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Amanhã é o meu Dia 1460 de 4870 Dias

Foi em 29 de Agosto de 2005 que progredi ao 6.º escalão (véspera do 1.º congelamento da carreira do tempo de Sócrates) e nessa altura ultrapassei a metade da carreira de 10 escalões que terminava ainda no índice 340. Pelo que, dos 4.870 dias que distam desse dia apenas foram considerados 1.460.

A expectativa de atingir o topo dessa carreira era de cumprir mais 14 anos com avaliação de satisfaz em avaliação anual.

Tabelas constantes no Decreto-Lei 312/99, de 10 de Agosto.

 

Com a introdução do Decreto-Lei 15/2007, de 19 de Janeiro, regredi como todos os docentes abaixo do 8.º escalão, a escalões inferiores, mas índices de vencimento iguais.

Passei assim para lugar onde estava a menos de 1/3 da carreira dessa altura.

Foi criada a tal divisão de acesso a professor titular onde apenas uma parte dos docentes poderia progredir a um patamar superior.

O Decreto-Lei 270/2009, de 30 e Setembro.com a criação de mais um escalão de topo acaba por fazer ainda mais do 3.º escalão um lugar de início de carreira. Manteve-se ainda a barreira no acesso a professor titular, mas foi alargada a possibilidade de todos chegarem ao índice 272 sem qualquer barreira pelo meio.

 

O Decreto-Lei 75/2010, de 23 de Junho. terminou com a categoria de professor titular mas criou duas novas barreiras no 4.º e 6.º escalões, fazendo com que apenas uma parte dos docentes avaliados com bom pudessem progredir sem quotas de acesso. o Decreto-Lei 41/2012, de 21 de Fevereiro. manteve a mesma estrutura da carreira e as mesmas barreiras.

E assim se faz história de quem nesta altura poderia estar a entrar no último ano de acesso ao topo da carreira que foi congelada e modificada por José Sócrates, para quem amanhã vai mudar para começar a entrar no segundo terço desta carreira.

E caso fosse promulgada a recomposição da carreira dos 2 Anos, 9 meses e 18 dias para quem mudasse de escalão a partir do dia 1/1/2019 bem que teria de arranjar imaginação suficiente para injustificar-me a mim próprio dois dias de faltas.

Mas o problema de qualquer devolução de tempo de serviço (total ou parcial) vai ser que todos ficarão presos indefinidamente no 4.º e no 6.º escalão por não haver quotas de avaliação ou de progressão para todos.

E já me questiono se a carreira de Isabel Alçada não seria mais vantajosa para todos.