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Mensagem Enviada ao Presidente da República

Exmo. Sr. Presidente da República,

Venho, por este meio, mostrar a minha insatisfação relativamente às palavras proferidas por sua Excelência no âmbito da colocação de professores. Para vossa excelência os problemas na colocação de professores derivam do facto do sistema ser centralizado, ou seja, se houvesse uma descentralização “como no modelo inglês” esses problemas não existiriam.

Contudo, quero esclarecê-lo que o problema é exactamente o contrário, ou seja, os problemas começaram a aparecer quando se deu alguma autonomia às escolas. Como é hábito nacional, esta autonomia resultou na colocação de amigos, enteados e conhecidos, com a colocação nas plataformas de critérios de selecção como: “ter dado aulas nesta escola”, “ter 1095 dias de serviço”, “conhecer o meio envolvente à escola”, e muitos outros que feriam a legalidade.

Assim, como já exerceu a profissão e tem uma esposa que já foi professora, vossa excelência tem mais responsabilidades e devia pugnar por uma colocação de professores justa e honesta, que respeite a graduação profissional (nota de final de curso + tempo de serviço).

Acha normal que um qualquer professor faça um esforço megalómano, vá dar aulas para as ilhas, esteja deslocado de casa mais de 400 km com um salário de 900 Euros para ganhar tempo de serviço como é o meu caso, para depois ser ultrapassado por colegas menos graduados, que aproveitam a “descentralização” que referiu para todo o tipo de trapaças, esquemas e fraudes, com a cumplicidade de directores e tutela?

Sendo presidente de todos os portugueses, devia lutar pela igualdade de todos perante a lei. O problema não é a centralização, o problema é precisamente o contrário: A TENTATIVA DE DESCENTRALIZAÇÃO.

Disponível para mais esclarecimentos.

Subscrevo-me com a mais elevada consideração.

O professor,

Pedro Pereira