09.05.2016
Marcelo diz que é preciso encontrar caminhos de convergência na Educação Marcelo Rebelo de Sousa diz que é preciso encontrar caminhos de convergência na educação e evitar “afrontamentos” desnecessários. Sem nunca se referir a casos concretos, o Presidente da República diz que só fala sobre a polémica dos contratos de associação, depois de conversar com o primeiro-ministro. A reunião semanal entre ambos acontece esta quinta-feira.
09.05.2016
Na Fundação Calouste Gulbenkian, na intervenção que fez a propósito dos desafios que se colocam hoje em dia à Europa e à sociedade portuguesa, o Presidente da República tinha já abordado brevemente a questão da educação, admitindo que por vezes tem dificuldade em perceber “afrontamentos” que existem neste domínio. “De quando em vez tenho dificuldade em perceber afrontamentos ao menos aparentes, que existem no domínio da educação por exemplo, ou como noutros, entre setores variados, o Estado, o setor social ou os privados quando o fim é o mesmo, a causa a prosseguir é a mesma, do que se trata é de saber compreender que há um diálogo a estabelecer e há caminhos de convergência que devem ser percorridos”, disse.
O PR Marcelo sofre muito com os afrontamentos:
22 DE OUTUBRO DE 2011
Privilegiar escola pública em tempo de crise é errado
O ex-presidente do PSD advertiu este sábado que em período de crise é mais fácil cair na tentação de privilegiar a escola pública em detrimento da não estatal, mas que “essa é uma opção errada”. A posição foi defendida durante uma palestra num estabelecimento de ensino particular em Fátima, o Colégio São Miguel, dedicada ao tema “O lugar e a situação da escola não-estatal em Portugal”. Marcelo Rebelo de Sousa disse que o Ministro da Educação tem defendido a liberdade de ensino, mas resta saber se é ele quem manda, ou a “máquina” do Ministério da Educação. “O Ministério durante muito tempo foi dominado pela FENPROF [Federação Nacional de Professores] que influenciava a sua direcção, mesmo com ministros e governos com a visão de que deveria existir liberdade de escolha”, disse o comentador político. Rebelo de Sousa afirmou que “o ensino estatal tem vindo a aumentar em quantidade” e que se tem mostrado “muito assimétrico”, enquanto “a escola não-estatal tem vindo a morrer em quantidade”, mas garantindo “padrões de qualidade muito elevados”. Marcelo Rebelo de Sousa disse que as escolas não estatais devem “levar o Estado a considerar que não deve só olhar para a escola pública” até porque, realça, “a escola estatal só ganha com a competição com a escola não-estatal”. Manifestando-se crítico em relação à ideia de um estado monopolista e destacando “o papel crescente do ensino particular e cooperativo”, o professor universitário enfatizou a necessidade “da liberdade de escolha na Educação”.
Quanto ao Colégio São Miguel, em Fátima, que o PR Marcelo visitou:
Colégio de Fátima faz queixa-crime contra ex-director por desvio de património
11/07/2013 – 15:50
A direcção do Colégio de São Miguel em Fátima confirmou hoje ter movido uma acção judicial contra a anterior gestão liderada pelo padre Joaquim Ventura, que esteve cerca de 50 anos à frente da instituição. Em causa está o “destino dado pela anterior gestão a um conjunto significativo de valores patrimoniais do colégio”, dúvidas que, “tendo tido oportunidade de dar todos os esclarecimentos que entendesse, as não dissipou”, pode ler-se no comunicado hoje publicado na página de internet do colégio. A notícia faz o destaque da edição de hoje do Jornal de Leiria, semanário que avança com a informação de que na origem da queixa estão subsídios transferidos para a Fundação Arca da Aliança presidida pelo padre, sem que tal fosse do conhecimento do bispo da diocese Leiria-Fátima, entidade proprietária do colégio. (…)
Fundação Arca da Aliança indemniza Colégio de São Miguel em 1,2 milhões
25 Fevereiro 2016
O processo judicial (acção cível) interposto pela direcção do Colégio de São Miguel, em Fátima, contra o antigo director da instituição, devido à atribuição de donativos à Fundação Arca da Aliança, terminou com um acordo entre as partes.
No âmbito da tentativa de conciliação, que decorreu recentemente no Tribunal de Santarém, a Fundação Arca do Aliança (FAA) aceitou pagar uma indemnização ao colégio no valor de 1,2 milhões de euros, a “título de danos patrimoniais e não patrimoniais”. O acordo estipula ainda a entrega ao colégio de várias imóveis, alguns dos quais pertenciam antes à instituição de ensino e tinham sido doados à fundação. O processo remonta a Março de 2013 e foi movido pela direcção do colégio com o objectivo de apurar o destino dado pela anterior gestão a um “conjunto significativo de valores patrimoniais do colégio”. Em causa estão, segundo refere o processo consultado pelo JORNAL DE LEIRIA, cerca de 1,8 milhões de euros transferidos, em forma de donativos, do colégio para a FAA nos anos de 2002, 2004 e 2005. (…)
Carta aberta ao Padre J. VENTURA [antigo diretor do Colégio de São Miguel]
Fátima 10 de abril de 2016
Carta aberta a propósito de “Retalhos de uma vida sacerdotal”. (…)
Pais e alunos do Colégio São Miguel, em Fátima, reclamam mais uma turma
02.09.2015 às 20h00
Fátima, Santarém, 02 set (Lusa) — Pais e alunos do Colégio São Miguel, em Fátima, no distrito de Santarém, protestaram hoje junto ao estabelecimento de ensino, onde reclamaram mais uma turma para o 7.º ano e ameaçaram levar as crianças para a porta do ministério. (…)
Alunos de colégio em Fátima pedem a Nuno Crato mais uma turma
Em causa está a decisão governamental de reduzir o 7º ano daquela escola com contrato de associação de cinco para quatro turmas
7 set 2015, 13:52 Redação / DC
Cerca de 40 pais e alunos do Colégio São Miguel, em Fátima, distrito de Santarém, entregaram esta segunda-feira uma carta ao ministro da Educação a pedir que aplique um regime de exceção previsto e mantenha cinco turmas no 7º ano. Em causa está a decisão governamental de reduzir o 7º ano daquela escola com contrato de associação de cinco para quatro turmas. Em declarações à Lusa, o porta-voz do grupo, Fernando Santos, saiu desanimado do Ministério da Educação, em Lisboa, porque “não sentiu grande abertura”. Quase duas horas depois de ter entrado, foi-lhe dito que “não havia ninguém disponível para o receber”, pelo que fez “mais um” pedido de audiência. (…)