Directores de escolas alertam para agravamento de falta de docentes a partir de Janeiro
A falta de professores nas escolas irá agravar-se no início do próximo ano com a reforma de docentes que, neste momento, têm turmas atribuídas, alertou o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE). Segundo uma estimativa da Federação Nacional de Professores (Fenprof), há actualmente cerca de 100 mil alunos sem todos os professores atribuídos, mas os directores escolares dizem que a situação “vai piorar já em Janeiro”.
“Os professores que se vão reformar no próximo ano têm neste momento turmas atribuídas mas, quando chegar o momento de se irem embora, os alunos ficarão sem professor e as escolas terão de encontrar substitutos”, explicou à Lusa Manuel Pereira.
Este ano, já se reformaram quase 1.600 docentes e os sindicatos estimam que irão ser mais de dois mil até ao final de Dezembro. No próximo ano a situação será semelhante, já que os professores no activo são uma classe cada vez mais envelhecida.
A maioria tem mais de 50 anos e é nas escolas públicas no norte e centro do país que a média de idades é mais alta, segundo dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), que mostram que a percentagem de docentes com pelo menos 50 anos duplicou na última década.
É no pré-escolar público que se encontram os educadores mais velhos, com uma idade média de 54 anos.