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S.TO.P. – Síntese da Reunião com o ME

Colegas, como é público, o S.TO.P. reuniu hoje de manhã com o Ministério de Educação (M.E.). Em síntese, o M.E. (pelos Secretários de Estado João Costa e Susana Amador) começou a reunião por:

– Louvar o brio da presença e dedicação dos profissionais de Educação. Em particular o reconhecimento do papel social do professor pelo ME e pelas famílias. Reconheceram também que o ensino presencial é insubstituível e deve ser retomado;

– Não está em causa preparar um ano letivo normal, tendo em conta o grau de incerteza da evolução da pandemia e que estão a ser preparadas orientações com a DGS para o próximo ano letivo;

– Estão previstos cenários caso seja necessário intervir no ensino presencial (por região). Particular preocupação com os alunos menores de 12 anos;

– Recuperação/consolidação das aprendizagens nas primeiras 5 semanas, no entanto não se esgotará nesses momentos;

– Possíveis alterações no currículo, trabalhar bastante nas aprendizagens essenciais (trabalho com as associações profissionais), redução curriculares e aprofundar a modelação dos instrumentos de avaliação;

– Reforço de mais recursos humanos para as tarefas estratégias de apoio (nomeadamente equipas multidisciplinares e de apoio tutorial específico);

De seguida tivemos oportunidade de levantar algumas das preocupações concretas e prementes que nos chegaram dos mais diversos Profissionais de Educação pelo país, e que, de resto, temos vindo a alertar a tutela:  https://sindicatostop.pt/resumo-da-intervencao-na-reuniao-com-o-m-e-a-24-de-junho/

Em resposta à intervenção do S.TO.P., e antes de encerrar a reunião, os Secretários de Estado informaram que:

– Está a ser preparado o reforço dos recursos humanos, referindo-se em concreto, apenas aos assistentes técnicos e operacionais;

– Existe a preocupação pelo rejuvenescimento da classe docente mas sem adiantar medidas (nem responder à nossa questão sobre a Legislação da pré-reforma;

– Reconhecimento que a listagem do Amianto está incompleta (como alertámos) e que a sua retirada será iniciada em algumas Escolas nestas férias de verão, depois outras escolas nas férias de Natal e da Páscoa;

-continuaram a não responder com medidas concretas a muitas questões que consideramos fundamentais nomeadamente que medidas para minorar a exaustão/desmotivação dos professores, a injusta existência de quotas, ultrapassagens e uma precariedade gritante na classe docente. Também não responderam se consideram justo (e motivante) que Profissionais da Educação (não docente) essenciais para o funcionamento das Escolas, com décadas de tempo de serviço recebam o mesmo do que quem entrou para as mesmas funções o mês passado?

Por último, solicitamos novas reuniões (em concordância com outros colegas de outros sindicatos), após as avaliações, sobretudo para termos as devidas respostas a todas as questões levantadas (e outras), receber novas informações sobre a organização dos horários de trabalho previstos e, também, negociar mais em concreto o funcionamento do próximo ano escolar.

“De boas intenções está o inferno cheio”
Concluindo colegas, apesar de na teoria o M.E. reconhecer a dedicação/importância elevada dos Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente), na prática continua a não ter planos concretos para os considerar e valorizar como merecemos. Por isso mais uma vez, reafirmamos que, em defesa de quem trabalha (e estuda) nas Escolas, não aceitaremos que o governo continue a priorizar com milhares de milhões de euros bancos ruinosos (ex: Novo Banco) e a não investir devidamente nos serviços públicos essenciais como a Saúde e a Educação.