Com ou sem serviços mínimos, a luta continua: 2 e 3 de março GREVE!

Tendo em conta o acórdão emitido pelo colégio arbitral para definição de serviços mínimos para os dias 2 e 3 de março, as organizações sindicais decidiram manter as greves nos dias 2 e 3 de março, no centro-norte e centro-sul do país, respetivamente, com a transferência das manifestações (que também estavam agendadas para 2 e 3) para os dias 4, no Porto, e 11 de março, em Lisboa.




7 comentários
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Bom dia. É lamentável acharem que iam ter um tratamento diferenciado por propor uma greve “bem comportada”.
Embora pertença a um sindicato que está a propor greve apenas nos dias 2 e 3, como tenho de cumprir serviços mínimos nesses dias, vou fazer greve nos dias em que não estou escalado. Assim sendo a minha greve vai contar nos números de outro sindicato.
Deviam de fazer pré avisos de greve diários.
Já existe uma sentença do Tribunal de Relação contra serviços mínimos em Educação. Havendo outra, fica a faltar uma terceira, para haver jurisprudência. E quando houver, acaba-se de vez com este expediente do governo para acabar com as greves. E aí, a declaração fraudulenta de “necessidades sociais impreteríveis” que costuma ser usada e abusada, para fundamentar o atropelo democrático, o governo pode metê-la sabemos onde…
Haja alguém que lute juridicamente contra este abuso do governo-PS. O Sindicato STOP, com um departamento jurídico de que se diziam maravilhas, ficou de braços cruzados… Agora, só marca é marchas …
Continuamos a fazer de conta…
Não sabiam já como seriam os serviços mínimos!? Não deveriam ter interposto as providências cautelares mais cedo?
Objetivamente, parece-me quase impossível ter resposta em tempo útil…
Às vezes apetece-me perguntar se além da tutela, também os sindicatos andam a brincar com os professores…
Era mais que lógico, que os sindicatos já deviam ter avançado com uma acção contra o governo português, no tribunal europeu.
Ainda bem que não pago, nem nunca vou pagar para este tipo de sindicatos.
Sabem como se apagava de vez o sorriso dos Costas? Com uma verdadeira união dos professores. Somos 120 000. Chamemos-lhe fantasia, mas já pensaram se esses 120 000 professores “resolvessem” desafiar os serviços mínimos, a requisição civil que se lhes seguiria por incumprimento geral, e mandassem os Costas passear quando eles ameaçassem com processos disciplinares e exonerações? Processos disciplinares a 120 000 professores? VENHAM ELES! Quantos “séculos” o ME demorava a despachar isso tudo e entretanto, quem é que dava aulas? O ministro? “Ah, mas não podemos fazer isso, temos de seguir a Lei”. Mas a Lei é feita por “eles” e como tal é sempre parcial e virada contra nós. Ou seja, o respeito pela Lei põe-nos sempre em inferioridade. Para acabar com uma greve, lançam-se serviços “mínimos” que na pratica destroem a greve. Mesmo com Providências cautelares aceites pelo Tribunal que mandaria suspender esses serviços “mínimos”, o mais certo era o governo recorrer lançando a carta das “necessidades sociais impreteríveis” que todos sabemos é uma tanga, mas existe na Lei. e lá iam as Providencias Cautelares para o espaço, embora daqui a uns meses ou anos, os Tribunais viessem a dar-nos mais uma vez razão, mas tarde demais para ser útil, a não ser que se esteja a pensar em jurisprudência. O nosso respeito por uma Lei que não nos respeita, deve começar a ser repensado. Dá que pensar, não dá?