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“Animação, hoje é sexta!” (Head Over Heels)

Animem-se! Hoje é sexta! (E o Carnaval aproxima-se)

Por isso mesmo, hoje deixo-vos apenas um filme de animação. Uma autêntica delicia chamada Head Over Heels., realizada em 2012 por Timothy Reckart. Este filme de animação narra a história de Walter e Madge que, após muitos anos de casamento, distanciaram-se. Ele vive no solo e ela, no tecto. Quando Walter decide dar um “tratamento de juventude” a este velho romance, o equilíbrio precário deles fica transtornado e este casal incapaz de concordar com a definição de cima e de baixo deve encontrar o meio para salvar o casamento. Lindíssimo. A não perder!

 

https://www.youtube.com/watch?v=L9nzaLUEHoY

Bom Carnaval! Muita animação! E, até à próxima sexta!

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“Animação, hoje é sexta!” (Paul Driessen)

A rubrica “Animação, hoje é sexta!” é inteiramente dedicada a um realizador: Paul Driessen. Para além da técnica tradicional de desenho que utiliza nas suas animações, este realizador é notável na ironia, sentido de humor e eloquência sublime que transporta para as suas animações, com argumentos absolutamente geniais.

Começamos por 3 Misses de 1998. São 3 contos simultâneos sobre 3 donzelas em perigo, em 3 cenas. Uma urbana: um homem vê uma mulher cair do telhado do vizinho prédio. Uma de western: um cowboy ouve uma mulher que está amarrada aos carris da linha de comboio, e este aproxima-se. E uma de fantasia: sete anões, a leitura do conto da Branca de Neve e sentir uma bruxa que passa com uma maçã envenenada. Fantástica a forma como cada um corre para salvar a sua “miss” (e, por vezes, envolvendo-se com as histórias dos outros), com um número impressionante de obstáculos ao longo do caminho. Quem vai ter sucesso?

 

https://www.youtube.com/watch?v=hVKMLppNSgE

 

O segundo filme, Home on the rails, de 1981. A história baseia-se num conceito surreal de uma casa que é atravessada por uma linha de caminho de ferro. O casal que vive nesta casa acaba por ver a sua vida arruinada pelo passagem dos comboios pelo meio do seu lar. Mais uma vez, a ironia e o humor mórbido de Paul Driessen.

 

https://www.youtube.com/watch?v=fE27sDtF5dI

 

The Boy Who Saw the Iceberg, realizado em 2000, é o terceiro e último filme de animação de Paul Driessen que vos deixo, apesar da sua filmografia ser muito vasta. Esta animação conta a história de um menino com uma imaginação muito fértil. O jovem protagonista, extremamente aborrecido, imagina uma vida diabólica e perigosa de aventuras. Mas é quando ele finalmente se encontra perante um drama da vida real, a vida aborrecida de que ele sempre quis fugir é o que ele vai quer reconquistar.

 

 

Boas animações e, até à próxima sexta!

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“Animação, hoje é sexta!” (Filmes do NFB/ONF)

Hoje, que é sexta, há animação! Desta apresento-vos um dos estúdios de animação mais conceituados no mundo e dos que melhores curtas metragens de animação produz: o NFB – National Film Board (do Canadá).

Começamos, então, pela aldeia dos idiotas – Village of Idiots foi realizado em 1999 por Eugene Fedorenko e Rose Newlove. Esta é uma história absolutamente fantástica, superiormente animada e com muito humor, baseada num conto popular judaico e que narra a vida de Shmendrik que, cansado da sua terra (Chelm) decide partir em busca de conhecimento, levando-o para a sua nova Chelm, obviamente, um local muito parecido (igual?) à sua anterior Chelm. Deliciem-se com o humor da nova vida de Shmendrik e a sua proximidade, incomum, da sua antiga vida.

 

O segundo filme intitula-se Madame Tutli-Putli e foi realizado em 2007 por Chris Lavis e Maciek Szczerbowski. Esta animação conta a história da Madame Tutli-Putli que embarca num comboio noturno carregando todos os seus pertences, incluindo os seus fantasmas do passado. Ela viaja sozinha e encara, ao mesmo tempo, a bondade de alguns e o perigo iminente representado noutros. Enquanto amanhece, Tutli-Putli embarca numa aventura desesperada e metafísica vagando entre o real e o imaginário, confronta seus demónios numa corrente de mistério e suspense. Uma nota especial e digna de registo (depois perceberão a razão) vai para Jason Walker que criou os olhos da Madame Tutli-Putli.

