Blog DeAr Lindo

As Explicações

… para ter colocado em privado um post de ontem.

 

Após conversa com algumas pessoas que conhecem as pessoas envolvidas no post, foi-me dada garantia da imparcialidade do Diretor do Agrupamento em causa na contratação que terminou com a colocação da sua esposa.

Acatei-as como suficientes para não manter on-line esse post.

Não vou contra argumentar que a urgência na colocação de um docente, por pressão dos pais, pode ter levado a modificar marcações de entrevista com o único fim de conseguir mais rapidamente resolver o problema da colocação e que a sua inexperiência no cargo pode ter gerado estas falhas.

Contudo, não posso deixar de dizer que em concursos públicos em que existe uma decisão de um dirigente para efetivar uma colocação deveriam existir mecanismos que não colocassem em causa a imparcialidade que deve sempre existir nestes casos, sob pena das suspeitas de favorecimento acabarem sempre por recair numa contratação que envolva algum familiar próximo do dirigente máximo. Este é um problema de tratamento diferente do que a continuidade pedagógica ou coisa que o valha.

Aconteceu na Guarda, com o desfecho da anulação da colocação obtida pela esposa do dirigente do IEFP.

E tantos outros casos devem acontecer.

Deveria ser obrigatório que em concursos públicos que envolvessem familiares dos dirigentes máximos existisse uma entidade externa que fosse uma espécie de observatório a quem se devia prestar contas de todo o processo de seleção, ficando o familiar colocado ou não.

Não havendo, as suspeitas na colocação de um familiar num concurso público vão sempre existir e nesse caso será difícil que as melhores justificações sejam suficientes para eliminar a mais pequena suspeita de favorecimento.