Blog DeAr Lindo

Ronda Pelos Sindicatos

Na generalidade, todas as organizações, apesar de não ter existido acordo, se congratulam pelo fim das negociações com evidentes ganhos para os professores.

 

Compromisso obtido pela FNE salvaguarda o futuro dos professores

 

A FNE e o MEC chegaram hoje a um compromisso, assumido em ata negocial, que coloca um ponto final nas negociações entre a tutela e os sindicatos sobre a aplicação de um regime de mobilidade especial, agora designado por requalificação, aos professores. Nas últimas semanas realizou-se um prolongado e difícil processo de negociação, que levou mesmo os professores a avançar para uma greve às avaliações e uma greve geral de professores, mas que hoje se traduziu numa enorme diminuição dos impactos negativos que constavam da proposta inicial enviada aos sindicatos.

Não foi possível chegar a acordo com o MEC, mas o documento final redigido esta tarde, e assinado por todos os sindicatos, afasta-se claramente das intenções iniciais do ministério da educação. Não sendo possível eliminar, para já, em definitivo, o regime de requalificação para os professores e o aumento do horário de trabalho, asseguramos um regime excecional para os docentes e que defende o seu futuro e a dignidade que a profissão docente exige e merece. A partir de hoje a tranquilidade pode regressar às escolas e os professores poderão terminar este ano letivo com a convicção que valeu a pena as ações de lutas desenvolvidas e todo o esforço despendido nos últimos dias.

Deste modo destacamos os principais ganhos:

 Criação de mecanismos que diminuem a colocação de professores em DACL

Determinação de que a haver requalificação, só será introduzida a partir de fevereiro de 2015

Garantia que 1 professor sem turma atribuída possa conseguir um horário letivo através de não através de aulas mas de actividades como apoio ao estudo, aulas de substituição e coadjuvação de colegas, que passam a ser equiparadas a serviço letivo.

Ficou assumido o compromisso de não atribuir serviço letivo aos cerca de seis mil professores que estão a aguardar a autorização da reforma, deixando livres mais horários.

Ficou assegurado que o limite geográfico para a mobilidade dos professores dos quadros de escola que não tenham serviço letivo é de 60 quilómetros, tal como acontece com a restante Função Pública.

Houve também o compromisso que o aumento do horário de trabalho para as 40 horas incidirá apenas na componente não lectiva de trabalho individual.

De assinalar ainda que a direção de turma volta a integrar a componente letiva ao contrário do que ficou recentemente estabelecido no despacho de organização do ano lectivo para 2013/2014.

DII FNE 25 jun 2013

 

Com a sua luta, professores obtêm importantes ganhos!

 

Os professores obtêm importantes ganhos

 

Está suspensa a greve ao serviço de avaliações

 

27 de junho – fazer uma grande Greve Geral   

A  FENPROF concluiu o processo negocial com o MEC, obrigando-o a recuar em  matérias que mobilizaram a maioria dos professores e educadores, num longo e forte  processo de luta, com recurso à greve em serviço de avaliações, uma  manifestação nacional e uma greve geral dos professores e educadores.

Na  reunião de hoje, o MEC, sob uma forte pressão dos professores, aceitou uma série de condições que, constituindo um  importante avanço em resultado da sua luta, não permitiu, no entanto, a  assinatura de qualquer acordo.

A  manutenção, na Assembleia da República, de projetos de lei para  regulamentar o horário das 40 horas e a mobilidade especial, impedem  esse acordo e devem mobilizar-nos para a realização de uma grande Greve  Geral no próximo dia 27 de Junho.

No  entanto, os ganhos obtidos com os horários de trabalho e com a  consagração de uma série de medidas que permitirão reduzir o drástico  efeito dos horários zero, que as intenções do governo faziam prever, a  par do recuo do MEC, criando condições excecionais para os professores,  designadamente no que à componente letiva diz respeito, permite o  restabelecimento do funcionamento normal das escolas, pelo que a greve  às avaliações pode ser suspensa.

No  entanto, informa-se que, se por qualquer motivo algum professor estiver  ausente por greve às suas reuniões de conselho de turma, continua  coberto pelo pré-aviso de greve.

Em breve disponibilizaremos a ata final deste processo negocial. Viva a luta dos professores!

Valeu a pena lutar!

Vale a pena lutar…

 

Hoje, ficou concluído o processo negocial com o MEC, obrigando-o ao recuo das medidas que mobilizaram os professores e educadores durante grande parte do mês de junho, através da grande adesão à greve ao serviço de avaliações, à manifestação nacional de 15 de junho e à greve geral dos docentes.

Na reunião de hoje, o MEC, sob uma forte pressão dos professores, aceitou uma série de condições que, constituindo um importante avanço em resultado da sua luta, não permitiu, no entanto, a assinatura de qualquer acordo.

A manutenção, na Assembleia da República, de projetos de lei para regulamentar o horário das 40 horas e a mobilidade especial, impedem esse acordo e devem mobilizar-nos para a realização de uma grande Greve Geral no próximo dia 27 de Junho.

Os ganhos obtidos com os horários de trabalho e com a consagração de uma série de medidas que permitirão reduzir o drástico efeito dos horários zero, que as intenções do governo faziam prever, a par do recuo do MEC, criando condições excecionais para os professores, designadamente no que à componente letiva diz respeito, permite o restabelecimento do funcionamento normal das escolas, pelo que a greve às avaliações pode ser suspensa.

No entanto, informa-se que, se por qualquer motivo algum professor estiver ausente por greve às suas reuniões de conselho de turma, continua coberto pelo pré-aviso de greve.

Junho de 2013, será também relembrado como o mês da luta da classe docente em Portugal. Por isso continuamos a dizer bem alto…

…VALE A PENA LUTAR…