Não queremos regressar ao tempo da mordaça
ao regresso dos carcereiros
não seremos indiferentes
ao trabalho sujo dos pretendentes a tiranos
vigilantes aos discursos
daqueles que nos querem privar da liberdade
que com balelas retóricas
são fingidores determinados
a sua ambição
é destruir a igualdade e a democracia
a sua maquilhagem encobre a sua tirania
as suas mãos trazem marcas de sangue
o seu riso é o sinal do delírio de um predador
não há alibis para os ditadores
apesar de todas as tentativas não passarão
resistiremos unidos
na força da razão libertadora
o nosso coração pertence aos injustiçados
estamos na barricada dos que não esqueceram Abril
não podemos desperdiçar mais tempo
erguer a voz
na comunhão da coragem
resistiremos
João Fernandes