contra o uso incoerente, desleixado, retro-anacrónico, leviano, de modalidade e existência modal absurda, repugnante à razão, incorrecto, imoral, violador da ética e sem código de conduta,da Inteligência Artificial (IA) na Escola / Escola Pública.

O uso e utilização massiva e massificada da IA em contexto escolar, está destinada ao fracasso e a contribuir decisivamente para a “fraude intelectual, a alienação da verdade escolar e a conspurcação objectiva da essência escolar do elemento humano – único e irrenunciável. Terá a resisreacção dos Docentes.

No limite céptico da noção, ideia e representação de“Ser homo sapiens,                       a IA na Educação Não é upgrade”, Não trás melhoria substantiva humana, Não significa aprimoramento do Ensino.Considerado e considerando o positivo por oposição ao negativo que trás e transporta para a EscolaHumana.

Este tempo intelectual foi desafiante e de reflexão, de comunhão da investigação, de estudo e decrítica, de informação reunida ao longo do tempo e de tempos, das ideias, das palavras e do sentido das palavras. Desiderato proposto e objectivo alcançado, realizado.

Por que consideramos pertinente, e em jeito dehomenagem,memorium e ultimatum, deixamos aqui memórias-excertos de escritos sobre a Escola“velhinha”, ancestral e intemporal, a Escola Tradicional; em justaposição e aposição à nova escola emergente e que alguns alegam de Escolafuturista, a Escola Digital, cada vez mais tomada,imbuída e impregnada de Inteligência Artificial a Escola IA. SIM à Escola Humana! NÃO à Escola Máquina! Expus!

Cedemos à exigência-imposição de tendência, de digitalização da Escola/Escola Pública, ou resistimos, lutamos e rejeitamos. Afinal de contas, Nós Escola, Educadores, Professores e Alunos, Pais e Encarregados de Educação, Comunidade Educativa, não somos IA; Somos Todos Natureza Humana.

Segue-se o ponto de intersecção, vínculo e simbiosedo “varius” que é “unum A Pessoa Humana.Cogito ergo sum” “Penso, portanto sou; (trad.correcta).

Abordagem ao enquadramento histórico ultra conciso – do presente para o passado, do agora para as origens – “mutatis mutandis (mudando o que tem de ser mudado) e “modus operandi”(modo de operação, agir e execução).

Chamem-me “Velho do Restelo”, chamem-me professor-dinossauro, digam que estou “démodé”, em desuso e ultrapassado, desactualizado eobsoleto,                                  a precisar de reciclagem e capacitação digital e bla, bla; anti digitalização fundamentalista e “Burrocrática da Escola/Escola Pública e anti robotização e automação da Educação e do processo de ensino-aprendizagem. Estático no “actus pedagogus” de ensinar. Que me preocupo bastante com a Escola (perdida) dos conteúdos, objectivos gerais e específicos, cognição (aquisição, compreensão/entendimento, aplicação de conhecimentos), adapto-estratégias adequadas,taxonomia de Bloom; e nem tanto com a “escolinha das competências”. Obrigado! Eu é que agradeço esses epítetos/antonomásias de Ser, Estar e Vivenciar a profissionalidade e desempenho docente à “antiga e antigamente” e sem jeito nem disponibilidade para modernices ultra modernaças, de modas e modinhas pseudo pedagógicas “tolinhas e de chaladice mental adiantada”. Orgudesvaneçodos agnomes da diferenciação diferenciadora que faz a diferença no ensino para aprender a aprendizagem real. Ficar lá “alguma/qualquer coisa” de mais valia, valência e valimento para o(s) educando(s). A humana e natural partilha e assimilação do “cognitio humanus”.

A “Paideia”, a Educação na Grécia Antiga; o clássico não passou de validade. Paideia deriva da palavra grega “paidos” (criança) e significa algo como                           “a educação das crianças”. Sendo único o lugar dos gregos na História da Educação Humana. O termo Pedagogia nasceu, surgiu na Grécia, como a origem da problemática pedagógica, com origem nos sofistas – sábios, do grego “sophistes”, e do grego “sophia” (sabedoria); (Werner Jaeger, 1986).                        Roma incorporou a ambas.

