Informam-se os interessados que, no âmbito do número 2 do capítulo XII do Aviso n.º 13639- A/2015, o prazo de manifestação de preferências é de 5 dias úteis, decorrendo entre as 00h00m de 25 de julho e as 24h00m de 29 de julho. Os candidatos devem manifestar as suas preferências por ordem decrescente. A manifestação de preferências é feita através da plataforma eletrónica.
É começar a armazenar, pois no próximo ano letivo podem muito bem ser necessárias muitas velas. Os baldes de água, acho que todos sabemos para que servirão…
O corte no Orçamento de estado que o setor da Educação levou este ano está a começar a dar frutos.
A aprovação tardia do Orçamento do Estado teve como consequência o funcionamento das escolas em regime de duodécimos durante metade do ano. Isto é, com verbas fixas mensais atribuídas com base no Orçamento de 2015. Consequência: agora terão de cortar em cinco meses o que deviam ter poupado num ano. Muitas dizem que os recursos para 2016 já estão prestes a esgotar-se.
in JN by Alexandra Inácio e Tiago Rodrigues Alves com Sandra Freitas, Sandra Ferreira e Zulay Costa
…fica a mensagem que os grupos parlamentares estão disponíveis para discutir um regime especial de aposentação para os professores.
Todos concordaram que é necessário um regime especial de aposentação para os docentes. Todos concordaram que esta profissão é merecedora de tal regime.
Entre elogios aos professores e acusações partidárias ficam as intenções.
Vamos ver se não ficamos só por aí e se alguém se dispõe a, de facto, tomar atitudes.
Propostas chumbadas, como já era de esperar… PS, PSD e CDS votaram contra.
Com a inexistência de “Notas” não sei como vão elaborar os Rankings…
Creio que esta vertente de “avaliação” trará bons frutos daqui a poucos anos, se for bem aproveitada por nós.
Os relatórios individuais serão automaticamente elaborados entre 8000 possibilidades. Com esses relatórios teremos uma “fotografia” de onde deveremos investir.
Saúdo a coragem de ir contra os Rankings…
As provas de aferição, que já não contavam para a avaliação dos alunos, deixarão também de ter notas. A decisão, já com efeitos nos testes do 2.º, 5.º e 8.º anos de escolaridade deste ano, foi anunciada ontem pelo secretário de Estado da Educação, João Costa. O novo modelo substitui as classificações de A a E (sendo o A a nota mais alta) por relatórios onde são dissecadas as prestações dos alunos nos diferentes “domínios de aprendizagem” de cada área disciplinar.
Muito se tem falado sobre a aposentação docente. Lembro que, em junho de 2015, um sindicato foi ouvido por todos os grupos parlamentares sobre o assunto e que todos se mostraram “sensíveis” ao tema. Depois disso não faltaram petições… e poucos foram os que não se mostraram “sensíveis”…
Resta saber se algum grupo parlamentar, por acaso, se lembrou de redigir uma proposta legislativa sobre o tema.
(clicar na imagem para aceder a todos os documentos referentes a este debate)
Nos últimos tempos o 1º ciclo tem andado “nas bocas do mundo”. Nem sempre pelas melhores razões… É bom “ver” que alguns sindicatos lhe começam a dar atenção…
A aplicação para a identificação da componente letiva abriu hoje e termina dia 22 de julho, o concurso para a mobilidade interna deverá começar dia 23 ou depois…
Os docentes devem começar a ser notificados, hoje, da falta de componente letiva.
Publicado o novo Decreto Legislativo Regional que regula os concursos para seleção e recrutamento do pessoal docente da educação, dos ensinos básico e secundário e do pessoal docente especializado em educação e ensino especial da Região Autónoma da Madeira.
Mais um trabalho elaborado por Alexandre Henriques na procura de respostas e mais perguntas…
Os dados recolhidos por inquérito online em maio último mostram que 24% dos encarregados de educação ajudam “sempre” os estudantes nas tarefas escolares, 31% ajudam “muitas vezes” e 40% ajudam “algumas vezes”. Note-se que o perfil destes encarregados de educação são pessoas com habilitações literárias superiores (79%).
