Blog DeAr Lindo

Da inutilidade das provas de aferição…

Levantam-se vozes de todo o lado sobre a inutilidade das provas de aferição, mas o erro persiste.

Além de servirem de pouco ao nível de aferir, prever e combater dificuldades de aprendizagem (nada que os professores, dentro da sala de aula, não façam no dia a dia), são um desperdício de verbas e de pessoal docente.

Deixo-vos mais uma opinião, para não começar a falar do desastre que foi a aplicação das Provas de Aferição de Expressões. (como pode alguém aferir em equidade quando os meios e os materiais diferem de escola para escola e até dentro de um agrupamento? Valha-nos a “santa”…)

 

A pior decisão do Governo na Educação

Pense-se o que se quiser sobre o papel dos exames na educação. Mas é indiscutível que a ausência de escrutínio (com estas provas de aferição inúteis) prejudica o desenvolvimento do sistema educativo.

O maior erro do governo PS na Educação confirmou-se agora, mas começou a desenhar-se logo na sua primeira manhã de vida. Ainda o ministro não teria experimentado a secretária, já a maioria parlamentar de esquerda (por iniciativa do BE) aprovava a eliminação das provas finais do 1.º ciclo, aplicadas aos alunos do 4.º ano. O pior nem foi isso – apesar de ser lamentável esta forma de legislar por impulso, por preconceito ideológico, sem debate público e sem qualquer indicador comparado para justificar a decisão. O pior veio a seguir: um vazio de avaliação que converteu as extintas provas finais dos 1.º e 2.º ciclos em provas de aferição que, percebeu-se logo e agora confirmou-se, são uma completa inutilidade.