Sofistas, séculos V e IV a.C., eram mestres da retórica e da oratória. De grande erudição e eloquência no discurso. Protágoras de Abdera (de acordo com os relatos de Platão, um filósofo grego do séc. V a.C.) foi um dos maiores sofistas. É conhecido pela famosíssima máxima: “O homem é a medida de todas as coisas”. Outros sofistas que se destacaram foram: Górgias, Hípias e Pródico. Os sofistas inventaram “uma espécie específica de professor/intelectual itinerante”, profissão que quer na Grécia Antiga quer no império romano, ensinava a “aretê”, palavra grega que traduz o conceito de “excelência” ou “virtude”; ligado à noção de cumprimento do propósito ou da função a que o indivíduo se destina. No sentido de alcançar o sucesso e a perfeição da/na pessoa humana. Pensamento grego que evoluiu no ideal cristão para a                    auto-suficiência da contemplação e da sabedoria.

Amós Comenius, um dos maiores Educadores do séc. XVII, foi o criador da Diáctica moderna.  A arte ou técnica de ensinar; vem do grego “technédidaktiké”.  Ocupa-se dos métodos e técnicas de ensino.

Johann Friedrich Herbart (sécs. XVIII/XIX), filósofo alemão, formulou a Pedagogia como ciência, abrangente e sistemática. Sistémico, com um conjunto de critérios meticulosamente organizados.

A Pedagogia é a ciência que estuda a Educação, o processo de Ensino e a Aprendizagem. É a abordagem ao educando da aprendizagem teórico-prática e como esse processo influencia e é influenciado pelo desenvolvimento social, político e psicológico do(s) aprendizante(s) – o(s) aluno(s).

Jean Piaget, pai da pedagogia moderna, na sua teoria sobre a aprendizagem cognitiva infantil, descobriu que os princípios da nossa lógica se começam a instalar, acomodar e formar antes da aquisição da linguagem, através da actividadesensorial e motora em interacção com o meio, em especial e nomeadamente com o meio sócio-cultural.

É, sempre e sempre no centro, tendo a centralidade em Educação está o Homem e não a máquina. Está a Inteligência Humana e não a Inteligência Artificial. O acto educativo é humano. É de eminência e exclusividade humana. É “homo humanus”. De exercício, função, ensinamento, missão e avaliação humana. Ponto final.

Concretizamos com alguns exemplos-excertos:

– Afirmação de Nuno Crato: “Há uma desvalorização da avaliação e está a perder-se a visão de que a escola tem a missão de ensinar”.                                        (Voz Prof, em 18 de junho de 2023)  

Citando excerto (um pouco longo, mas que se justifica pela incisão e pertinência para o caso) de um texto de Paulo Guinote, assertivo, com o qual nos identificamos, intitulado: “E ensinar algo aos alunos?”:

– “Sei que é um conceito que há quem apresente como fora de moda: “ensinar”. A relativização cultural e do conhecimento científico disciplinar fez com que algumas correntes pedagógicas considerem que o acto pedagógico de “ensinar”, no seu sentido tradicional de transmissão de conhecimentos entre alguém que sabe algo sobre determinada matéria e alguém que ainda não sabe, seja encarado como uma espécie de exercício abusivo de poder, de dominação ou de desvarios ainda mais extremados.

Talvez por deformação pessoal e académica, continuo a achar que existem pessoas que têm algo para ensinar a outras, dentro ou fora das salas de aula convencionais, ao longo de toda a vida, desta ou daquela forma, presencialmente ou à distância. Por maioria de razão, continuo a achar que o “ensino” e a “aprendizagem” são funções nucleares na Educação e no quotidiano das Escolas, quiçá as que lhes dão o sentido primeiro de existência, por muitas outras funções que lhes tenham sido apensas com o passar dos tempos. Sei que esta é uma concepção criticada por quem acha que tem uma visão “moderna” ou mesmo “pós-moderna” da Educação, mesmo se essa visão apenas recicla conceitos e propostas com mais de um século.

