Não fica bem reter Alunos…

 

Reter um Aluno num ano de escolaridade pode dar um grande “berbicacho” e trabalho acrescido para os Docentes que, nessa circunstância, se verão obrigados a ter que justificar tal reprovação…

A farsa do “sucesso escolar” é imposta oficialmente:

 

– “a retenção de um aluno, no ensino básico, para os anos não terminais de ciclo, poderá ocorrer a título excecional.” (Direcção-Geral da Educação)…

– “o professor titular de turma, no 1.º ciclo, ouvido o conselho de docentes, ou o conselho de turma, nos 2.º e 3.º ciclos, pode, a título excecional, determinar a retenção do aluno no mesmo ano de escolaridade” (Artigo 29.º do Decreto-Lei n.º 55/2018, de 6 de Julho)…

As próprias Direcções de Agrupamento costumam, muitas vezes, exercer pressão sobre os Professores para que não se verifiquem retenções de Alunos, pois que as estatísticas do “sucesso escolar” assim o exigem, tal como a “fotografia de escola competentíssima”…

Às vezes, chega mesmo a parecer que um Professor poderá ser considerado como “persona non grata”, “desmancha-prazeres” ou ”reaccionário”, por sugerir ou pretender a retenção de algum Aluno…

Portanto, “o normal” será sempre a transição dos Alunos, a retenção apenas poderá ocorrer em casos muito excepcionais, obrigatoriamente fundamentados e justificados…

Por tudo o anterior, parece que a mensagem subliminar patente na política oficial do “sucesso escolar por Decreto” será esta:

– Não fica bem reter Alunos…

E como não fica bem reter Alunos, vão os mesmos transitando ao longo do Ensino Básico, ano após ano, mesmo que isso não corresponda a aprendizagens reais e bem sucedidas…

E como não fica bem reter Alunos, no fim de nove anos de escolaridade, chegam os mesmos ao Ensino Secundário, cada vez mais, sem saberem ler e escrever correcta e fluidamente ou sem conseguirem interpretar ou produzir um texto simples, de acordo com as regras da Língua Portuguesa…

E como não fica bem reter Alunos, chegam os mesmos ao Ensino Secundário, acabando, muitas vezes, por se verem confrontados com um insucesso nunca antes experimentado, convertendo-se naturalmente em incontornáveis vítimas de uma “maldade suprema”, paradoxalmente concebida e infligida, em primeiro lugar, pela política educativa vigente:

– Iludidos pelo “sucesso” dos anos anteriores, muitos Alunos, possivelmente, até, convencidos da sua própria “invencibilidade”, não estarão preparados para fazer face às exigências do Ensino Secundário, instalando-se, assim, frequentemente, a frustração de não conseguirem obter resultados consonantes com o “êxito” anterior, a que estavam habituados…

Mas a frustração e o desânimo que acompanham muitos Alunos após ingressarem no Ensino Secundário, também é frequentemente partilhada pelos próprios Professores…

Professores que se vêem confrontados com a obrigatoriedade do cumprimento de Programas Curriculares, tendo como pano de fundo a realização de Exames Nacionais obrigatórios em várias Disciplinas…

E, em simultâneo, Professores percepcionando que muito dificilmente conseguirão estabelecer uma satisfatória relação pedagógica com trinta ou mais alunos em cada turma e disponibilizar a cada um deles tarefas, finalidades, conteúdos, apoios, recursos e estratégias, devidamente adaptados às particularidades e características de cada um…

Será admissível exigir a um Professor, do Ensino Básico ou do Secundário, muitas vezes com mais de cem alunos e cinco ou mais turmas, que consiga evidenciar disponibilidade mental e de tempo para se poder dedicar em pleno à tão almejada diferenciação pedagógica, ao mesmo tempo que se lhe solicita uma eficaz gestão de sala de aula?

A esse respeito, veja-se o “lirismo” e a ausência de noção da realidade bem patentes no Projecto MAIA, que alegadamente espera isto dos Professores:

– Conseguir olhar para cada um dos seus alunos, considerando cada um deles “como um ser singular, procurando observar e analisar os processos individuais de aprendizagem” (de acordo com o Projecto MAIA,  Folha 14, Critérios de Avaliação: Questões de Operacionalização).

