Eis uma pergunta que assombra todos os professores na hora de tomar decisões.
A Fundação Francisco Manuel dos Santos realizou um estudo que disponibilizou e que aqui fica para consulta. Assim como algumas das citações proferidas na sua apresentação. As conclusões são inequívocas. Mas cada caso é um caso, e na minha modesta opinião, esta discussão vai muito além da análise de gráficos.
“Em Portugal, uma em cada três crianças até aos 15 anos repete um ano pelo menos uma vez” (Luís Catela Nunes)
“Dependendo do município, uma criança com o mesmo tipo de maus resultados pode ou não ser retida no 4.º ano.” (Luís Catela Nunes)
“Há muitos mais rapazes retidos do que raparigas.” (Luís Catela Nunes)
“Aluno” que chumbou no 4.º ano vai chumbar menos do que os outros nos anos seguintes, mas perdeu aquele ano” (Luís Catela Nunes)
Recomendação política dos autores do estudo: canalização dos fundos gastos com retenções para práticas educativas mais eficazes.
“Façamos os possíveis por que não tenha de haver retenções nem os custos associados a elas.” (Adelino Calado, do Agrupamento de Carcavelos)
“Chumbar alunos custa 4500€ a 5000€ por aluno.” (Isabel Flores, projecto aQeduto)
O objectivo deste trabalho é medir o impacto resultante do facto de se obrigar um aluno a repetir um ano no seu desempenho académico subsequente. Pretende-se responder à seguinte questão: para os alunos que ficaram retidos, como é que os seus resultados académicos se comparam com os resultados académicos que teriam tido se não tivessem ficado retidos?
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