Continuo a achar que o tempo dos professores nas escolas deve ser passado em prol do trabalho com os alunos, a “ensinar” aquilo que os alunos deverão “aprender”, numa perspectiva que alguns considerarão por certo imobilista, se não perceberem que esses actos (de ensinar e aprender) já mudaram muito desde que comecei a leccionar e, por maioria de razão, desde que foi aluno.

Infelizmente, o avanço da tal ideologia relativizadoraestendeu-se ao papel do professor, considerando-o não como “mestre” (como se isso fosse uma espécie de entidade repressora), mas como mero “facilitador” das aprendizagens. E essa relativização, por via de uma desvalorização dos saberes disciplinares, levou a que a autoridade académica dos docentes fosse colocada em causa, considerando-se que o eventual insucesso de qualquer aprendizagem deriva de uma falha na “ensinagem”. E passou a exigir-se uma monitorização administrativa e burocrática desse processo de “ensinagem”, que mais não faz do que desconfiar do trabalho dos professores e tem sido maquilhado sob a designação de “inovação pedagógica”, retomando teses com décadas que já antes demonstraram a sua inconsequência, mas agora foram retomadas e reapresentadas como se fossem novidade.

(…) Esta subordinação da função docente ligada ao “ensino”, agora apresentada como uma espécie de anacronia, em sala de aula ou fora dela, relativamente a tarefas de tipo administrativo e burocrático explica muito do desânimo e a desistência de muit@s docentes, que não hesitam em antecipar a aposentação, para não continuarem perdidos num labirinto que não para de crescer. E ajuda a compreender que a docência tenha passado a ser encarada como uma profissão mais próxima do funcionalismo administrativo do que da transmissão intelectual e cultural, tornando-a desinteressante e afastando potenciais candidatos”.

(https://guinote.wordpress.com, Paulo Guinote, Pelo JL/Educação, em 28 de junho de 2023)

O supracitado é a naturalmente natural natureza humana, ancestralmente falando, passando o conhecimento de geração em geração, de pessoas para pessoas, sem maquinetas pensantes e o cérebro humano a minguar e a regredir.

(…) Mesmo dentro de uma escola, há cada vez mais uma ruptura completa entre quem ensina e quem teoriza/ordena, o que equivale a dizer que não há diálogo possível. A gramática do Poder tornou-se frequentemente ininteligível, irracional e inconcretizável.

(…) Quanto mais se conhecem os bastidores da Educação em Portugal mais receio se tem em imaginar o que ainda nos falta ver dentro de cada um dos intermináveis subterrâneos gabinetes do Poder …

Embrenhar-se nesse inferno ajuda a vislumbrar com maior nitidez o dramático futuro que agora se inicia, ao leme daquele que, apenas ao fim de alguns meses, já conseguiu ficar na História como sendo um dos mais perigosos ministros da Educação do pós-25 de Abril, em Portugal …

A distopia já parece ter começado. Estaremos ainda dispostos a combatê-la?”

(https://guinote.guinote.wordpress.com, Inbox, «Resistir – Crónicas De Uma Tragédia Educativa», Fernando Alva, Artelogy, 04 de julho de 2023)

A distopia, cacotopia ou antiutopia é o inverso e avesso da utopia. É um estado de representação hipotética, conjectural, de negação e veto, de antítese e oposição da utopia (ficção, sonho, ilusão, quimera). É a “utopia negativa” da promoção e vivência “axia” (do grego «valor», valorativa) da realidade social, organizacional, etc.; de um “imaginarium” onde se insere, entra e tem efeito de controle, por exemplo, a tecnologia como ferramenta de opressão por parte do Estado, de instituições ou corporações, por ter escapado ao controle humano. Descambando e degenerando no totalitarismo, autoritarismo e anarquia/acracia/desgoverno apocalíptico ininteligível e enigmático. Cenários políticos e de política educativa ambíguos, distópticos, que hoje já são mais realidade concreta do que ficção científica; projectos empresariais, universidades, experiências e tecnologia de ponta, de automação, robotização, super, hiper, megacomputadores, cyber tecnologia, nanotecnologia, de Inteligência Artificial no seu “maximum maximus”.