Sejamos honestos e realistas: sem as devidas condições, a diferenciação pedagógica, imprescindível para a recuperação de qualquer aprendizagem, não será exequível e também não passará de uma miragem, de uma quimera…

No momento presente, e nas condições existentes, a diferenciação pedagógica só será viável no papel, nos normativos legais ou na cabeça de quem não pise numa sala de aula há muito tempo, desconhecendo todas as contingências que aí ocorrem diariamente…

E se durante oito anos o Governo cessante nunca manifestou a “vontade política” de reduzir o número de alunos por turma, com a actual e gritante falta de Professores essa prerrogativa tornar-se-á praticamente impossível de se concretizar…

E como não fica bem reter Alunos, enganam-se os mesmos com um “sucesso” meramente fictício, contribuindo para os tornar incompetentes em diversos domínios…

É urgente que a Escola Pública seja “limpa e arrumada”, expurgada da política do sucesso escolar fácil, “instantâneo”, artificial e por Decreto, difundida nos últimos anos e traduzida, muitas vezes, por taxas de progressão a rondar os 100%, profundamente irrealistas e enganadoras…

A política do facilitismo tem vindo a criar Alunos com acentuados graus de irresponsabilidade, imaturidade e intolerância à frustração, ao mesmo tempo que fomenta a ausência de hábitos de trabalho…

E a principal responsabilidade ou culpa pelo anterior nem sequer poderá ser atribuída aos Alunos que, na verdade, vão fazendo o que lhes é permitido fazer, porventura convencidos de que não existirão consequências negativas para determinadas acções, conforme a sua própria experiência se encarregou de lhes demonstrar…

Ao próximo Titular da Pasta da Educação pede-se a coragem e exige-se a honestidade intelectual de acabar com este logro…

(Não sendo Professora, acredito que a reprovação de Alunos não seja um acontecimento agradável para nenhum Professor, nem uma decisão tomada de ânimo leve).

Paula Dias

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24 comentários

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    • Sérgio Marques on 29 de Março de 2024 at 11:15
    • Responder

    É a escola inclusiva, onde não se pode “deixar ninguém para trás”. Isto no fundo são as políticas de esquerda em todo o seu esplendor. Os ideólogos de serviço partem do princípio de que as crianças / jovens que reprovam são “vítimas” das injustiças e das desigualdades. Logo, se reprovarmos as criancinhas, estamos a prejudicar os “pobrezinhos”. Assim sendo., se acabamos com as reprovações (e, já agora, com a exigência), já não estamos a perpetuar as injustiças; logo já somos inclusivos. Este foi o legado das políticas de esquerda durante 8 anos: reduzir ao mínimo as reprovações e o abandono escolar, em nome do combate à exclusão social. Valeu tudo para atingir os objetivos: acabar com a exigência, pôr o ónus do insucesso escolar nos ombros dos professores e pressioná-los com burocracia, transições de ano altamente facilitadas em nome da estatística e da propaganda, etc. Isto só foi possível porque a esquerda odeia tudo o que se possa associar ao mérito (rankings, quadros de mérito, exames, etc.), e porque acha que a escola não serve para ensinar / aprender, mas sim para resolver problemas sociais.

    • anónimo on 29 de Março de 2024 at 11:37
    • Responder

    Subscrevo o seu texto.

    • mic on 29 de Março de 2024 at 12:07
    • Responder

    O retratado no texto é a mais pura das verdades, doa a quem doer…


  1. Falta no texto o seguinte:
    “E como não fica bem reter Alunos, chegam os mesmos ao Ensino Superior, completamente incapazes de produzir um texto coerente e muito infantilizados”.
    É normal os pais irem reclamar nas faculdades sobre todo e qualquer assunto que respeite aos seus filhos, como se estes fossem crianças.
    Tenho conhecimento de uma faculdade que enviou para todos os pais e alunos um esclarecimento de que qualquer assunto seria tratado diretamente com os alunos uma vez que estes são maiores de idade.
    Apesar de nenhuma escola admitir, existe essa pressão para passar os alunos todos e quem se atrever a chumbar um aluno tem de facto represálias.
    As represálias são reuniões e burocracia interminavel, onde o professor tem de justificar até ao mais infimo pormenor todas as suas açãoes e onde é escrutinado e criticado pelos seus pares.
    O professor em causa é também prejudicado na sua avaliação, sendo esta mais uma arma a usar pelas direções da escola.
    Uma vez numa turma dei uma série de níveis UM aos alunos, fui confrontado pela minha avaliadora que me disse:
    “Lembra-te da tua avaliação.”
    Ao que respondi:
    “Fo**-se a avaliação”
    Não tive uma boa avaliação e tive um cabo dos trabalhos devido a isso.

