O Ensino Remoto de Emergência que se está a preparar nas escolas

 

O Ensino Remoto de Emergência que se está a preparar nas escolas

Não é ensino à distância, é ensino remoto de emergência. O termo é este. O ensino à distância está regulado e com regras devidamente estabelecidas. O ensino remoto de emergência adapta-se às condições existentes em qualquer ambiente que o exija. Os professores trabalham com os meios que conseguem arranjar num momento de crise. Nas duas últimas semanas observamos um movimento para o ensino remoto de emergência, por parte dos professores e alunos. Este não é a modalidade de ensino à distância no sentido a que estamos acostumados a ver, mas é melhor do que nada.

O Ensino à Distância é uma oferta educativa e formativa para os 2.° e 3.° ciclos do ensino básico e do ensino secundário, complementar das outras ofertas curriculares existentes nestes níveis de ensino. Este funciona através de uma plataforma digital, constituída por salas de aula virtuais, organizadas por público-alvo, ano e ciclo de escolaridade, com recurso a formas de trabalho síncronas e assíncronas. Tem como destinatários os filhos ou educandos de profissionais itinerantes, alunos-atletas a frequentar a modalidade de ensino a distância na rede de escolas com Unidades de Apoio de Alto Rendimento na Escola, alunos que, por razões de saúde ou outras consideradas relevantes, não possam frequentar presencialmente a escola por um período superior a dois meses e tenham obtido parecer favorável da DGEstE, em articulação com a DGE e, no caso dos cursos profissionais, com a ANQEP, I. P. e alunos que se encontram integrados em entidades ou em instituições públicas, particulares e cooperativas que estabeleçam acordos de cooperação com uma escola E@D, com vista a assegurar o cumprimento da escolaridade obrigatória.

O Ensino Remoto de Emergência, é uma oferta formativa que se exerce quando se depara com uma variedade de razões que exigem que os docentes transfiram a lecionação para um ambiente on-line a curto prazo: condições climáticas, encerramento de escolas ou surtos de vírus. Nestes casos, a tecnologia deve estar disponível para ajudar os professores a fazer mudanças rápidas para fornecer conteúdos eletronicamente, mas não está. Os professores devem adaptar rapidamente os planos de ensino atuais para tirar o melhor partido uma situação difícil. Perfeição não é esperada ou possível. O objetivo é escolher os melhores 3-5 conteúdos que são necessários aos alunos até o final do período e adaptar a forma como lecionar esses conteúdos de forma a que os alunos os adquiram. De uma forma síncrona ou assíncrona

O nosso país não está minimamente preparado para esta modalidade de ensino. Não há regulamentação, não existem meios suficientes ou apropriados e as indicações emanadas pela tutela deixam tudo em aberto. Não apresentam soluções claras, deixando ao critério das escolas o caminho a seguir. Esta situação vai fazer com que, a curto prazo, se estabeleçam fossos entre a comunidade escolar, os que possuem meios tecnológicos para acompanhar a lecionação dos conteúdos e os que não têm e terão que acompanhar de formas muito mais limitadoras. Para o segundo grupo de alunos terão que se encontrar soluções para depois do fim da crise.

Aconteça o que acontecer, no próximo ano letivo as escolas terão que reformular todas as suas planificações e descortinar estratégias para remediar os diferentes fossos que se estão e vão aprofundar durante o 3.º período. Para isso serão necessários recursos que estamos habituados a não ter.

Rui Gualdino Cardoso, Professor, Colaborador do Blog DeAr Lindo

In Público

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Finalmente! – O teste “made in Portugal” que começa esta segunda-feira a ser aplicado nos lares do país

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Continua aqui:

O teste “made in Portugal” que começa esta segunda-feira a ser aplicado nos lares do país – Observador

 

PS:

Dispensamos a politica “nazi” holandesa de deixar os velhotes morrer porque sim – eles não perderam os tiques…:

Holanda finca o pé e até critica Itália por “internar os mais velhos”

 

Um exemplo para a Holanda, a Alemanha e outros que tais que não perderam os tiques do Adolfo:

Um dos países mais pobres da Europa ajudou Itália quando “países riquíssimos viraram as costas”

Seguiram para Itália 30 médicos e enfermeiros da Albânia. “Os recursos humanos e logísticos não são ilimitados, mas não podemos mantê-los de reserva enquanto em Itália se precisa tanto de ajuda”, disse primeiro-ministro.