“Os nossos filhos não nasceram viciados em ecrãs e telemóveis. Fomos nós que os expusemos a um comportamento compulsivo que coloniza toda a sua vida e desenvolvimento. Por isso, somos nós que os temos de livrar de um fardo que lhes tira o direito de brincar, conviver, crescer”. (Perguntar Não Ofende)

“(…) Nos últimos dias foi notícia uma decisão que nos devia fazer reflectir: o governo sueco, que há 15 anos iniciou um processo de digitalização da Educação, vai regressar ao ensino baseado em livros de papel. Os meios tradicionais de Ensino vão substituir os ecrãs e os quadros digitais. Motivo?                   A acentuada diminuição das capacidades de leitura, escrita e expressão das crianças suecas, que o contacto demasiado precoce com a digitalização provocou. (E por maioria de razão, a IA na Escola é precoce e nefasta, digo eu).

A introdução das tecnologias informáticas nas escolas deve ser progressiva e nunca alheia à produção científica das neurociências, quanto às suas influências no desenvolvimento neuronal dos alunos dos primeiros anos de escolaridade.

Entre nós, a imbecilização das práticas pedagógicas, com destaque para a digitalização da Educação, feita à bruta e precipitadamente, está a transformar os nossos jovens em seres cada vez menos pensantes e reflexivos, em simples sorvedores passivos e acríticos de tudo aquilo que os ecrãs lhes apresentam. Claro que o fenómeno tem responsáveis adultos: pais e professores   comodistas, manipulados por uma legião de promotores de ideologias perniciosas, apresentadas como pedagogias modernas. Vamos continuar assim?” (in Público, Santana Castilho, 05/07/23, às 05:04 horas)

É claro e claro está, que o ChatGPT e a Inteligência Artificial (IA), agravam no presente e agravarão muito mais no futuro próximo (pelo facilitismo e padrão, com respostas standardizadas, padronizadas, uniformizadas e em evolução adaptativa, e por “ausência e preguicite de pensamento e irradicação de treinamento neuronal”, estudantil e professoral), e vão afectar a capacidade intelectual humana básica de pensamento, reflexão e crítica. Tudo aquilo que é missão, função e essencialidade da Escola, ontem, hoje e amanhã, depois de amanhã e no dia seguinte a depois de amanhã.

A medida certa e virtuosa está no uso parcimonioso do analógico e do digital. O equilíbrio sem rupturasnem cortes, numa continuidade descontinuada intermitente. Humanum sapiensmesclado/intercalado com “artificialis – IA. Com recomendação de uso muito moderado, circunscritoe limitado.

Com a invenção criadora da Inteligência Artificial (IA), o Homem ascendeu ao “olimpo de pequeno deus criador do primigénio e adâmico cerebrumpensante da Inteligência Artificial (IA).

Encerramos o fecho com uma citação, também ela da Criação:

“Vede, isto tão somente achei: que Deus fez ao homem recto, mas eles buscaram muitas invenções”.

(Bíblia Sagrada, Versão de João Ferreira de Almeida, Edição revista e corrigida, Antigo Testamento, Livro de Eclesiastes (em hebraico Kohelet – palavra que significa O Pregador ou Prelector – aquele que explica), Capítulo 07, Versículo/Verso 29; escrito pelo rei Salomão, homem de excelsa, magnificente, sublime Sabedoria).

 

Disse.

Nota: professor que escreve de acordo com a antiga ortografia.

CCX.