    • Carla on 29 de Março de 2024 at 18:00
    • Responder

    Subscrevo o texto escrito que retrata, tão bem, o sistema de ensino atual.

    • Atinem,sff. on 29 de Março de 2024 at 18:17
    • Responder

    Discordo completamente das ideias contidas neste texto.
    Eu que habitualmente até estou de acordo com a Paula e reconheço e elogio a qualidade dos seus textos. Deste vez estamos em lados opostos da barricada.
    Os alunos não devem reprovar. A escola hoje não é pensada para perpetuar as desigualdades sociais.
    É pensada e sonhada para ajudar as crianças com
    dificuldades . E incentivar as que têm facilidade em aprender a evoluir e a ajudar os seus pares.
    Hoje ninguém trabalha sozinho no mundo.
    Que escola é essa conservadora e retrógrada que pretendem?
    Já que são tão sociais democratas, essa não é a escola de qualidade dos países sociais democratas do norte da Europa que vocês tanto valorizam.
    Estão trocados? Baralharam os vossos azimutes?
    A escola que a Paula defende neste texto( altamente reprovável sendo psicóloga) e outras pessoas aqui defendem, nos comentários, é a escola do Chega, salazarenta, retrógrada,
    traumatizante e discriminadora.

      • Paula Dias on 29 de Março de 2024 at 20:12
      • Responder

      Caro(a) Atinem, sff.:

      “A escola que a Paula defende neste texto (altamente reprovável sendo psicóloga) e outras pessoas aqui defendem, nos comentários, é a escola do Chega, salazarenta, retrógrada, traumatizante e discriminadora.”

      Ainda que este não seja um tema consensual, mesmo entre Psicólogos, defendo a existência de reprovações, quando se justifiquem, exactamente por ser Psicóloga…

      Sem entrar em detalhes da minha experiência profissional, posso afirmar com toda a convicção que a escola actual tem vindo a contribuir para criar uma geração de jovens sem limites, sem consciência das consequências das suas acções, que cede facilmente ao prazer imediato, com dificuldades de auto-controle, pouco responsável, imatura, pouco tolerante face à frustração ou com dificuldades em assumir compromissos…

      Mas como também afirmei no texto, vejo estes jovens essencialmente como vítimas de uma política educativa, de certa forma perversa, que os tem vindo a enganar, fazendo-os acreditar na sua própria invencibilidade e que o funcionamento do mundo exterior seja semelhante ao vivenciado durante a sua escolaridade, o que dificulta a entrada na vida adulta…

      E uma escola assim, assente em modelos pedagógicos excessivamente permissivos, onde prevalece a perspectiva “laisser-faire, laisser passer”, contribuirá, inevitavelmente, para criar jovens com comportamentos abusivos, pouco solidários, pouco empáticos e excessivamente egocêntricos…

      A escola actual tem vindo a contribuir para, em suma, gerar “jovens tiranos”, aspirantes a “adultos tiranos”…
      Obviamente que o anterior não é generalizável a todos os jovens…

      Obviamente que também não podemos cair na tentação de aceitar a escola como única responsável pelo anteriormente descrito, as famílias não podem demitir-se dessa responsabilidade e têm que ser chamadas a intervir…

      E, já agora, se há coisa que não sou, e nunca serei, é adepta do Chega… Simplesmente abomino a ideologia propalada por tal Partido Político, conforme já aqui afirmei em diversas ocasiões…

      Paula Dias

    • Escola da esperança on 29 de Março de 2024 at 21:48
    • Responder

    Não falo de facilitismo nem de permissividade, Paula.
    Falo de apoios. De atenção. De cuidados. De interesse e carinho que as crianças e jovens nos devem despertar, independentemente das classes sociais a que pertencem.
    Se os alunos tiverem os apoios de que necessitam mas escolas públicas, não ficam para trás nas aprendizagens.
    Como sabe, tão bem como eu,os países mais desenvolvidos( e aqui o desenvolvimento não é só sinônimo de economia) não retêm os alunos. Apoiam nos.Colocam nos níveis ou classes, de acordo com a idades, e vão dando lhes apoios para que possam progredir.
    É nessa escola em que me revejo. A escola reparadora. A escola da esperança, como bem diz o recem nomeado ministro.
    Não é a escola das reprovações, dos chumbos, da discriminação , da tristeza.
    Olhe que até sou do tempo em que as escolas constituíam turmas de repetentes que ninguém queria.
    Eu oferecia me para trabalhar com eles. E sempre achei que esse trabalho era mais válido ou tão válido como colocar alunos nas universidades.