 

A terceira animação é: When the Day Breaks. Realizada por Amanda Forbis e Wendy Tilby em 1999, esta animação conta a história de um galo e um porco. Pelo pequeno-almoço, o galo descobre que apenas tem um biscoito para o seu café matinal e o porco, ao preparar o seu repasto com restos de cascas de batata do lixo, descobre que precisa de leite para as preparar. É quando vão ao supermercado que a vida destas duas personagens se cruza num caminho comum, Um limão cai no esgoto… e aí, ambas as vidas são alteradas. A não perder.

 

Aqui ficam as propostas desta semana. Muita animação, afinal, hoje é sexta!

Para a semana que vem há mais!

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“Animação, hoje é sexta” (Father and Daughter e La Maison en Petits Cubes)

Para hoje, que é sexta e dia de animação, trago-vos duas verdadeiras jóias. Dois filmes de animação absolutamente fascinantes e que nos levam numa viagem profunda e/ou longínqua…

Ambos os filmes que hoje apresento foram vencedores do Oscar para melhor curta metragem de animação (para além de muitos outros prémios a nível mundial) nos anos de 2000 e 2008, respectivamente.

O primeiro, Father and Daughter, foi realizado em 2000 por Michael Dudok de Wit e narra a história de um pai que se despede da sua filha. Os planos desta animação são os extensos horizontes holandeses e acompanham a mutação das estações do anos,.. e dos anos que também passam pela filha… Que se torna mulher, mãe de família e, naturalmente, envelhece. Porém a saudade que tem pelo seu pai continua. Father and Daughter é um filme sobre a saudade, um tipo de saudade que mesmo discretamente, afecta as nossas vidas. Destaco, para além da excelente qualidade narrativa e expressividade e técnica a assombrosa banda sonora criada por um dos gurus da área, especialmente para filmes de animação: Norman Roger (o mesmo da banda sonora de “O Velho e o Mar” já aqui divulgado).

 

https://www.youtube.com/watch?v=pePhP-qRzSc

 

O segundo filme é La Maison en Petits Cubes, de Kunio Kato, vencedor do Oscar em 2008. Conta a história de um velho que vive solitário numa cidade inundada. À medida que o nível da água sobe ele vai elevando a sua casa com pequenos tijolos em forma de cubos para se manter fora do nível do lago sobre o qual vive. Um dia, o seu cachimbo favorito cai. Muito apegado ao seu cachimbo, decide comprar uma roupa de mergulho e ir atrás dele. Ao mergulhar, passa a reviver toda a história dele, da sua família e, claro, a da sua casa, cujos vários andares(cerca de 10), estão agora todos submersos, excepto o último.

A não perder…

https://www.youtube.com/watch?v=O_2Sc8fD_Kc

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“Animação, hoje é sexta” (Lost and Found e The Lost Thing)

O espaço “Animação, hoje é sexta” é neste dia dedicado à animação, claro está, mas com filmes que tiveram por base para o seu argumento livros de Literatura Infantojuvenil e que são obras recomendadas no Plano Nacional de Leitura. Em ambos os casos, tanto livros como filmes absolutamente fantásticos.

O primeira filme de animação, Lost and Found, foi realizado por Philip Hunt e é baseado na mesma obra (Perdido e Achado) escrita/ilustrada por Oliver Jeffers. Esta animação conta a história de um menino que um dia encontrou um pinguim à sua porta. O pinguim parecia triste, por isso o menino achou que ele devia estar perdido. Decidiu então ajudá-lo a encontrar o caminho de regresso a casa. Assim começa a aventura mágica destes dois novos amigos que rumam ao Pólo Sul num pequenino barco a remos, enfrentando mares calmos e tumultuosos debaixo de um guarda-chuva. Este filme pode muito bem ser o complemento à leitura acompanhada do livro por pais e educadores do pré-escolar, nível para o qual está indicado no PNL.

Venceu 61 prémios em festivais em todo o mundo!