(…)

Continua aqui: Um dos países mais pobres da Europa ajudou Itália quando “países riquíssimos viraram as costas” – Sociedade – Correio da Manhã

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Que alunos poderão frequentar a escola na interrupção letiva

 

 

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Aulas pela TV?

Depois de idealizar a organização deste modelo de ensino para dar resposta à crise instalada nas escolas, vejo que o governo pegou na ideia e a tenta operacionalizar. É necessário ter em atenção todas as contingências que esta modalidade de ensino acarreta e que estão explicadas de forma técnica no artigo que redigi e publiquei no Blog DeAr Lindo. No endereço: https://www.arlindovsky.net/2020/03/sera-este-o-futuro-da-telescola-sem-a-necessidade-de-o-professor-se-deslocar-a-um-estudio-de-tv/

É exequível. Se reunirem todos os recursos humanos necessários, que não são muitos, o parco equipamento necessário, que não é dispendioso, e uma equipa que saiba o que está a fazer. Não são necessários grandes profissionais, os professores são capazes de o fazer, até a partir de suas casas. E quem melhor que os professores, que sabem o que se passa no campo para o fazer? Já testei a teoria e qualquer um o conseguirá fazer com o mínimo de conhecimento informáticos.

 

Aulas pela TV? Governo estuda soluções para garantir 3.º período

Numa entrevista ao programa “Gente que conta” do Porto Canal, transmitida esta noite, questionado sobre como vai o Governo garantir que todos os alunos terão acesso aos conteúdos educativos durante o terceiro período, nomeadamente os que não têm acesso à Internet, o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, adiantou que estão a ser estudadas várias soluções, que podem passar por canais “do estilo youtube”, que permitem a transmissão de vários conteúdos em simultâneo ou também por fazer chegar os conteúdos pela televisão por cabo.

“83% dos lares em Portugal têm TV cabo. Podemos fazer chegar conteúdos às crianças também por essa via”, referiu o ministro, acentuando que não será um regresso à “Telescola” (até porque a quantidade de anos letivos em causa não permute replicar um modelo que em tempos foi aplicado apenas aos 5.º e 6.º anos), mas um modelo mais próximo de canais do estilo do Youtube.

Na entrevista conduzida por Paulo Baldaia, o ministro foi confrontado com as críticas que se fizeram ouvir nestes últimos dias, pelo facto de os alunos sem acesso à Internet não terem possibilidade de manter o contacto com os professores e continuarem a ter aulas.

Na resposta, o ministro referiu que várias hipóteses estão a ser estudadas, que esta é também uma realidade “que nos mostra como temos de ser rápidos” e garantiu que o Ministério da Educação “está muito focado nesta situação”´.

Sobre as duas últimas semanas de aulas, Pedro Siza Vieira referiu que foi “muito impressionante” verificar como as escolas, os diretores de turma e os professores se mobilizaram para, “de um momento para o outro, conseguirem manter o apoio pedagógico”, recorrendo a meios cuja utilização, em circunstâncias normais, ainda há pouco tempo “teria criado resistência”.

In TSF

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O aviso do que todos já sabemos que vai acontecer… aumentos? Nem vê-los…

 

Siza Vieira admite que aumentos na função pública podem não ser concretizados

 

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Acordou tarde sr.º ministro… “Os professores continuam a ser figuras de referência”

Os professores nunca o deixaram de ser. Com os parcos meios que cada professor tem, começaram a dar resposta a esta crise no último dia em que as escolas estiveram abertas. Ao longo destas duas semanas reinventaram as suas aulas e formas de continuar a chegar aos seus alunos. Mesmo depois de se sentirem “magoados” com as suas declarações de que “ninguém estava de férias”, continuaram a realizar o seu trabalho, nunca o deixaram de fazer, uns de uma forma outros de outra. Os contactos com os alunos não foram interrompidos. Nunca deixamos de ser uma referência… nem deixaremos, surjam as contingências que surgirem. (Nós não temos por hábito desaparecer de cena quando dá jeito e aparecermos quando dá…)

