Os sindicatos de professores consideram “absolutamente irresponsável lançar o retorno proposto para 18 de maio”.
Unidade sindical. Algo incomum no País Basco. Mas, nesta ocasião, o anúncio da Secretaria de Educação do retorno à sala de aula a partir de 18 de maio para os alunos do secundário levou os sindicatos a unirem forças. Os sindicatos ELA, LAB, STEILAS, CCOO e UGT alertaram a Educação de que os professores não retornarão à sala de aula a menos que as condições de retorno “sejam negociadas e garantam a saúde”.
As centrais sindicais entrarão em contato com os diversos agentes educacionais nos próximos dias para discutir as possibilidades de dar uma resposta conjunta. Os sindicatos afirmam que o plano apresentado pelo Governo Basco para o retorno às escolas não foi “negociado ou elaborado com os representantes dos trabalhadores”. “Trata-se de uma decisão unilateral e imposta, como tem acontecido ao longo da gestão desta crise de saúde”, reclamam.
Uma vez que o plano foi conhecido, consideram que não há condições de implementar o retorno a partir de 18 de maio garantindo a saúde dos trabalhadores e estudantes. A sua opinião é que, a Educação apenas coleta critérios gerais de segurança que estão aquém e estabelece medidas “sem ter trabalhado com as escolas e sem fornecer recursos para poder implementá-los, carregando as escolas com um nível desproporcional de responsabilidade”.
Ou seja, “o plano de retorno é caracterizado pela improvisação e precipitação”. “Seria uma irresponsabilidade absoluta lançar o retorno proposto para 18 de maio.”