Daquelas coisas que se faz à pressa em fim de mandato.
Professores contestam novas condições de reprovação dos alunos no básico
Uma decisão “inoportuna, desnecessária e sem consenso”. É deste modo que a Federação Nacional de Educação (FNE) classifica as alterações ao regime de avaliação dos alunos do ensino básico, que foram anunciadas pelo Ministério da Educação e Ciência na terça-feira. O despacho com as novas normas já foi publicado em Diário da República.
“Entende-se mal que, em final de mandato, um ministro entenda alterar as regras de avaliação dos alunos do ensino básico, quando as decisões que toma não resultam de uma necessidade urgente e que, não tendo sido adoptadas em tempo oportuno, deveriam aguardar a serenidade que se espera de um novo governante que dentro de dois meses deverá estar a iniciar funções”, defende a FNE, num comunicado divulgado nesta quinta-feira.