      • Paula Dias on 29 de Março de 2024 at 22:25
      • Responder

      “Falo de apoios. De atenção. De cuidados. De interesse e carinho que as crianças e jovens nos devem despertar, independentemente das classes sociais a que pertencem.”

      É exactamente por isso que continuo a trabalhar na Escola Pública há mais de 27 anos… Mas uma coisa não exclui a outra, pelo contrário, as duas são complementares…

      Felizmente, a escola também é alegria, sucesso, conquistas diárias e esperança, o que não significa estar imune a determinadas afecções…

      Paula Dias

    • Não podemos ficar em cima do muro on 29 de Março de 2024 at 23:23
    • Responder

    Não é possível coexistirem os 2 modelos de escola pública .Convençam se disso . Um exclui o outro.
    Ou temos uma escola pública inclusiva, reparadora e democrática ,que constitui um elevador social e cria desenvolvimento ou temos uma escola pública, paga com os impostos de todos nós,exclusiva, penalizadora, que coloca alguns de lado, tal como a entende a direita conservadora e até fascista.
    Os médicos do SNS não escolhem os seus doentes. Não os colocam de lado porque não cheiram bem . Tratam todos por igual independentemente da classe social, da cor ou da religião.
    Os professores são os médicos e enfermeiros da educação pública.
    Não podemos ficar em cima do muro. Temos que escolher um lado da vida. Inclusão ou exclusão.
    A escola da discriminação/ da reprovação: das turmas de repetentes ( um desperdício de capacidades humanas), das turmas de etnia cigana, das turmas de estrangeiros, hoje, felizmente,já não é defensável numa sociedade desenvolvida e democrática.

    • João Santos on 29 de Março de 2024 at 23:29
    • Responder

    Eu não gosto de algumas regras de trânsito mas elas existem e todos os condutores as cumprem. Ou devem cumprir.
    A regra de não retenção em anos intermédios de ciclo, salvo excepcionalidade, existe e a maioria de nós não gosta. E não a cumprem…
    Colegas: nos não fazemos política educativa nas escolas. Nas escolas aplicamos política educativa
    Não gostamos? Isso é luta política a ser feita fora da escola.
    Este debate é muito interessante e importante mas nunca devia ser questão durante os conselhos de turma de avaliação. Não gostam da lei? Eu também não. Mas é a lei. Existe há vários anos, para quem não reparou.
    A nossa carreira tem uma duração de mais de 40 anos e muitas leis virão e irão embora. Não podemos ser nós a “fazer a lei” de acordo com “gostos e ideologias pessoais”. Existem instituições próprias para isso.


  2. Ó Esperança, vive em que Planeta?

    “Se os alunos tiverem os apoios de que necessitam mas escolas públicas, não ficam para trás nas aprendizagens.” – Mais apoios ?!!! Valha-me Deus…

    Na escola pública é dado todo o tipo de apoios aos alunos: aprendizagens, recuperação das aprendizagens, medidas universais, seletivas, adicionais, alimentação, material escolar, vestuário, psicólogos, tutorias…E o que acontece muitas vezes é que estes alunos, em sala de aula , demonstram um total desinteresse pelo que está a ser lecionado, perturbam a aprendizagem dos colegas e o trabalho dos docentes.
    Sendo docente há 32 anos, deparo -me com este tipo de alunos que não gostam da escola e frequentam-na porque são obrigados (segundo eles, os pais também não gostavam), não respeitam professores, alunos e funcionários.
    Estes alunos, no final do ano irão transitar porque é muito importante que as escolas apresentem sucesso e se facilite a vida a estes jovens. Fora com a ” escola das reprovações, dos chumbos, da discriminação , da tristeza.”
    Viva o facilitismo, a desresponsabilização, a ilusão, a ignoância, a ausência de regras…a anarquia!!!

