Fenprof “marca” data para acordo
Como se previa, a reunião negocial desta quinta-feira terminou sem acordo, com os sindicatos de professores a reiterarem que este só será possível se contemplar a recuperação do tempo de serviço congelado (faltam devolver seis anos, seis meses e 23 dias).
Em comunicado enviado à comunicação social, nesta sexta-feira, a Fenprof fez saber que propôs ao ministro da Educação que assine um acordo com os sindicatos no dia 6 de Junho, estipulando que a recuperação do tempo de serviço será feita até ao final da legislatura, “de acordo com as seguintes parcelas: 2024 – 798 dias; 2025 – 798 dias; 2026 – 797 dias”. E que, também até final de legislatura, “o número de vagas a abrir em cada ano seja igual ao de candidatos à progressão aos 5.º e 7.º escalões, primeiro passo para a eliminação do regime de vagas”.
Pelo facto de a progressão a estes escalões estar dependente da abertura de vagas pelo Governo, têm ficado de fora, todos os anos, mais de metade dos professores com requisitos para progredir.
Para o dia 6 de Junho, que grafado deste modo 06/06/23 coincide com o tempo a recuperar pelos professores, está prevista uma greve nacional de professores e duas manifestações, uma no Porto e outra em Lisboa. A Fenprof juntou-lhe agora o desafio que lançou a João Costa: transforme este dia “numa data histórica para os professores”.