É mais do que evidente que os grupos mais atingidos com uma eventual requalificação são os grupos de recrutamento 240 (Educação Visual e Tecnológica) e 530 (Educação Tecnológica). Aqui pouco interessa saber qual o grupo mais afetado em termos de percentagem e qual o que pode ter mais docentes sem componente letiva.
O quadro com a distribuição dos docentes em horário zero em 31 de Agosto por grupo de docência, QZP e tipo de candidato encontra-se aqui. Apesar do 1º Ciclo ter nesta data um número mais elevado de docentes sem componente letiva ao fim de algumas reservas de recrutamento estes docentes foram conseguindo colocação e retirados das listas de não colocados. A última lista que tirei dos DACL não colocados foi na reserva de recrutamento 29 e encontra-se aqui e já se verifica a situação descrita em cima.
Se porventura a componente letiva dos docentes for alargada esta medida afetará principalmente os docentes do 2º, 3º ciclos e ensino secundário, visto que na monodocência mesmo que se alargue o horário de trabalho letivo não terá implicações diretas com o número de docentes neste nível de ensino a não ser evitar-se a contratualização de algumas horas de apoio.
Se na mobilidade interna docentes de determinados grupos poderão fugir à requalificação concorrendo longe (mais uma prova que o alargamento dos QZP era desnecessário) outros grupos não terão qualquer possibilidade de colocação mesmo que concorram a nível nacional.
Por esta razão deveria ser alargada a possibilidade na mobilidade interna dos docentes concorrerem a todos os grupos para as quais possuem qualificações profissionais numa prioridade idêntica aos docentes que não têm componente letiva no seu grupo de recrutamento.
Eu sei que é polémico este assunto, mas gostava de perceber a vossa opinião.
E isto não é procurar soluções para algo que é inevitável, porque inevitável só existe a morte.