Susana Gomes, de 44 anos, também doente oncológica, conta as últimas palavras da amiga: “A mim já me vão levar o atestado ao caixão”. “Nesse dia, ela estava alegre, mas conformada que não iria ter o atestado. Demos um abraço forte e senti a sua revolta. Para a Ana Margarida foi o fim de uma luta, mas ela agarrou-se sempre à vida, pelos filhos e pelo marido”.
“Eu estou à espera do atestado desde maio. Nos meses que mais sofri, o Estado não me ajudou e continua sem o fazer”. As duas não tiveram direito aos atestados devido às pandemia da COVID-19, quando o governo suspendeu as juntas médicas.