 

https://www.youtube.com/watch?v=_Jrolk5E5TU

O segundo filme é The Lost Thing e foi realizada por Andrew Ruhemann e Shaun Tan, este último também autor do livro com o mesmo nome (Perdido, em Português). Esta animação narra a história de um jovem descobre uma criatura estranha enquanto andava a apanhar tampas de garrafa na praia. Ao aperceber-se de que está perdida, o rapaz tenta procurar o dono ou o local a que pertence essa criatura, mas é confrontado com a indiferença de todos, que quase nem dão pela sua presença.

A não perder, vencedor do Oscar para a melhor curta metragem de animação no ano de 2010 e excelente para os professores, para além da leitura do livro recomendado no PNL fazerem também a abordagem do mesmo noutras linguagens.

 

https://www.youtube.com/watch?v=t1YG7ZXfC6g

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“Animação, hoje é sexta!” (deficiências é o tema)

Em mais uma rubrica “Animação, hoje é sexta”, dedicamos este fim de semana a alguns filmes de animação em que o tema central são “deficiências” diversas. Será, certamente, um excelente mote para temas de debate e discussão em contexto educativo e sobre como lidar com a diferença. Também com especial destaque para os colegas da Educação Especial.

O primeiro filme de animação remonta já a 1992 e é realizado por Tim Webb. Chama-se A is for autism e nasceu da descoberta e experiência que Tim Webb teve com crianças autistas e como os desenhos delas tinham um grafismo que se adequava à explorações no campo da animação. Em 1991, a convite do Channel 4 Television, Webb realizou esta animação para que este canal, no espaço “Disabling World” fosse dado a conhecer ao público em geral o que é a condição do autismo.

Durante um ano, para além da investigação científica e académica, Tim Webb trabalhou com crianças autistas, os seus educadores e os seus pais. Assim nasceu este documentário animado tendo por base as contribuições de todas estas pessoas. Os desenhos utilizados são realizados pelas crianças autistas e a locução é também realizada por essas crianças que contam os seus pensamentos e emoções.

A is for autism venceu o Prémio Especial da UNESCO para a promoção da Cultura. A não perder…

As outras duas animações são do mesmo realizador australiano: Adam Elliot. Primeiro uma curta metragem, depois uma longa metragem, ambas de animação, claro! Filmes de animação, drama, mas com muita ironia…

Na primeira animação, Harvie Krumpet é um Polaco de nome original Harvek Milos Krumpetzki. Com a II Guerra Mundial, viaja para a Austrália, refugiado, e é então que muda de nome. No entanto, a sua infância não foi nada fácil! A sua aprendizagem foi feita em casa, com a ajuda da mãe, baseada em factos (Fakts) que trazia sempre consigo, escritos num caderno pendurado ao seu pescoço. Apesar da sua vida cheia de má sorte (sofria de síndrome de Tourette, foi atingido por um raio e perdeu um testículo) Harvie sempre foi optimista, vivendo de forma excêntrica (sim, adepto do nudismo) e acabando por casar com uma enfermeira. Ambos adoptaram também uma criança, uma menina, também ela diferente, que acabou por ser ensinada pelo próprio Harvie. Foi sentado no banco de jardim que ouviu uma voz: “Carpe diem”, tendo isso mudado a sua vida…

A não perder… Este filme ganhou o Oscar para a melhor curta metragem de animação no ano de 2004.

 

https://www.youtube.com/watch?v=m4K9x_w_z0I

A longa metragem de Adam Elliot chama-se Mary and Max, e é baseado em factos reais. Conta a história de Mary, um criança solitária que passa os dias a ver os seus desenhos animados favoritos, a construir os seus brinquedos a partir de sucata e a conversar com o seu galo. Por causa de uma mancha que tinha na cabeça desde nascença, Mary sofria de Bullying na escola. A sua mãe era alcoólica e o pai, que trabalhava numa fábrica de chás, ignorava-a.

Por sua vez, Max era um solitário que sofria de síndrome de Asperger. Vive só com os seus animais e o seu amigo imaginário. A sua mãe suicidou-se era ele ainda pequeno. Na sua infância, Max sofreu também de abusos e, tendo nascido Judeu, tornou-se Ateu.

