Mais pequenos, mais aconchegantes, mais…
Mas mais o quê?
Mais QZP significa menos professores por região. Ou pensam que vão ficar à porta de casa?
Vamos lá ver.
Um professor do atual QZP1 vê o respetivo ser dividido em dois, em qual deles ficará afeto? Tem que concorrer. Sim, concorre, mas poderá só concorrer a esses dois? Duvido.
Haverá um número mínimo de QZP a que terá de concorrer? Ou terá que voltar a concorrer a nível nacional para poder obter vaga? Quem sabe…
A questão de diminuição das áreas geográficas dos QZP não será tão simples como foi o seu aumento. Na altura fundiram-se QZP’s e que estava neles apenas viu a sua área aumentar. Na diminuição das áreas não voltarão ao seu QZP inicial, que pode nem voltar a existir, terão de voltar a concorrer para “entrar” num novo QZP.
A entrada em novo QZP vai depender de vagas a abrir dependendo da necessidade de professores em cada área. Como sabemos as áreas com maior necessidade de professores são no em Lisboa, Setúbal e Algarve. Tenho a impressão de que vai haver professores a ser “atirados” para as zonas onde há mais falta de professores por falta de vaga nos novos QZP da área geográfica onde hoje estão afetos. Podemos ter um residente na Guarda, hoje pertencente ao QZP que abrange os distritos da Guarda e Castelo Branco, a ir parar ao futuro QZP que abrangerá o distrito de Portalegre. E os que hoje estão em Portalegre a ir desaguar em Cascais…
Isto vai trazer muitos problemas e injustiças, já para não falar do desrespeito pela vida pessoal de cada professor que ainda não conseguiu ser QA perto da sua área de residência e da sua família.
Não me venham com a conversa de acabar com a casa às costas e de novos QZP sem primeiro definir novas regras para abrir vagas de QA.