Rui Cardoso

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Concurso de Ingresso – Carreira Especial de Inspeção

Legislação de referência com vista à preparação dos temas da prova de conhecimentos

 

Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Educação – Inspeção-Geral da Educação e Ciência
Divulgação da legislação ao abrigo do n.º 8 do artigo 9.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro, alterada e republicada pela Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de abril, no âmbito do procedimento concursal publicitado pelo Aviso n.º 15692/2018, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 201, de 31 de outubro de 2018 e sua retificação.

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“Queremos trazer justiça aos professores”

As explicações do deputado Pedro Alves sobre a apreciação parlamentar apresentada pelo PSD no parlamento para a recuperação dos 942.

 

“Queremos trazer justiça aos professores”

Minutos antes da Apreciação Parlamentar sobre o tempo de serviço dos professores, Pedro Alves explicou ao Lado P a propostas do PSD e enfatizou que os sociais-democratas são “a favor da recuperação integral do tempo de serviço que os professores trabalharam e que o governo não quer reconhecer”.#psd #gppsd #educação #professores #9A4M2D #ladop

Gepostet von Grupo Parlamentar do PSD am Dienstag, 16. April 2019

 

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Centeno vai falar sobre os 942 na AR

 

PS requer audição urgente do ministro das Finanças sobre tempo de serviço dos professores

O PS requereu hoje a audição urgente do ministro das Finanças sobre os impactos para as contas públicas em resultado da eventual aprovação da recuperação total do tempo de serviço.

 

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Mobilidade por doença 2019/2020 – Formalização do Pedido

 

Aplicação disponível entre o dia 17 de abril e as 18:00 horas de 24 de abril de 2019 (hora de Portugal continental).

 

SIGRHE

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“Já lhe parti o focinho!” – Santana Castilho

 

“Já lhe parti o focinho!”

“Um aluno de 12 anos agrediu a pontapé e a soco um professor de 63, depois de este o admoestar por estar a brincar com uma bola dentro da sala de aula”, podia ler-se numa peça recente deste jornal. No desenvolvimento do texto, ficava-se a saber que o pequeno marginal tinha proferido a bazófia que “puxei” para título desta crónica. O tema foi objecto de múltiplas referências em jornais e televisões mas, 12 dias passados, está arquivado no limbo do esquecimento, para onde são remetidos os sucessivos episódios que documentam o mais grave problema da escola pública: a indisciplina. Com efeito, entre tantos outros, quem se lembra do caso de um aluno de 11 anos, violado por um colega no interior de uma escola de Montemor-o-Novo, do Leandro, 12 anos de vida, que se suicidou nas águas do Tua para fugir ao bullying dos colegas, ou do Luís, professor de música, que se atirou da Ponte 25 de Abril, “empurrado” por pequenos marginais que não o deixavam dar as suas aulas?

Voltando à agressão, já que da boca do ministro da Educação não se ouviu uma palavra e o Presidente não fez selfie com o professor agredido, arrisco eu a fotografia breve da situação que explica a cena.

Por vias e com motivações diversas (algumas perversas), tem-se imposto um conceito pedagógico que associa a defesa da disciplina a pulsões autoritárias de quem não consegue afirmar-se por outros meios (supostamente paradisíacos). Paulatinamente, tem-se imposto na escola uma ideologia protectora do aluno mal comportado, ao qual só assistem direitos.

Dizer que não há dois alunos iguais é um lugar-comum. Mas mais comum se tornou tratar em modo de esquecimento a maioria. Refiro-me aos alunos que não causam problemas de comportamento e que são permanentemente prejudicados pelos pequenos marginais, que não deixam as aulas funcionar. A pouca diferenciação que se aplica nas escolas está adulterada por um modo afunilado de interpretar o conceito de inclusão, que atira todos os apoios para cima dos pequenos marginais e termina excluindo os que se portam bem, sem resolver o problema daqueles. Esta situação tem vítimas: os alunos cumpridores, os professores que lutam pela reconquista da disciplina e a escola pública amputada de um meio central de eficácia.

