O que se passou este ano no concurso da Mobilidade Interna que provocou ultrapassagens das colocações entre professores mais e menos graduados não é uma situação nova.
Já em 2013 isso aconteceu e recordo que nessa altura a solução que achei mais adequada foi a realização de um concurso interno extraordinário no ano seguinte. Fiz uma petição para isso e apresentei os argumentos na Comissão de Educação e Ciência na altura.
O concurso interno extraordinário que veio a acontecer em 2015 foi muito resultado da contestação que existiu com as colocações de 2013.
A história parece que se repete e não duvido muito que a solução que o ME vai encontrar para limpar o erro que cometeu é abrir um novo concurso interno em 2018 e permitir que todos possam voltar a concorrer no próximo ano.
O que aconteceu este ano é a prova que um concurso válido por 4 anos é extremamente injusto e que a anualidade deste concurso devia voltar a acontecer. Na pior das hipóteses um concurso interno de 2 em 2 anos era fundamental para que as injustiças não se prolongassem, por quase meia década.
Não sei qual a solução que o ME vai encontrar para repor esta injustiça, mas presumo que passe por uma solução idêntica à encontrada para as injustiças de 2013. Manter tudo como está e abrir novo concurso para o ano de forma a dar esperança aos que ficaram mal colocados que tudo isto não seja válido por 4 anos.
Só não percebo como nunca se aprende com os erros cometidos no passado.