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Número de professores sobe pela primeira vez desde a troika

 

 

Pela primeira vez desde a intervenção externa em Portugal, o ano civil vai terminar com mais professores contratados pelas escolas, num tímido aumento de cerca de dois mil

A queda abrupta do número de professores, com mais de 25 mil saídas em quatro anos (entre quadros e contratados), parece ter terminado – pelo menos no imediato -, com o ano civil a fechar, pela primeira vez desde a intervenção externa em Portugal, com um aumento global nas contratações.

O último indicador a confirmar esta tendência é o das contratações de escola (CE), mini-concursos em que os estabelecimentos preenchem vagas menos procuradas, como horários incompletos. De acordo com uma contabilidade do blogue Arlindovsky, especializado em temas de contratação, no primeiro período de aulas as escolas recrutaram por esta via 1142 docentes, mais 120 do que há um ano.

Somados aos indicadores das Bolsas de Contratação de Escolas – reservadas a escolas com contrato de autonomia ou estatuto de território educativo de intervenção prioritária – e aos 562 ingressos adicionais nos concursos nacionais, num total de 3782, os dados já permitem falar numa tímida retoma.

“Há um aumento, nas várias fases, de mais cerca de duas mil necessidades de contratação este ano”, confirma Arlindo Ferreira, professor e autor do blogue Arlindovsky. “Desde a Páscoa deste ano que a tendência tem sido de crescer. Pouco, mas têm havido mais contratações”. Arlindo Ferreira recorda ainda que esta evolução se dá num ano em que “entraram para os quadros 1500 professores que no último ano letivo eram contratados” sem que isso reduzisse – antes pelo contrário – as necessidades de contratação das escolas.