    • Cumprimentos ao Mithá on 30 de Março de 2024 at 12:28
    • Responder

    O colega caiu agora aqui de paraquedas e comenta sem ler.
    Eu sei que existem múltiplos apoios e medidas na escola pública nos últimos 10 anos. E ainda bem que existem.
    Alguns muito mal atribuídos, diga se. São faz de conta. E muitos alunos para o apoio. Não há apoio que seja bem feito por isso.
    E as inúmeras medidas atribuídas resultantes do 54 estão mal aplicadas. Nunca houve formação para a aplicação dessas medidas. Muitas dão atribuídas mas mal aplicadas ou nem aplicadas são pelos professores tal o elevado número de alunos com medidas. Chega se ao absurdo de haver turmas em que todos os alunos têm medidas porque não conseguem aprender com o currículo nacional. E a direção da escola , os coordenadores dos dts não se surpreendem!! E no ano seguinte fica tudo na mesma. Não criam um currículo alternativo para aquelas crianças?
    Não sabem pensar.
    Se pudessem reprovavam. É essa medida que conhecem. O facilitismo. Sim, é de facilitismo que falo. Os bois têm nomes. Mete los no gueto das reprovações como se fazia aos judeus em Varsóvia.
    Colega, falamos aqui de reprovações. Não de apoios. Leia os textos.
    Já percebi onde milita, pelas frases com que terminou o seu texto. Agora não têm vergonha nenhuma e aparecem aqui a comentar. Sentem se protegidos com 1 milhão de votos.
    Cumprimentos ao Mithá.

    • Ultracongelado on 30 de Março de 2024 at 17:21
    • Responder

    A “lei do mínimo esforço” é um princípio que sugere que os seres vivos, incluindo os humanos, tendem a escolher a opção que requer menos esforço ou energia. Logo, porque é que o aluno se há-de esforçar se pode conseguir a aprovação sem qualquer dispêndio de energia?
    O constante colinho aos meninos está a contribuir para o desenvolvimento de jovens mal preparados, que não sabem lidar com a adversidade e que reagem com violência quando são contrariados. Está também a enganar tudo e todos, uma vez que no mercado de trabalho não há lugar para quem não está preparado e não é resiliente.


  3. Senhora psicóloga, tem estado a fazer comentários com diferentes nomes? Assuma o que afirma!
    Os seus comentários continuam a demonstrar que vive noutro Planeta ou que mumificou no século XIX e rescucitou no século XXI, revelam ainda que não trabalha no terreno e não lida com alunos problemáticos com comportamentos disruptivos.
    Como é possível afirmar que temos ” A escola da discriminação/ da reprovação: das turmas de repetentes ( um desperdício de capacidades humanas), das turmas de etnia cigana, das turmas de estrangeiros” ou “Mete los no gueto das reprovações como se fazia aos judeus em Varsóvia. Poderá haver escolas que façam isso, mas não é de forma nenhuma a regra.
    Tenha vergonha, quando faz as afirmações suprarreferidas! Informe-se melhor para não fazer figuras tristes. Não sabe o que se passa, verdadeiramente, nas escolas.

      • Paula Dias on 30 de Março de 2024 at 19:22
      • Responder

      Caro(a) LB:

      “Senhora psicóloga, tem estado a fazer comentários com diferentes nomes? Assuma o que afirma!”

      Se o seu comentário é dirigido a mim, que me chamo Paula Dias, sou Psicóloga e escrevi o texto aqui publicado, e presumo que seja pelo teor do seu 1º parágrafo, aconselho-o a reler todos os comentários anteriores e a interpretá-los devidamente, pois está todo “baralhado”:

      – Esta sua “suspeição” e “acusação”, atiradas sobre mim, referem-se, muito provavelmente, a alguém que escreveu comentários intitulando-se como “Atinem, sff.”, “Escola da esperança”, “Não podemos ficar em cima do muro” e “Cumprimentos ao Mithá” e que, por sinal, também me parecem ser a mesma pessoa, mas com epítetos diferentes…

      Se ler e interpretar correctamente todos os comentários, perceberá que eu e a pessoa que se intitulou como “Atinem, sff.” temos opiniões divergentes e não concordamos no essencial do texto que escrevi, aqui publicado…

      Convinha evitar as acusações completamente infundadas, absolutamente deploráveis…

      Mas, e já agora, costumo assumir e assinar as minhas opiniões, com o meu nome verdadeiro… Por “LB”, que poderá significar “um milhão” de coisas diferentes, não parece que possa afirmar o mesmo…

      Paula Dias

      • Paula Dias on 30 de Março de 2024 at 19:37
      • Responder

      Caro(a) LB:

      Para a próxima, “tenha vergonha” e se puder, leia bem os comentários e veja se os consegue interpretar, para não se prestar a “figuras tristes”, como a que acabou de fazer…

