Se analisarmos as colocações das Reservas de Recrutamento até hoje (RR5), percebemos que a % de candidatos colocados da 3.ª prioridade tem aumentado, atingindo hoje 55%.
Em praticamente todos os grupos de recrutamento, o número de candidatos em 3.ª prioridade é superior aos candidatos da 2.ª prioridade.
As listas de ordenação estão a esgotar-se e muitos dos candidatos não colocados não estão dispostos a concorrer para as zonas onde a carência é maior. Com ordenado de 1000 €, deixarão a família para gastar 400 € num quarto e 400 € em deslocações… não é com autonomia na contratação que as coisas ficarão melhores, pelo contrário: se os professores percebem que o seu “investimento” em tempo de serviço não serve para nada, restringirão ainda mais as suas opções, procurarão alternativas e veremos escolas a sul cada vez mais desertas de candidatos.
Se o Ministério da Educação quiser manter esta proposta de modelo de contratação/vinculação atabalhoada vai conseguir 2 coisas: afastar milhares de professores do ensino e unir novamente os QA, QZP e a quase totalidade dos contratados, bem à imagem daquilo que já aconteceu nos tempos da MLR.