Não sou de matemática, portanto não me ataquem…
Eu de contas não sei nada, facto. Mas sei de lógica. E a minha lógica é tão óbvia que não preciso de fórmulas (ou seja lá que nome se dá à coisa) para constatar a impossibilidade de um resultado justo na ordenação dos candidatos à Bolsa de Contratação de Escola.
Não me parece que tenha sido erro, parece-me sim que a dita fórmula tem muito de intencional. Não quero acreditar que o nosso ministro matemático não soubesse no que a fórmula ia dar ou que nem se desse ao trabalho de verificar o trabalhinho dos seus assessores. Será?
O próximo grande mistério reside no resultado final da maldita lista de ordenação. Ou de mistério não tem nada de tão certeiro que é.
Já muito se falou, já houve de tudo, desde lamentos a insultos, teorias e conspirações. De nada serve. Sabemo-lo.
De nada serve quando a pessoa que está do lado de lá, com todo o poder que tem, não tem o poder da humildade.
Também é verdade que já me questionei acerca do grau de inteligência emocional desse senhor ou da sua capacidade de empatia para com as pessoas. Talvez simplesmente não o consiga fazer, este colocar-se na pele do outro de forma a entender tudo: o sentimento de injustiça, de pena, de sofrimento pelo qual passa a classe profissional que o senhor escolheu representar.
Não sei. Mas sei. E não sabendo acabo por saber. Não importa quem este senhor é. Importam as pessoas que lutam ano após ano por um emprego e que, tal como a formiga, foram acumulando e amealhando experiência ao longo de décadas na esperança de um dia serem finalmente recompensadas e ter direito ao seu lugar na escola.
Esta lista esquece-se de todos aqueles que a serviram no passado. Não digo que os mais novos não merecem um lugar. É claro que sim. Mas devemos ser justos e coerentes.
Não me parece que algo se possa fazer quanto a este circo. Não temos homem para reconhecer os seus erros. Temos um homenzinho com o ego do tamanho de um balão. Rebenta? Claro que rebenta! Mas pode demorar.