Blog DeAr Lindo

A Máquina Oleada do ME contra a Máquina a Carvão do Parlamento

Acho que com o tempo todos vão perceber que o Ministério da Educação tem uma máquina oleada muito bem montada que algumas reversões/anulações tomadas no parlamento vão retomar o seu rumo normal em breve.
E julgo que só agora é que Tiago Rodrigues começa a perceber que essa máquina é de difícil mudança e talvez por isso Nuno Crato tenha tido vontade de implodir o MEC.

Já se viu que a BCE irá sofrer uma mudança de cosmética, para voltar a algo do género.

O PET não desapareceu, mas foi apenas suspenso.

a PACC não desapareceu do ECD, mas apenas da revisão do diploma de concursos.

E o parlamento pelos vistos nem foi capaz de fazer valer uma resolução aprovada na Assembleia da República que recomenda ao Governo alterações às condições de acesso ao ensino superior dos alunos do ensino artístico especializado definidas por Nuno Crato.

E o caminho continua todo escancarado para retomar o seu curso quando os partidos à esquerda do PS já não servirem para nada.

 

 

Ensino artístico: Ministério da Educação ignora Parlamento

 

 

Regulamento dos exames do secundário mantém as normas transitórias que foram aprovadas por Nuno Crato.

 

 

 

O Ministério da Educação (ME) ignorou a resolução aprovada em Fevereiro pelo Parlamento, em que se recomenda ao Governo que altere as condições de acesso ao ensino superior dos alunos do ensino artístico especializado definidas pelo anterior ministro, Nuno Crato. O regulamento dos exames do ensino secundário, publicado em Diário da República nesta sexta-feira, não contempla, com efeito, nenhuma das recomendações constantes da resolução que foi aprovada com os votos a favor do PS, BE e PCP no sentido de “garantir a igualdade de oportunidades aos alunos do ensino artístico especializado no acesso ao ensino superior e a sua não descriminação face aos alunos dos cursos científico-humanísticos”.

Os deputados do PS, BE e PCP ouvidos pelo PÚBLICO foram surpreendidos com a notícia de que o regulamento de exames, cujo teor desconheciam, já tinha sido publicado. “Vamos pedir explicações ao Ministério da Educação. Queremos perceber porque não foi alterado o decreto-lei [que determina as condições de acesso ao superior] e quando contam fazê-lo”, avança a deputada do BE, Joana Mortágua.