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Quando a sociedade não tem juízo, quem paga é a escola

 

Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas e a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo consideram que a “semana de contenção” que implica a suspensão das aulas é uma medida, que apesar de fazer sentido do ponto de vista da saúde, significa uma “fatura muito pesada” para os estudantes

O ensino público e privado não costumam estar de acordo muitas vezes, mas desta vez estão. Ambos olham para a “semana de contenção de contactos” que o Governo estabeleceu, entre os dias 2 e 9 de janeiro, como uma medida compreensível do ponto de vista da saúde, mas que não deixa de demonstrar uma “despreocupação” com as crianças. E, mais uma vez, dizem,  são as escolas que vão “pagar a fatura” da sociedade.

“Quando a sociedade não tem juízo, quem paga é a escola. A escola já está a pagar os desvarios do Natal e da Passagem do Ano” acrescentando ainda que “preferia que o calendário escolar se mantivesse, mas entendo a medida à luz da saúde”, afirma Filinto Lima.

“Percebemos a lógica do ponto de vista da saúde, mas de 30 para 31 as discotecas estão abertas, e todos uns em cima dos outros, e no dia seguinte os alunos não podem ir para a escola?”. Rodrigo Melo