O pico da ajuda aos estudantes situa-se no 1º Ciclo (100%), mantém-se entre os 96,9% e os 98,6% entre o pré-escolar e o 3º Ciclo e só baixa no Secundário (88%).
Teoricamente livres, usamos a nossa liberdade para permitirmos que nos condicionem. Tudo é mercadoria, educação inclusa. Preferimos estar sujeitos a mecanismos de controlo social a criar mecanismos de oposição ao sistema e de desenvolvimento de outro tipo de desejos: o desejo de visitar a vida, de cooperar com os outros.
Os sistemas de educação deixam as nossas crianças sem tempo para serem crianças. Porque lhes definimos rotinas e obrigações segundo um modelo de adestramento que ignora funções vitais de crescimento. O ritmo de vida das crianças é brutalmente acelerado segundo o figurino errado de vida que a sociedade utilitarista projecta para elas. Queremos que elas cresçam depressa. A pressa marca tudo e produz ansiedade em todos. Não lhes damos tempo para errar e aprender com os erros, quando o erro e a reflexão sobre ele é essencial para o desenvolvimento dos jovens. É a ditadura duma sociedade eminentemente competitiva e utilitária, mas pobre porque esqueceu a necessidade de formar os seus, também, pelas artes, pela estética e pela música.
Muitos dizem que temos a geração mais preparada de sempre. Mas será que temos? Ou será que temos, tão-só, uma geração com uma relação elevada entre o número dos seus elementos e os graus académicos que obtiveram? E preparada para quê? Para responder ao “mercado” ou para responder às pessoas? É que há uma diferença grande entre qualificar e certificar, preparar e diplomar.
Após homologação por parte da Direção da EPM-CELP, estão publicadas mais abaixo as listas definitivas de ordenação de candidatos admitidos e as listas definitivas de candidatos excluídos para os horários colocados a concurso dos seguintes grupos de recrutamento: 100, 110, 120, 300 (320), 330, 520, 620 e 910.
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Após homologação pela Direção da EPM-CELP, estão publicadas mais abaixo as listas provisórias de candidatos admitidos e excluídos ao concurso de contratação de docentes para horários dos seguintes grupos de recrutamento: 100, 110, 120, 300, 330, 520 e 910.
O prazo de reclamação é de 72 horas após a publicação das listas. A reclamação deverá ser enviada para o mesmo endereço eletrónico que consta nos respetivos avisos de abertura dos concursos (concurso@epmcelp.edu.mz ).
Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/07/listas-provisorias-dos-candidatos-ao-concurso-de-recrutamento-de-docentes-para-20162017-mocambique/
O Arlindo já o tinha referido aqui e aqui. Mas agora é noticia de “primeira página” logo a seguir à passagem de Portugal à final.
Despacho. Ministério ainda não publicou diploma que permite a mobilidade por doença e aponta para dia 15 , quando muitos médicos que acompanham professores já estarão de férias
“João” (nome fictício )é professor de Biologia do Secundário e, desde o ano passado, está destacado numa escola de Lisboa por motivo de doença. “Tenho um problema de rins que tem vindo a agravar-se, a qualquer momento posso ter de fazer hemodiálise, tenho de fazer o controlo frequente da função renal e, por tudo isso, tenho de estar perto do hospital onde sou seguido”, explica ao DN. Este ano, o professor ainda não sabe se ficará na mesma escola, como deseja. Está à espera que o Ministério da Educação publique o despacho sobre os destacamentos por doença. “Costuma sair em maio”, lamenta.
Em causa, explica, não está apenas a incerteza sobre o seu futuro mas o perigo real de ficar sem a justificação médica que lhe permite beneficiar desta condição: “Há o risco professores não conseguirem mobilidade por doença por terem os médicos a gozar férias”, explica. “Como eu somos milhares nessa situação.”