      Paula Dias


  4. Cara Paula Dias!

    Se tivesse lido com atenção os meus comentários, verificaria que as transcrições que fiz foram retiradas dos comentários intitulados “Atinem, sff.”, “Escola da esperança”, “Não podemos ficar em cima do muro” e “Cumprimentos ao Mithá”, escritos por alguém que suponho ser psicóloga.
    Estou completamente de acordo com o texto que aqui publicou ” Não fica bem reter alunos”. Se voltar a ler os meus comentários com mais atenção constata isso mesmo.
    Lamento que tenha interpretado mal os meus comentários, mas não vou insultá-la.

      • Paula Dias on 31 de Março de 2024 at 10:17
      • Responder

      Caro(a) LB:

      Agradeço o seu esclarecimento, ainda que o mesmo peque por tardio… Bem podia ter esclarecido isso ontem, logo no seu primeiro comentário, ter-se-iam evitado todos os mal-entendidos subsequentes…

      Espero que compreenda os motivos da minha indignação: senti-me, de facto, insultada, por me parecer que o seu comentário se dirigia mim, pela expressão “Senhora psicóloga”, sem motivos que o justificassem…

      E, sim, talvez a outra pessoa também seja Psicóloga, mas não o sabemos, nem isso ficou explícito, portanto, ontem, a única Psicóloga assumida era eu, o que me levou a considerar o seu comentário como ofensivo…

      “Moral da história”: Afinal, quem parece ter “lixado” isto tudo terão sido as Psicólogas: uma assumida e a outra presumida… 

      Paula Dias


      1. Claro que sim, concordo com a sua conclusão. Penso que o mal-entendido ficou esclarecido!
        Uma boa Páscoa.
        LB

    • Escola pública on 31 de Março de 2024 at 21:57
    • Responder

    Não me vou repetir.
    Tenham vergonha dos comentários que fazem. Alguns sem lerem os anteriores .
    Uma baralhaçao!
    Ficou provado à saciedade de que escola são adeptos.
    Não é de uma escola para todos, de massas. paga com os nossos impostos.
    É uma escola só para alguns. Exclusiva. Selecta.

    Experimentem trabalhar no particular. Não enganem aqueles para quem trabalham, continuando no público.

      • Ultracongelado on 31 de Março de 2024 at 22:23
      • Responder

      E está demonstrado o seu sentido de democracia e inclusão. Aceita todas as opiniões desde de que não sejam divergentes da sua. E aceita a diferença, menos a diferença de quem pensa de forma diferente. É assim, não é?

    • Perdoai lhes, Senhor! on 31 de Março de 2024 at 23:52
    • Responder

    Não diga disparates. Não seja demagógico. Não se faça de vítima como os militantes do Chega .
    Já conheço essa técnica.
    Não me demove.
    Oiço e leio tudo mas não tenho que concordar com argumentos ou ideias que contrariam os direitos humanos nas escolas públicas.
    As escolas públicas são de todos. Servem para ensinar e contribuir para educação de todos.
    Mesmo para os que não querem aprender e só fazem disparates.
    Temos que lhes dar regras e apoios. E não os segregar.
    Só assim o país se poderá desenvolver.
    Ou sente se confortável num país de excluídos, subdesenvolvido, com crianças com inúmeras reprovações e baixa literacia nos adultos, como ainda existe em Portugal?
    Ainda temos essa mochila de herança, não sei se sabe?

    • Ultracongelado on 1 de Abril de 2024 at 17:25
    • Responder

    É precisamente porque a escola pública é de todos que também é dos que querem aprender. Não lhe parece? E claro, é precisamente porque não tem de concordar com argumentos ou ideias que violam os direitos humanos que não deve aceitar que o direito à educação dos “que não querem aprender e só fazem disparates” se sobreponha ao direito à educação dos que querem aprender.
    É precisamente porque a escola pública é de todos e para todos que eu não posso fazer o que quero na escola . Ou sente- se confortável num país de excluídos, subdesenvolvido, com crianças que querem aprender e não podem porque alguns querem fazer da escola um permanente recreio?
    Já agora, o grande erro do seu discurso está no facto de só referir os direitos dos que não querem aprender esquecendo -se das obrigações que têm. Em termos éticos e civis primeiramente vêm as nossas obrigações e só depois vêm os nossos direitos e não o contrário, como pressupõe em toda a sua argumentação.

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