Fenprof acusa ministro da Educação de estar “a dormir”
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, criticou as propostas apresentadas, acrescentando que parece que o ministro da educação “anda a dormir há muito tempo e não sabe o que se anda a passar”.
O secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira (C), participa na concentração de educadores e professores do Agrupamento de Escolas Rainha Santa Isabel, no âmbito da greve de professores, junto à escola EB 2.3 Rainha Santa Isabel, em Coimbra, 11 de janeiro de 2023. PAULO NOVAIS/LUSA
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) disse esta sexta-feira que o ministro da Educação “parece que anda a dormir” e manifestou-se “otimista com a luta dos professores” em greve por melhores salários e condições de trabalho.
Antes de entrar para a terceira ronda negocial com responsáveis do Ministério, Mário Nogueira criticou as propostas apresentadas na quarta-feira pela tutela, mas saudou “a força dos professores e a determinação em lutar pelos direitos”.
Quanto ao ministro, disse que “parece que anda a dormir há muito tempo e não sabe o que se anda a passar”, referindo-se ao facto de não estarem previstas na proposta apresentada esta semana respostas às reivindicações que têm levado os professores a fazer greve e protestos.
“O senhor ministro ainda nem sequer descobriu que há pontos que nem sequer escreveu” na proposta negocial, como a recuperação integral do tempo de serviço congelado, o fim das vagas de acesso ao 5.º e 7.º escalões ou a alteração do diploma sobre a mobilidade por doença, disse o secretário-geral da Fenprof.
Os professores iniciaram em dezembro uma greve, tendo como principal reivindicação o fim da ideia de serem os diretores a escolher e contratar os professores para as escolas, mas também outras medidas que se traduzem em acabar com a precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho.
As greves foram retomadas no inicio do segundo período, estando neste momento a decorrer três diferentes greves organizadas por vários sindicados sem data de termino.
“Dia 11 de fevereiro vai ser dado um passo gigante dos professores”, acrescentou Mário Nogueira antes de entrar, referindo-se à manifestação nacional que está agendada para Lisboa.