Rui Cardoso

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Alunos do 1.º e 2.º ano podem voltar à escola antes de todos os outros

 

Alunos do 1.º e 2.º ano podem voltar à escola antes de todos os outros

Os alunos do 1.º e 2.º ano devem ser os primeiros a voltar ao ensino presencial, dando início ao calendário de desconfinamento que está a ser preparado pelo Governo. As preocupações dos responsáveis das escolas e do Ministério da Educação quanto aos impactos do ensino à distância nas aprendizagens destas crianças levam a que a solução esteja a ser equacionada. Os estudantes mais velhos, do ensino secundário e do superior, só retomam as aulas presenciais em Abril.

 

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Só haverá desconfinamento geral em abril

Os números não implicam que não se vá desconfinando devagar e com calma. O que é necessário é um plano e medidas apertadas. A opinião que, ontem, aqui deixei, mais semana menos semana, será uma das opções que está em cima da mesa. A testagem em massa nas escolas é uma opção que também está a ser equacionada. (já que vacinas nem vê-las)

Pressão sobre Cuidados Intensivos só permite desconfinamento em abril

Os internamentos em cuidados intensivos só vão descer para o nível exigido pelo Presidente da República para se acabar com o confinamento geral – 200 – no final de março.

A certeza foi esta tarde avançada, em mais uma (a 16ª) reunião do Infarmed, por um responsável do Instituto Ricardo Jorge.

Baltazar Nunes afirmou que o número de doentes atualmente internados nos Cuidados Intensivos (627) é ainda “muito elevado“. Em meio de março conta-se que esteja nos 320 e só no final de março deverá estar em 200, acrescentou – mas não sem, pelo meio, salientou que esta evolução é uma previsão que só se cumprirá se se mantiver o cumprimento das atuais medidas de confinamento.

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Aviso de Abertura de Procedimento concursal simplificado para provimento de horários do 1.º CEB na África do Sul e Zimbabué

 

Informam-se os interessados que se encontra disponível o Aviso de abertura de procedimento concursal simplificado para o recrutamento local de docentes do ensino português no estrangeiro para o 1.º CEB, língua inglesa.

 

África do Sul

Zimbabué

 

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Manifestação de Interesse – Docente de Língua Portuguesa – Tunísia

 

O Camões, I.P. informa que decorre entre 22 de fevereiro e 5 de março de 2021 o período para apresentação de candidaturas para manifestação de interesse com vista à seleção de docente de Português Língua Estrangeira ao nível do ensino secundário, para a Tunísia.

19-02-2021

As candidaturas deverão ser remetidas por comunicação eletrónica para o endereço: tunis_2021@camoes.mne.pt

 

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Manifestação de Interesse – Docente de Língua Portuguesa – Moçambique

 

O Camões, I.P. informa que decorre entre 15 e 26 de fevereiro de 2021 o período para apresentação de candidaturas no âmbito de manifestação de interesse para seleção de docente de estudos portugueses ao nível do ensino superior para Moçambique – Universidade de Licungo.

19-02-2021

As candidaturas deverão ser remetidas por comunicação eletrónica para o endereço: Licungo_2021@camoes.mne.pt

 

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Já chegaram os 15.000 computadores para os alunos do 1.º Ciclo

O remendo que o ME arranjou à pressa para os alunos carenciados do 1.º Ciclo já chegaram às escolas. Remendo, porque a sua quantidade não chega para metade dos alunos com escalão A. Numa escola com mais de 560 alunos do 1.º Ciclo enviam-se 33 computadores para suprir as necessidades…

Mais vale isto que nada, dirão uns, mas a igualdade de oportunidades e a equidade é verbo de encher para esses. (reparem bem na caixa…)

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Professores na pandemia: profissionais da linha da frente

O país precisa de bons professores, de elevado desempenho profissional e motivados, como precisa destas mesmas características nos seus profissionais de saúde. Os dois grupos desempenham uma função social insubstituível.

 

Professores na pandemia: profissionais da linha da frente

À medida que os dias de confinamento passam e se avolumam os descontentamentos de professores, pais e alunos com o ensino a distância, torna-se evidente quão imprescindível é o regresso à normalidade nas escolas. É cada vez mais transparente que ensinar (e aprender) não é afinal tão passível de ser transferido para uma situação de trabalho remoto, que a Escola é muito mais do que um espaço onde se aprendem matérias novas e – e talvez a maior conquista indireta da pandemia – que a profissão de professor pertence afinal à linha da frente.