Sejamos claros: se uma vertente nuclear da educação for (e é) tornar o ser moralmente responsável pelos seus actos, perante a sua consciência e perante os outros, resulta evidente que não o podemos deixar entregue à sua natureza instintiva. Outrossim, temos de o orientar num processo que o leve a admitir que a sua liberdade tem limites e que a entrada na sociedade supõe a aceitação de um conjunto de normas e de regras (disciplina) a que terá de obedecer. Assim sendo, o acto de educar supõe uma vertente disciplinar, que não dispensa a coerção necessária para substituir instintos (animais) por virtudes (humanas).

Não entender isto tornou-se politicamente correcto, mas denunciar isto vale o risco de ser queimado na fogueira inquisitória dos “pedabobos”. A autonomia que sempre tenho defendido para as escolas não serve se for entregue a (ir)responsáveis que escondem que a indisciplina é o maior problema das instituições que dirigem.

Dir-se-ia que a indisciplina se normalizou, assumindo-se como coisa inevitável. Dir-se-ia que a obsessão pelos cuidados a prestar às crianças e aos adolescentes obliterou a obrigação de os responsabilizar. É tempo de os responsáveis encararem a dureza da realidade que negam: a manifestação da crueldade de muitos pré-adolescentes e adolescentes, vinda da incompetência ou da demissão parental, não pode ser aceite na escola com os panos quentes da pedagogia romântica. Muito menos com as artes demagogicamente inclusivas, branqueadoras e flexíveis, dos tempos que correm. Os problemas maiores das escolas não são gerados na sala de aula. São trazidos para a sala de aula, anulam a aula e não são resolvidos depois da aula. É um ciclo vicioso que vai minando a escola pública e violentando a maioria que nela labuta: alunos, professores e funcionários. A impotência face aos agressores é uma razão de peso para o desespero e para a ausência de esperança que domina parte dela. Erram os que identificam disciplina com repressão, sem lhe reconhecer a capacidade transformadora de um ser bruto num ser social, ética e culturalmente válido.

In “Público” de 17.4.19

 

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Alto e em bom tom…

… no tom do Tiago…

 

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Fotorreportagem da Manifestação em frente à AR

 

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Aos “melhores professores do mundo” atiram-se migalhas

“Eu acredito que os professores de Portugal são isto. Eu, como professor, tenho a certeza que os professores de Portugal são dos melhores do mundo, porque têm esperança, porque transmitem essa esperança, porque olham para o futuro e porque estão disponíveis” Marcelo Rebelo de Sousa

 

Aos “melhores professores do mundo” tira.se a esperança com migalhas.

Aos “melhores professores do mundo” rouba-se o futuro, a eles e aos seus filhos.

E ainda querem que os “melhores professores do mundo” estejam disponíveis.

Tenham vergonha e sejam justos, os “melhores professores do mundo” querem o seu tempo de serviço.

 

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Opinião – Vamos abrir uma Pupil Referral Unit em Portugal? – João André Costa

 

Vamos abrir uma Pupil Referral Unit em Portugal?

Não por me apetecer, não apetece, já trabalho numa e agora de férias a última coisa que me apetece é falar sobre, e das, Pupil Referral Units (PRU). E, Sr. Ministro, não fosse pelos desenvolvimentos recentes e os repetidos casos de abusos físicos de alunos sobre professores e por aqui continuaria, calado que nem um rato, a aproveitar as férias.

Pupil Referral Unit é o nome dado às escolas no Reino Unido cuja função é continuar a educar os alunos da primária e secundária após a sua expulsão da escola. Sim, no Reino Unido um aluno pode ser expulso do ensino regular desde o 1.° ano por mau comportamento. Em Portugal, só depois de fazer 18 anos, quando já não estão abrangidos pela escolaridade obrigatória. Porquê, Sr. Ministro?

 

 

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Vou-me aposentar em 2055, segundo disse…

… hoje, alguém que, daqui a dois meses, fará a tal idade que eu teria quando me aposentasse.

Há gente que acredita demasiado nos avanços da ciência, há outros que não dizem coisa com coisa e já deviam estar a apanhar sol num banco de jardim… E ainda há, alguns, que vivem neste mundo que dizem ser real.

Haja paciência…

 

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