Certo dia… Mary encontra o endereço de Max numa lista de endereços de Nova York e escreve-lhe uma carta a contar um pouco da sua vida. Max recebe a carta de forma um pouco inusitada… (pois… Mary vivia na Austrália)…

Uma longa metragem que certamente vão gostar!

Para ver a animação, há disponível no Youtube este filme, em Inglês e legendado em Espanhol, em 7 partes. Bastará ver uma a uma.

 

 

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“Animação, hoje é sexta!” (O Velho e o Mar)

Seguindo a mesma linha temática e orientadora para esta rubrica, trago-vos hoje um filme de animação (sim, Animação, hoje é sexta!) que é um dos meus preferidos.

O Velho e o Mar. A animação “The old Man and the Sea” foi realizada pelo russo Alexander Petrov e é baseada no romance com o mesmo nome de Ernest Hemingway. Também por isto, uma excelente opção para ser trabalhado em contexto educativo por se tratar de um livro recomendado para o 3.º ciclo no Plano Nacional de Leitura. Um excelente complemento a essa leitura e com possibilidade de abordagens transversais em várias áreas. Uma delas as artes pois trata-se de um filme de animação realizado com uma técnica absolutamente maravilhosa de pintura sobre vidro, de excepcional dificuldade mas com resultados absolutamente surpreendentes.

Este romance foi a última obra de ficção de Hemingway a ser publicada ainda com ele vivo e uma das mais conhecidas. Conta a história de um velho pescador em maré de azar e da sua aventura da pesca e luta com um espadarte.

Para além do Óscar para a melhor curta-metragem de animação, ganhou dezenas de outros prémios em festivais de todo o mundo.

Sem dúvida, recomendo! O filme e um pequeno excerto de um making of onde podem apreciar a dificuldade desta técnica de animação… nunca esquecendo que uma pintura é um ou dois fotogramas e um segundo de animação são pelo menos 12 pinturas… vezes quase 20 minutos de animação…

 

 

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Rubrica “Animação, hoje é sexta!” (por Animajar)

Bom dia e Feliz Ano Novo de 2015!

Respondendo afirmativamente ao desafio lançado pelo Arlindo sobre a abertura do seu blogue a colaboradores, não podia deixar de aceitar este repto. Mas antes de mais permitam-me uma breve apresentação pessoal: com o nick Animajar, sou José Alberto Rodrigues estando o  “Anima” intimamente ligado, há muitos anos, a uma área pela qual me apaixonei: o Cinema de Animação. Também tudo isto muito graças à minha participação de há mais de década e meia na organização do CINANIMA.

Enquanto professor, acredito também que o cinema de animação é uma linguagem que pode trazer uma vertente interessante (e importante) transversalmente a várias áreas curriculares.

Assim, animarei neste blogue do Arlindo a rubrica “Animação, hoje é sexta!”. Todas as sextas-feiras, quase a entrarmos de fim de semana, será publicado um post com um filme de animação. A escolha dos filmes terá sempre em conta a técnica utilizada, a diversidade de temáticas e a sua possível utilização em contexto curricular diversificado.

Nunca esquecer: os filmes de animação que aqui serão divulgados NÃO ESTÃO ALOJADOS NESTE BLOGUE, apenas se publicando a ligação para os mesmos quando existam ou estejam disponibilizados  no Youtube ou outra plataforma.

Para este post de boas vindas, apresentamos o filme “Zé Pimpão, O Acelera”. Este filme foi produzido pela Animanostra em 2007. É uma animação realizada por André Letria e baseada no texto/livro com o mesmo nome de José Jorge Letria. Em 8 minutos, conta-se a história de um fanfarrão que gosta de exibir o seu carro e os seus dotes de condução. Desconhecendo as suas próprias limitações, julgando-se até imune aos álcool e desrespeitando tudo e todos, um dia acaba por ter azar e sofrer com as consequências da sua tamanha estupidez…

Pela sinopse, podem já deduzir que será um excelente filme a ser trabalhado nas nossas escolas quando se trabalha a cidadania e prevenção rodoviária. Além disso, incluo ainda este filme numa série de filmes que fazem a ponte ente a ANIMAÇÃO e a LITERATURA. Não esquecendo que o livro “Zé Pimpão, O Acelera” faz parte do Plano Nacional de Leitura.

Aqui fica o filme e, amanhã, como é sexta, teremos mais uma Animação!

 

 

 

 

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