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As falácias da política portuguesa sobre os professores

 

Temos assistido a um circo de falácias muito consistente da política que se exerce em Portugal.

A demagogia política que serve como figura de linguagem argumentativa é comum nos enganos e nas ilusões que vão enganado os, muitos, distraídos que por aí pululam.

Isto leva-nos à “Falácia do Espantalho”. Este tipo de falácia consiste em deturpar um argumento e assim utilizá-lo para atacar o interlocutor. Quando se afirma que é necessário repensar as políticas educativas” algum político responde, “lá vêm eles pedir aumentos de ordenado”.

Podemos aplicar à forma como os políticos pensam a “Falácia ad Hominem”. Esta falácia tem o intuito de atacar a pessoa que apresentou um argumento. Podemos ouvi-la quando se afirma ser a favor da autonomia das escolas e lhe respondem que, “só um ignorante poderia afirmar tal coisa.

A “Falácia do Escocês”, também é comummente usada. Todo o verdadeiro professor é um missionário, quando, logo lhe respondem, que o seu pai é professor, mas não é missionário. Logo, se um professor não é missionário não é um verdadeiro professor.

Também é aplicada muitas vezes a “Falácia da Derrapagem (ou Bola de Neve)”, onde a partir de um fato, o interlocutor sempre o aumenta a fim de acabar com o argumento proposto. Se aumentarmos os professores teremos que aumentar todos os funcionários públicos. Sem qualquer comprovação factual, exagera-se o fato do pedido de aumento estendendo o pedido a toda a função pública.

Além dos exemplos de falácias acima há outros tipos que aparecem constantemente nos discursos políticos, líderes que apelam à demagogia, e conversas quotidianas.

O “Apelo à Ignorância” é uma arma que os políticos portugueses e outros usam querendo que aceitemos uma conclusão por não se encontrar provas em contra ao argumento. Existem fantasmas na Educação. Ninguém pode contestar esta afirmação porque não é possível provar, concretamente, a existência dos fantasmas.

A Composição, consiste em atribuir características próprias de um elemento ao todo que se integra. O professor é racista, logo todos os professores serão racistas.

A Divisão, ao contrário da composição, consiste em dar características do todo apenas um elemento. Este é o melhor governo em 45 anos, “fulano” será um óptimo ministro. Nestecaso, não basta que o governo seja uma óptima equipa para fazer um indivíduo ser um bom ministro. Muitas vezes é exatamente o contrário.

Neste país à beira mar plantado parece haver senão um único Mandamento dizendo: Todos os seus habitantes são iguais, mas alguns são mais iguais que outros.