Porque o que ele defende é o que a maioria das escolas já faz.
E ainda não se deve ter apercebido disso.
Ex-ministro defende aulas mais curtas
David Justino é ainda da opinião de que se deve reduzir o tempo que os alunos passam dentro da sala de aula
O ex-ministro da Educação David Justino defendeu esta quarta-feira aulas mais curtas do que os atuais blocos de 90 minutos, alertando para a dificuldade que os alunos têm em manter a concentração.
“Nunca tive grandes dúvidas de que ninguém consegue controlar uma turma de 25 alunos, durante uma hora e meia. A capacidade de concentração é reduzida”
David Justino falava durante a conferência sobre “Indisciplina em Meio Escolar”, que decorreu no parlamento. Ele, que também é o atual presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE) apresentou-se como um “defensor de uma redução objetiva do tempo em sala de aula” e disse que “não gostaria que a escola a tempo inteiro se tornasse em sala de aula o tempo inteiro”, cita a Lusa.A posição do ex-ministro foi partilhada por Filinto Lima, vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamento e Escolas Públicas (ANDAEP) e diretor de um agrupamento de escolas de Vila Nova de Gaia.
“É preciso diminuir o tempo letivo de 90 para 50 minutos. Estar numa sala de aula a ouvir alguns professores durante 90 minutos é uma seca. Até para nós é dose”, afirmou, sublinhando que apenas no ensino secundário os alunos já deverão estar preparados para ter aulas de hora e meia.
Mas como não existem dados concretos, nem estatísticas conhecidas sobre a organização dos tempos escolares deixo este pequeno inquérito para ser respondido sobre o funcionamento dos tempos lectivos no vosso agrupamento.
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