Artigo bastante completo sobre o tempo lectivo e as necessárias pausas que devem ocorrer para descompressão dos alunos e dos docentes.
Ler o artigo completo no link seguinte:
Panelas de Pressão
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Segundo os dados do Eurydice, Portugal apresenta das mais altas cargas letivas, principalmente em anos mais baixos. Ao contrário de outros países, como a “modelo” Finlândia, que apresenta muito menos horas letivas. Os resultados escolares e níveis de indisciplina são sobejamente conhecidos. Coincidências? Na educação é difícil haver coincidências…
No Estudo comparativo da carga horária em Portugal e noutros países, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, de 2014, é possível constatar isso mesmo.
O mesmo acontece na carga horária total na escolaridade obrigatória. Onde só a Holanda nos ultrapassa.
Qual é a criança/jovem que consegue apresentar altos níveis de concentração/desempenho durante tantas e tantas horas?
O que fazer?
É necessário rever currículos. A sua dimensão é, na minha opinião, demasiado extensa. Recentemente aumentou-se a carga letiva para as disciplinas ditas “nucleares”, retirando as áreas curriculares não disciplinares, mas os resultados preliminares não revelam uma melhoria significativa nessas áreas. Talvez o caminho devesse ser outro, otimizando currículos, centrando-os no que é essencial e eliminando o supérfluo, em vez de “atirar” mais horas para cima dos alunos.
É preciso alterar a duração dos intervalos porque 10 minutos não são intervalos. Servem para ir à casa de banho, mudar de sala e pouco mais. Não há descanso nem tempo para descomprimir.
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