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E o Que Responderá Tiago Brandão?

David Justino referiu na Quadratura do Círculo da passada semana que o ideal era suspender este ano qualquer exame ou prova e com debate e ponderação ao longo deste ano lectivo retomar em 2016/2017 o caminho que seja amplamente decidido.
Parece-me mesmo ser esta a melhor solução e quanto mais se conhece as opiniões públicas contra a radicalização na eliminação dos exames do 4º e do 6º anos mais me convenço que seja o melhor a fazer neste ano lectivo.

Ninguém morrerá se durante um ano não houver provas ou exames no ensino básico.

 

Aferição só se faz no final do ciclo e não a meio, defende David Justino

 

 

Presidente do Conselho Nacional de Educação reagiu, no parlamento, ao modelo aprovado pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues.

 

 

 

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) defendeu nesta terça-feira no parlamento que as mudanças na educação devem acontecer de forma gradual e que só é possível fazer aferição das aprendizagens no final do ciclo, não a meio, como proposto agora pelo Ministério da Educação.

“A natureza dos testes que é proposta é uma natureza de diagnóstico, nem são de aferição, porque eu só posso aferir no final de cada ciclo. Nem todos os miúdos aprendem à mesma velocidade e da mesma maneira. O primeiro ciclo é aquele que dura mais tempo, são quatro anos, precisamente para estabilizar os processos de aprendizagem. Só posso fazer a aferição em torno do padrão quando o padrão estiver estabilizado. E essa estabilização faz-se no final, não se faz a meio. O que se põe aqui é converter testes intermédios em provas de aferição. Só que aferição é feita no final do ciclo, não a meio”, defendeu David Justino, presidente do CNE e ex-ministro da Educação do PSD.

O Ministério da Educação (ME) decidiu aplicar provas de aferição no 2.º, no 5.º e no 8.º ano de escolaridade e manter apenas exames no 9.º ano. Só estes últimos é que contam para a nota final do aluno. O ME justificou a introdução de provas de aferição a meio dos três ciclos de escolaridade do básico com a necessidade de se “poder agir atempadamente sobre as dificuldades detectadas” naquela avaliação.

Numa audição da comissão parlamentar de educação a propósito do parecer do CNE sobre avaliação externa apresentado no início do mês, onde se defendia a manutenção dos exames do 6.º e 9.º ano, David Justino disse que não podia quantificar “o impacto” das alterações anunciadas pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues, por ser algo novo. Já quanto ao tempo em que foi tomada esta decisão — e que foi tornada pública um dia depois de o CNE ter divulgado o seu parecer — David Justino defendeu que “estabilidade não representa deixarmos tudo na mesma, e que se é preciso mudar, muda-se”. “Mas em especial na educação, a mudança deve ser gradual. Isso orientou muito a posição do CNE”, frisou.