Assistentes Sociais na linha da frente nas Escolas. Sem Reposicionamento Remuneratório á vista (recebem cerca de 200€ a menos mensais) e sem Possibilidade de Acesso para Requererem a Mobilidade pelo Ministério da Educação!
Numa altura de calamidade, o trabalho dos A.S. quadruplicou, dispararam pedidos de ajuda ás famílias. Entre telefonemas aos alunos e famílias, refeições, distribuição de cabazes com comida e apoio psicossocial, não sobra tempo para quase mais nada. O trabalho dos A.S. é visível entre a comunidade escolar, mas invisível aos olhos de quem merece o reconhecimento, o Ministério da Educação!
Sem Reposicionamento Remuneratório até ao momento, os A.S. vincularam nas Escolas entre Março e Junho (outros ainda aguardam), enterrando assim na Carreira como Técnicos Superiores, quando o termo correto seria Assistentes Sociais, não somos técnicos! Retiram aos A.S. cerca de 200€ a menos e obrigaram muitos deles a meio de março, a mudar de Escola, onde vincularam. Estes não conseguem pagar casa, pagar contas e sustentar a própria família! Foi-lhes prometido o Reposicionamento Remuneratório, através da avaliação de desempenho ou na falta desta, porque as escolas não eram obrigadas a avaliar os A.S., ser contabilizado o tempo de exercício profissional prestado em escolas. Promessa que ficou na gaveta do Ministério da Educação! Já imaginaram, se fizerem as contas mensais, e retirarem a 1333 (Técnicos Especializados) cerca de 200€ a menos em cada um, quanto o Ministério da Educação arrecada mensalmente? E se alargarmos as contas para anualmente?
Quanto á Mobilidade, muitos dos os A.S. ficaram vinculados a cerca de 300 km de casa, e estão impossibilitados de pedir a sua mobilidade, porque o Ministério da Educação, alega a quem o faça que não terá autorização. Como pode um A.S. subsistir, apoiar alunos e famílias se ele próprio vê negado direitos que lhe são essenciais?