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Mas Alguém Acha Que a Escola a Tempo Inteiro Não Custa Dinheiro?

E que se não há dinheiro só existem três soluções para a colocar em funcionamento até ao 9º ano de escolaridade.

 

  • Reduzir a carga curricular transformando-a em não curricular para assim fazer reduzir o custo hora podendo esticar assim a disponibilidade da escola na oferta educativa;
  • Pedir às famílias a comparticipação dessa escola a tempo inteiro;
  • Encontrar formas de obrigar os professores a trabalhar mais tempo na escola.

 

Maria de Lurdes Rodrigues admite que os pais podem ser chamados a colaborar neste esforço financeiro e logicamente os pais rejeitam que sejam chamados nessa comparticipação.

Seria de todo improvável que o Governo tivesse o apoio dos partidos que o suportam para aprovar tais medidas.

Por isso restam duas alternativas:

E acho que será num misto das duas que tal poderá vir a acontecer.

Nas grandes opções do plano para 2016 a primeira medida da página 110 vai no sentido da primeira hipótese.

À promoção de uma maior articulação entre os três ciclos do ensino básico, atenuando os efeitos das transições entre ciclos, através da gestão integrada e revisão dos currículos do ensino básico e da redução da carga disciplinar excessiva dos alunos;

Ou seja, o caminho está aberto para a redução do currículo de forma a reduzir a despesa com a componente curricular.

E se o 2º e 3º ciclos quiserem perceber  onde se pode encontrar mais formas dos professores trabalharem mais horas basta analisar o que se tem passado no 1º ciclo nos últimos anos, muito por causa das actividades de enriquecimento curricular. Foi eliminado o intervalo da componente lectiva dos docentes para ser acrescido mais uma hora no horário dos alunos e foi contabilizado o tempo lectivo como 60 minutos nas actividades de enriquecimento curricular, para assim, de dois tempos diários de 45 minutos de AEC apenas existir um único tempo de 60 minutos.

E se Maria de Lurdes Rodrigues já começa a dar palpites do que pode acontecer é sinal que anda muito por perto no aconselhamento a este governo.

Por isso…

…muita cautela.