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NÃO PARAMOS – E ONDE NOS LEVA O CAMINHO?

        Decorrem as negociações entre Ministério e Sindicatos. As principais reivindicações não constam da Ordem de Trabalhos. O que preocupa o Senhor Ministro (o Governo) é, desde o início, as medidas que têm que forçosamente tomar para seguir diretivas de Bruxelas- colocações de professores, vínculos laborais. Outras reivindicações? É como se durante quase três meses de Manifestações, Greves, com prejuízo de alunos, pais e dos próprios professores, enquanto docentes e pais, não tivessem existido.

Não é problema do Ministro, nem do PrimeiroMinistro, que haja milhares e milhares de portugueses insatisfeitos? Para que serve o Governo de um país? Para manter as mágoas àqueles que durante anos seconservaram calados à espera que houvesse melhoria nas condições de trabalho, que houvesse alguém de bom-senso na educação, que cumprisse o que um Estado “pessoa de bem” deverá cumprir, ou seja, pagar o que deve?! Para deixar arrastar situações de inquietação social durante meses, como se nada se passasse?? Temos um Governo de pessoas que se fingem cegas e surdas a quem pagamos, como se fossem gente normal, para resolver as situações de governação do país??

Sentindo já esta desorientação na docência, muitos estudantes foram-se afastando dos Cursos de Formação, sendo jovens, para não se comprometerem com uma profissão mal paga, difamada, agredida, onde não se reconhece o trabalho (em grande parte feito em casa) e na qual a Entidade Patronal não cumpre com os principais deveres de proteção da integridade física e moral dos seus funcionários.

Já se prevê o futuro, sem profissionais de Educação, mas a quem manda neste país não importa. Cada vez mais se goza, é o termo, goza com os professores, indo negociar sem ligar a reivindicações, não entregando propostas a tempo, esperando que o desespero tome conta de quem não aguenta o cansaço.

Por quanto tempo vai durar este impasse? É muito benéfico para as nossas crianças! Quem não cuida dos mais novos e frágeis não é digno de estar à frente de um povo. Nem com minorias.

 

       Já me desliguei da profissão, mas não me mantenho indiferente a tanto destrato. É superior às forças de qualquer PESSOA de BEM.

Por Fátima Ventura Brás- Prof.ª Ensino Básico