A aposentação docente, razões e consequências com os números do Blg DeAr Lindo

As noticias dão enfase ao trabalho feito pela equipa do Blog DeAr Lindo e mais uma vez vemos os problemas dos docentes serem discutidos.

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Valorizar os Assistentes Operacionais nas escolas – Carlos Cunha – Rua Direita

Valorizar os Assistentes Operacionais nas escolas

Porque é que os funcionários das escolas fazem greve?

Porque são profissionais que à semelhança dos professores estão a ficar envelhecidos, por isso, ficam mais vezes doentes e têm de meter mais vezes baixa médica. Para além disso, ganham muito mal para o trabalho que fazem e para as responsabilidades cada vez maiores que lhes são exigidas. Não existe uma carreira e a antiguidade é muito pouco valorizada à semelhança da formação inicial de cada assistente operacional. A formação profissional ao longo da carreira também é escassa ou inexistente.

Um assistente operacional traz hoje para casa limpos no fim de cada mês cerca de 630/640 euros. Conseguirá viver com dignidade e pagar as suas contas e despesas com os filhos? Tem de conseguir, mas para o conseguir necessita de recorrer a apoios e subsídios estatais. Não devia ser assim, mas é assim que acontece na maior parte dos casos.

Os assistentes operacionais são uma espécie de parente pobre da educação, no entanto, quando não estão presentes deixa de haver aulas e os alunos têm de ir para casa. A sua ação e o seu trabalho são essenciais na implementação da escola a tempo inteiro, mas o Ministério da Educação quer continuar a fazê-lo sem lhes assegurar as devidas condições de trabalho e financeiras.

A regularização dos assistentes operacionais precários foi um passo importante, mas como se vê há ainda muito caminho a percorrer para se valorizar a profissão.

Carlos Cunha

 

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O nosso colega Paulo Guinote vai estar no Expresso da Meia Noite

As (Não) Retenções No Expresso Da Meia Noite | O Meu Quintal

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Cinema Sem Conflitos: “A Night At The Cleaners”

Título:  “A night at the cleaners” | Autores: “Two Penguins

Mark Smith e Oskar Enander passaram quatro anos filmando e fotografando invernos no Alasca como parte do Projeto Norte. Aventureiro? Absolutamente.

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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Lista Colorida – RR11

Lista Colorida atualizada com Colocados e Retirados da RR11, numa altura em que 427 professores estão no seu segundo contrato.

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415 Contratados colocados na RR11

Foram colocados 415 Contratados na Reserva de recrutamento 11, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Reserva de recrutamento n.º 11

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 11.ª Reserva de Recrutamento 2019/2020.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira, dia 18 de novembro, até às 23:59 horas de terça-feira, dia 19 de novembro de 2019 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

 

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa

Listas

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O Tiago quer mais professores nas escolas

Será esta a solução que a equipa ministerial tem em mente? Não haverá derrapagens orçamentais se tal for levado a cabo? O Centeno sabe disto? Se assim for…

Ou será de outra forma?

Não haverá “eliminação administrativa” de chumbos, mas haverá aplicação exaustiva de medidas universais e especificas até ao limite (testes com consulta, testes de “cruzinhas” com, apenas, uma hipótese de resposta…). Será ter imaginação!

Fica uma dica:

O 1.º ciclo é o ciclo crucial das aprendizagens, se os alunos não apreenderem os conceitos essenciais nunca conseguirão prosseguir os seus estudos de uma forma pró-ativa e autónoma. O investimento nos dois primeiros anos deste ciclo é crucial. Se querem optar pela coadjuvação, que seja nesses dois anos, principalmente no 1.º ano, quando se adquire os conceitos da leitura, da escrita, do cálculo…

Sem umas boas fundações, nunca uma casa poderá crescer de uma forma uniforme.

Menos chumbos só com mais professores, diz Tiago Brandão Rodrigues

Mais professores, menos chumbos. Esta é a lógica de Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, quando ao futuro do ensino. “Temos de encontrar medidas que possam coadjuvar o trabalho dos professores e, sempre que necessário, que possam robustecer o corpo docente, mas, acima de tudo, também (queremos) poder estabilizar esse corpo docente”, disse, em entrevista à agência Lusa, na quinta-feira.

Segundo o ministro, a medida prevista no Programa do Governo – de eliminar os chumbos até ao nono ano – não é uma “eliminação administrativa das retenções”.

“Não queremos administrativamente diminuir as retenções. Queremos fazer aquilo que é mais difícil, que é agarrar em cada um dos nossos alunos, principalmente aqueles que estão em meios sócio-economicamente mais desfavorecidos, com famílias com menos capacidade, para os ajudar no seu trabalho”, explicou.

