Por que razão 4 de Maio é o “limite máximo” para retomar as aulas?
“A data de 4 de Maio foi a data-limite apresentada pelo primeiro-ministro para a abertura das escolas, para que ainda haja aulas presenciais no terceiro período”, disse ao PÚBLICO a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.
O prazo de 4 de Maio prende-se com o facto de, olhando para o calendário escolar como estava previsto, poder haver ainda um mês de aulas para os alunos do 11.º ano e do 12.º (que deveriam terminar a 4 de Junho), fundamental para leccionar o resto da matéria e poder prepará-los para os exames (entre 15 de Junho e 27 de Julho) e para que o processo de acesso ao ensino superior não sofra também atrasos. Um mês de aulas é o mínimo exequível para se considerar como período lectivo.
Um dos cenários poderá, por isso, ser a reabertura parcial das escolas, apenas para o secundário. Mas é também a faixa escolar onde mais se levanta o problema de a média de idades dos professores ser a mais elevada, o que aumenta o risco para os docentes.