A incógnita continua…
As editoras andam a tentar despachar o stock de livros de preparação para os exames do 1º ciclo.
Chegam às escolas caixas e caixas de manuais de treino para os exames, na expectativa de que os professores os consigam “despachar”. Mas neste momento as “coisas” parecem que estão a pender para que, já este ano, os exames sejam extintos, pelo menos no 1º ciclo. As declarações sucedem-se nesse sentido, se, é claro, chegarem a “mandar nisto tudo”. A semana passada essas declarações foram:
“o culto das provas do 1.º ciclo” constituiu um “anacronismo histórico” e um exemplo de medidas com efeitos “prejudiciais no processo de desenvolvimento pedagógico” dos alunos. Por isso, pôr-lhes um fim é uma questão urgente. “Temos urgência na proposta, porque é importante e gera concordância. É uma das propostas que é consensual e não causará à partida nenhum problema [entre os partidos da esquerda]”.
“…a deputada admite não poder adiantar para já uma data concreta para que o tema do 1.º ciclo entre na agenda. Mas lembra que “as matérias educativas vão naturalmente estar em cima da mesa” desde o início, até porque “os últimos quatro anos deixaram a escola pública muito mais condicionada”.
Há também a “promessa” eleitoral de que os exames acabariam caso assumissem o poder, o que parece estar quase…
“Reavaliar a realização de exames nos primeiros anos de escolaridade, prática sistematicamente criticada pelas organizações internacionais com trabalho relevante na área da educação, aprofundando a sua articulação com a avaliação interna.”
E na proposta governativa de que se teve conhecimento, aparece exatamente o mesmo…
O que ainda ninguém referiu, concretamente, é o que vai surgir entretanto em substituição…