Tiago Brandão Rodrigues considera que “as retenções nunca levam esses alunos a bom porto. Muito provavelmente levam ao abandono escolar ou uma nova repetição de ano”.

As taxas de retenção – quase 35% dos alunos com 15 anos contam com pelo menos um “chumbo” no seu currículo – fazem com que Portugal seja “um dos grandes totalistas em percentagem de retenções” da Europa.

É entre as famílias com menos recursos e menos qualificações académicas que se encontram mais problemas de insucesso escolar. Por isso, será dada prioridade às escolas de “meios sociais e economicamente marginalizados ou mais complexos”.

Para ver e ouvir:

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Concurso de Contratação de Escola-Dança-SUBSTITUIÇÃO

 

Encontra-se aberto o concurso de contratação de escola para a Escola Artística do Conservatório de Música de Coimbra com o horário de substituição para contrato de trabalho a termo resolutivo certo, de duração temporária de D01-Dança Clássica.

 
Download this file (EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição.pdf)EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição [EDITAL_Dança-2019-20-Concurso de Contratação de Escola-Substituição]
Download this file (Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Clássica).pdf)Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Cláss [Regulamento Prova Prática de Aptidão Técnica e Pedagógica (D01-Dança Clássica)]

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O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor – João André Costa

 

O aluno não sabe e passa? A responsabilidade é do professor

Infelizmente, é verdade. A responsabilidade é do professor. Mas almejar que o aluno adquira as competências básicas, ano após ano, num sistema de ensino onde os professores não têm condições para trabalhar equivale a querer construir uma casa pelo telhado. 

Num mundo ideal, não haveria chumbos. Ao longo da história, nunca um aluno repetiria um ano por não saber; se não sabe, o professor ajuda e o professor explica, promove-se um ensino prático, visual, desenvolvem-se actividades de grupo, fazem-se pequenos intervalos a meio da aula, incentiva-se o debate, promove-se a aprendizagem individual onde o professor é apenas o guia, muda-se a disposição das mesas e cadeiras, livramo-nos das mesas e cadeiras, livramo-nos da escola, saímos da escola, vamos aprender lá para fora. 

Num mundo ideal, um professor teria a liberdade de dar asas à imaginação e ensinar como lhe ensinaram a ensinar, discutindo os grandes temas da actualidade, promovendo debates políticos, levando os alunos a manifestações, a usar a sua voz e os seus direitos, o direito de voto e a cor do sangue para lá chegar, a fazer parte da sociedade, a melhorar a sociedade como futuros adultos, como adultos. 

Num mundo ideal, um professor não teria de pagar as fotocópias do seu bolso, nas salas de aula não morreríamos de frio durante o Inverno e de calor no Verão, os professores não teriam medo de entrar na sala sob risco de serem agredidos pelos alunos e respectivos pais, isto para não falar dos insultos diários, o pneu do carro furado e a colega de Ciências que ainda na semana passada acabou no hospital. 

Já o disse, e repito, o corpo docente nas escolas seria estável e os professores sempre os mesmos do 7.º ao 12º anos, de modo a promover a relação entre o professor e o aluno, entre o professor e os pais, entre a escola e a comunidade em redor. Estabilidade rima com continuidade, mas também com segurança, confiança, conforto, com ter alguém sempre presente com quem podemos partilhar as nossas vitórias e derrotas, os nossos anseios e preocupações, o passado e o futuro, alguém para nos levar pela mão, ano após ano até à conclusão do ensino secundário.

Os professores nunca estariam por sua conta enquanto a direcção se tranca a sete chaves, independentemente dos repetidos casos de polícia dentro das escolas a fazer manchete nos jornais. Ao invés, os professores seriam apoiados e ajudados a apoiar alunos e famílias, a ir mais além, para lá das paredes da escola.

Os salários seriam o reflexo das centenas de horas de trabalho levadas a cabo todos os meses por quem, longe de casa e dos seus, muitas vezes do lado de lá do país, nas ilhas ou em Timor, trabalha por carolice, para não dizer desespero, quando, ao fim de vinte ou mais anos, a precariedade é sempre a mesma.

Num mundo ideal, e voltando ao início, os professores seriam os motores do futuro, capazes de dotar os alunos, as crianças, os futuros adultos, a sociedade do amanhã, com as competências necessárias para a evolução da sociedade, eliminando para sempre os erros do passado e a toda a brida em direcção às estrelas. Os alunos nunca teriam de repetir um ano porque tudo quanto é necessário para a aprendizagem estaria garantido à partida. 

Quando este dia chegar, não teremos problema nenhum em assumir as responsabilidades se um aluno repetir um ano. Mas sem estas premissas, implementar, pura e simplesmente, a progressão automática é criar uma mentira, uma fantasia, daquelas para mostrar lá fora, daquelas para inglês ver.

 

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