Tendo em conta os números do ano passado, são cerca de 4000 os professores nesta situação. E a avaliar pela resposta do Ministério da Educação ficarão nessa incerteza pelo menos durante mais alguns dias, até à próxima semana.
As condições de organização e funcionamento do 1º Ciclo do Ensino Básico agravaram-se nos últimos anos, com consequências para o exercício profissional da docência e para as aprendizagens dos alunos.
Aspetos mais significativos: a manutenção de um regime de docência que desrespeita o disposto na Lei de Bases do Sistema Educativo e de um horário semanal de 25 horas letivas; a não consideração dos intervalos na componente letiva, como acontece em todos os outros setores de educação e ensino; um inadequado regime de reduções letivas por antiguidade, que em muitos casos provoca uma sobrecarga de trabalho ainda maior nos docentes; a não consideração, para efeitos de aposentação, do elevado desgaste provocado pelo exercício da profissão…
Como se não bastasse, o Ministério da Educação decidiu agora aprovar, pela primeira vez, um calendário escolar mais prolongado do que o aplicável aos restantes ciclos do Ensino Básico, o que, além de mais uma intolerável discriminação, não tem qualquer fundamento pedagógico ou de outra natureza, parecendo tratar-se, apenas, de mais um castigo imposto a professores e alunos deste setor de ensino.
Face ao exposto, os professores abaixo-assinados exigem do Ministério da Educação:
1. A correção do calendário escolar para 2016/17, devendo a atividade letiva terminar a 16 de junho de 2017, tal como acontece nos restantes níveis do Ensino Básico; 2. A consideração dos intervalos na componente letiva dos docentes; 3. O início de negociações com vista a melhorar as condições de trabalho dos professores, incluindo aspetos como o regime e horário de trabalho e o regime de aposentação; 4. A abertura de um debate nacional sobre o futuro do 1.º Ciclo e a sua reorganização, de forma a que sejam atingidos os objetivos de que o sistema educativo necessita e que a Lei de Bases preconiza.
O envelhecimento “crescente e constante” do corpo docente e o desequilíbrio de género são evidências, recentemente abordadas em “Recomendação” do Conselho Nacional de Educação. [1] São estas professoras, a uma década ou menos da reforma, que tratam, na parte que lhes cabe, do futuro das crianças e jovens deste país, o que é muito.
Elas têm, hoje, mais horas de aulas do que quando começaram a trabalhar, foram gato-sapato de todas as experiências com o sistema de ensino, foram vítimas da normalização e do improviso, da burocratização e da desvalorização. Sabem-se muito longe deles e delas: durante muitos anos da sua vida não souberam o que era um computador e viveram as suas experiências escolares entre o Estado Novo e a jovem democracia (vá-se lá ver quais pesaram mais nas suas autorreferências). O que são ou deixam de ser, sem progressão, sem avaliação séria e com a escola cada vez mais anichada, na verdade, não interessa para nada. Há de tudo: as que resistem, as que insistem, as que desistem; as competentes e as incompetentes; as democratas e as autocratas. Às autocratas nada acontece, até porque o esvaziamento da democracia nas escolas, sendo transversal, as legitimou.
O envelhecimento é um bloqueio do sistema com efeitos mal avaliados sobre professores/as e alunos/as. Ele duplica os seus danos quando, à distância evidente e difícil entre gerações, se acrescenta o discurso radicalmente pessimista sobre os e as jovens. Quando o “poder da idade” se consagra em discurso tonitruante que faz de qualquer adolescente um estranho hostil – “eles e elas não sabem”, “não querem saber”, “não são” isto e aquilo, “não chegarão a lado nenhum”. Isto faz sentido, 40 anos depois de Abril? O senhor Ministro da Educação invocará a escola republicana, olhando de frente para estes problemas.
A Universidade de Poitiers aceita candidaturas para um docente de Língua e Cultura Portuguesas ao abrigo do protocolo de cooperação com o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, de acordo com o aviso em anexo.
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