Para dar paz às escolas é necessário fazer mudanças e grandes mudanças. Mas qualquer mudança que se faça obrigatoriamente tem de quebrar a paz.
Na última década tem-se falado muito na autoridade do professor e até hoje essa autoridade está quase pior desde a altura que se começou a falar nela.
Depois vieram as políticas da promoção do sucesso escolar a “todo o custo” bem como a redução das taxas de abandono escolar. Estas são metas difíceis de alcançar até 2020, mas que precisam de ser alcançadas.
António Costa quer que as escolas se estabilizem nos seus objetivos educativos.
Acho pouco esse objetivo para pacificar as escolas.
Pacificar as escolas é retirar todos os processos burocráticos de cima da alçada dos professores, deixando-o livre para a sua função essencial, ensinar e aprender.
Qualquer outra coisa que não tenha este objetivo principal nunca irá pacificar a escola.
Pode vir um ou outro Ministro que faça os ajustes aos erros que se estão a cometer, mas qualquer um que seja próximo ministro da educação vai fazer mais do mesmo, mas com o seu cunho pessoal. E tenho receio que o próximo Ministro(a) venha com tanta vontade de mudar tudo de novo que possa ainda por tudo pior do que o que já está.
Porque não começar-se a pensar em mudar a Lei de Bases do Sistema Educativo de forma consensual entre todos os partidos da Assembleia da República?
Uma Lei de Base com quase 30 anos e com apenas três alterações merecem um novo debate público para a sua mudança e consolidação aos tempos atuais.
E depois sim, definir as políticas de cada partido às próximas eleições legislativas.