 

Brandão Rodrigues. “Os professores continuam a ser figuras de referência”

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A ler por todos nós – A diferença entre ensino remoto de emergência e aprendizagem on-line

O termo proposto internacionalmente para o que estamos a fazer: Emergency Remote teaching. A situação que estamos a viver na educação não pode ser tratada levianamente com instruções pouco claras e que dêem a impressão que são um entretém, um passar de tempo ou uma ocupação de tempos livres de enclausuramento.

A diferença entre ensino remoto de emergência e aprendizagem on-line

Experiências de aprendizagem on-line bem planeadas são significativamente diferentes dos cursos oferecidos online em resposta a uma crise ou desastre. Escolas e universidades que trabalham para manter a instrução durante a pandemia COVID-19 devem entender essas diferenças ao avaliar esse ensino remoto de emergência.

Devido à ameaça do COVID-19, escolas e universidades enfrentam decisões sobre como continuar o processo de ensino/aprendizagem, mantendo os seus professores, funcionários e alunos a salvo de uma emergência de saúde pública que se está a mover rapidamente e não é bem compreendida. Muitas instituições optaram por cancelar todas as aulas presenciais, incluindo laboratórios e outras experiências de aprendizagem, e ordenaram que os professores transfiram as suas aulas para o online ajudando a evitar a propagação do vírus que causa o COVID-19. A lista de instituições de ensino superior que tomaram essa decisão está a crescer todos os dias. Instituições de todos os tamanhos e tipos — escolas e universidades estatais e particulares, e outros — estão a transferir as suas aulas para o online.1 Bryan Alexander fez a curadoria do status de centenas de instituições.2

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A quarentena como oportunidade para o ensino – Paulo Cardoso do Amaral

 

A quarentena como oportunidade para o ensino

Afinal, a quarentena também pode ser uma oportunidade. Por muito que custe, temos agora de ficar confinados, tanto quanto possível, aos contactos virtuais. Já estamos há uma semana em estado de emergência e ninguém sabe quanto tempo vai durar de facto. Em França já se fala de 5 a 6 semanas suplementares de confinamento, o poderá significar para nós uma extensão até Maio. A hora é grave. As empresas estão em risco e até já se fala em nacionalizações.

Os serviços presenciais estão a parar, e vão parar por muito tempo. Pessoalmente, estou preocupado com o ensino (em particular o universitário, por ser a minha profissão).

Se as salas de aula deixam agora de ser possíveis por algum tempo, será que o ensino on-line é a solução? Não creio. Assim como também não me parece que a solução seja replicar os conteúdos tradicionais à distância. Passo a explicar.

Todos acreditamos no poder das tecnologias de comunicação para substituir de alguma forma o encontro em sala entre professores a alunos. Só que agora a mudança é urgente, caso contrário o corrente ano letivo pode correr sérios riscos. É essa a oportunidade! Como todos acreditamos na necessidade de mudança imediata, se bem que temporária, não é preciso convencer ninguém. É uma situação rara. Somos mesmo impelidos a mudar. A questão é como.

Para não pararmos as aulas, vamos todos ter de utilizar o on-line, com todo o seu potencial, e experimentar novas soluções. Depois da tempestade, ficam as experiências e o enriquecimento dos modelos de ensino com a utilização das novas tecnologias. E o mais interessante é que podemos fazer todas estas experiências sem risco, devido à situação de urgência que estamos a viver. Podemos e devemos explorar, testar e experimentar. Há um sem número de plataformas disponíveis e os alunos, sendo mais novos, têm com certeza uma palavra a dizer sobre o que funciona e o que pode ser melhorado.

Depois desta experiência, acredito que as aulas presenciais vão ser as melhores de sempre. Por causa do on-line.

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