Aqui há dias li uma noticia sobre uma obrigatoriedade dos alunos Filipinos. Cada aluno finalista só vê a sua progressão aprovada se proceder ao plantio de 10 árvores, é um requisito obrigatório. É a “Lei do legado de graduação para o meio ambiente”.
Em Portugal, um país assolado por incêndios todos os anos, onde se fala de ambiente, mas na prática não passa de conversa e de uma tentativa frustrada de educar para a educação ambiental, surgem de vez em quando um ou outro projeto. Outra das situações que se podem enumerar é a limpeza das praias. Que nos adianta andar a gastar rios de dinheiro em campanhas de sensibilização se na prática não resultam.
Para os governos portugueses é muito mais fácil dar milhões a ganhar a empresas de marketing do que tomar medidas sérias e que levem a mudanças de atitude. E o segredo está nas novas gerações, como sempre esteve.
Para uma escola aplicar uma medida semelhante à das Filipinas basta querer. A nossa floreta autóctone é composta, não de pinheiros bravos e eucaliptos, mas de árvores folhosas, Carvalhos, Castanheiros, Sobreiros… A plantação destes tipos de árvores é simples de realizar nas escolas, puxem pela imaginação. De seguida podem contatar a Junta de Freguesia ou o Conselho Diretivo de Baldios e estabelecer parcerias para encontrarem um pedaço de terreno para onde transplantar as árvores já com 15 ou 20 cm.
Algo simples de introduzir no PAA de qualquer escola e de concretizar com os alunos. Levar os alunos a ter respeito pela floresta, pelo ambiente e por si próprios. De que está à espera o Ecoescolas?