Pela manhã, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, reiterou que não tomaria decisões isoladas sobre os exames e que tencionava auscultar a comunidade educativa sobre o modelo de avaliação dos alunos e do sistema; à tarde, o primeiro-ministro, António Costa, deu como certo, no Parlamento, que as provas nacionais do 6.º ano e do 9.º são para manter. Uma aparente contradição que o PCP e o Bloco de Esquerda não valorizam. Defendem o fim das provas e não dão a discussão como encerrada.
A questão partiu da bancada do CDS-PP, no Parlamento. Durante o primeiro debate quinzenal de António Costa como primeiro-ministro, Paulo Portas quis saber se o socialista iria ceder aos seus “sócios” e aprovar o fim dos exames do 6.º e do 9.º anos, já proposto pela bancada comunista e defendido pelo Bloco de Esquerda (que anunciou a apresentação de um projecto de lei no mesmo sentido). Costa respondeu recomendando “a leitura do programa de Governo” que, disse, “é muito claro quanto às provas que serão mantidas” e do qual “não consta a eliminação das provas a que se referiu” Portas.