Esta visão, infelizmente, foi menosprezada nos últimos meses, tendo as atenções recaído inteiramente, ou sobre as profissões que lidam diretamente com a crise sanitária, desempenhadas maioritariamente por profissionais de saúde, ou sobre as que garantem que a engrenagem nacional não para, executadas por profissionais de setores como a distribuição e produção alimentar, a manutenção e desenvolvimento do digital ou a logística. Ora, também a educação não pode nem deve parar, nem sequer afrouxar.

Aprender é cada vez mais uma necessidade. A incerteza que se instalou reclama o consolo do conhecimento e o mundo tecnologicamente complexo e avançado que desenvolvemos não pode dispensar uma das suas mais notáveis conquistas – o direito à Educação. Ensinar é assim hoje um imperativo social e moral. Enquanto coletividade, é devido a todos aqueles que estão em idade escolar e é imprescindível para promover a igualdade e o progresso económico e social em geral. É por isso urgente devolver a normalidade ao ensino.

Esta equação requer boas escolas, o que é sinónimo de bons professores, motivados e realizados no desempenho das suas tarefas, capazes de interiorizarem o valor e alcance social da sua profissão.

Na discussão de até quando prolongar o encerramento das escolas, não são muitas as vozes desta classe profissional que clamem a urgência de regressar ao regime presencial. Isto poderá parecer surpreendente vindo daqueles que, por um lado, são quem melhor sabe quão importante é o contacto em sala de aula e, por outro, conseguem antecipar o ónus que terão que suportar no futuro para corrigir os resultados da presente interrupção.

É muito provavelmente o resultado de uma relação nem sempre pacífica entre professores e a opinião pública e a sociedade civil em geral, e sobretudo entre professores e os poderes públicos, a quem caberia, em princípio, deter o discernimento indispensável à boa gestão desta relação. Tudo isto tem contribuído para algum desânimo e até desinteresse dos professores pela nobre função social que desempenham.

Num estudo da OCDE, 90% dos professores inquiridos diziam-se satisfeitos com o seu trabalho, não mostrando arrependimento pela escolha profissional, enquanto apenas 26% consideravam ter o reconhecimento da sociedade. Entre a amostra portuguesa, somente 9% responderam considerar-se socialmente reconhecidos, proporção esta que terá registado um decréscimo entre 2013 e 2018 (TALIS, 2018). A forma como uma carreira é percecionada pela sociedade contribui liminarmente para a satisfação dos seus profissionais e repercute-se na sua qualidade.

A análise de dados para o caso português sugere a necessidade de infletir a degradação da perceção que este grupo profissional tem sobre a sua utilidade social para passar a atribuir-lhe o reconhecimento estratégico que lhe é devido.

O país precisa de bons professores, de elevado desempenho profissional e motivados, como precisa destas mesmas características nos seus profissionais de saúde. Os dois grupos desempenham uma função social insubstituível. Médicos e enfermeiros têm sido comparados a missionários, próximos de militares num campo de batalha, capazes de resistir na frente do combate contra a Covid-19. Também o professor tem uma missão a desempenhar em tempos adversos – continuar a educar e a formar.

Os responsáveis políticos têm que encontrar formas de transmitir esta dupla mensagem aos professores e garantir que estes serão os primeiros a exigir o regresso às escolas, o seu campo de batalha primordial. Fazê-lo poderá passar, por exemplo, por assegurar que este grupo profissional será prioritário no plano de vacinação nacional e que as comunidades escolares serão objeto de testagens regulares e em massa. São escolhas de políticas públicas que importa assegurar.

Ser professor é exercer uma profissão de elevado impacto social. Compete à sociedade como um todo, a começar pelos governantes, recompensar quem a pratica com a dignificação social adequada. Ensinar é uma missão que se faz com gosto e por vocação. Cumpre aos professores exigir à sociedade o reconhecimento que lhes é devido e manter-se à altura daquilo que se exige que sejam – profissionais de primeira linha.

 

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Esta semana o APAGÃO é de 30 minutos

 

 

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