Março 2022 archive

𝘾𝘼𝙍𝙏𝘼 𝘼𝘽𝙀𝙍𝙏𝘼 𝘼𝙊𝙎 𝙈𝙀𝙐𝙎 𝘼𝙇𝙐𝙉𝙊𝙎

 

“Já deves ter reparado que o mundo está diferente. Depois de dois anos tumultuosos e difíceis por causa de uma pandemia inesperada, o mundo está agora à beira de uma crise económica e política causada por uma guerra no leste da Europa entre a Rússia e a Ucrânia.
Sabes aqueles jovens ucranianos que viste na TV a esconderem-se das bombas em abrigos subterrâneos? Pois bem, há poucas semanas atrás, eles eram igualzinhos a ti.
Sim, eles iam à escola todos os dias (alguns deviam faltar também), jogavam Fortnite nas suas Playstations, viam vídeos no Youtube, faziam Tiktoks, postavam fotos no Instagram, iam com os amigos ao MacDonalds e viam series no Netflix. Mas em poucos dias toda a realidade deles mudou. Neste momento, eles escondem-se dos bombardeamentos, fogem de soldados inimigos, procuram desesperadamente água e comida, perdem familiares e amigos e tentam sair de um país que de repente está numa guerra terrível.
E mesmo sendo improvável, não significa que não pudesse acontecer no teu país.
Poderias fazer algo para evitar isso? Talvez não. Podes fazer algo para estares minimamente preparado para isso? Sim.
Queres alguns poucos conselhos?
𝙀𝙨𝙩𝙖́ 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙖𝙩𝙚𝙣𝙩𝙤 𝙖𝙤 𝙦𝙪𝙚 𝙨𝙚 𝙥𝙖𝙨𝙨𝙖 𝙣𝙤 𝙢𝙪𝙣𝙙𝙤.
Vê noticiários na TV e na Internet. A realidade do mundo é muito maior do que alguns youtubers te dizem. Se souberes o que se passa à tua volta e no mundo é menos provável que sejas apanhado de surpresa.
𝙎𝙚̂ 𝙛𝙤𝙘𝙖𝙙𝙤 𝙚 𝙙𝙚𝙙𝙞𝙘𝙖-𝙩𝙚 𝙖𝙤𝙨 𝙚𝙨𝙩𝙪𝙙𝙤𝙨.
Se fores dedicado e determinado nos estudos, tentando alcançar objetivos concretos serás também determinado em condições adversas. Está atento aos teus professores. O que eles ensinam pode não fazer sentido agora, mas um dia poderá ser muito importante para ti.
𝙋𝙧𝙖𝙩𝙞𝙘𝙖 𝙙𝙚𝙨𝙥𝙤𝙧𝙩𝙤
Cuida do teu corpo e prepara-o para dias difíceis. Ao te manteres em forma, estás a aumentar as tuas hipóteses de sobrevivência caso seja necessário percorreres grandes distâncias em condições complicadas.
𝙀𝙭𝙥𝙚𝙧𝙞𝙢𝙚𝙣𝙩𝙖 𝙖𝙩𝙞𝙫𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚𝙨 𝙣𝙤 𝙚𝙭𝙩𝙚𝙧𝙞𝙤𝙧
Desafia os teus familiares e amigos para acampar e fazer outras atividades no exterior. Os escoteiros ou outros clubes são excelentes para aprender a criar fogueiras, dormir ao relento, filtrar água, construir abrigos, etc. Nunca se sabe se um dia, necessitarás de toda essa experiência para ultrapassar dias complicados.
𝘼𝙘𝙤𝙨𝙩𝙪𝙢𝙖-𝙩𝙚 𝙖 𝙘𝙤𝙢𝙚𝙧 𝙙𝙚 𝙩𝙪𝙙𝙤 𝙚 𝙚𝙢 𝙢𝙚𝙣𝙤𝙧𝙚𝙨 𝙦𝙪𝙖𝙣𝙩𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚𝙨.
Todos nós temos algumas comidas favoritas, mas num cenário de conflito nem sempre podemos dar ao luxo de recusar comida que não apreciamos. Temos que comer o que está disponível e muitas vezes em quantidades menores do que estamos acostumados. De vez em quando força-te a comer o que não te agrada e aguarda um pouco ao sentires fome. Nem sempre terás comida disponível quando te sentires faminto e deves treinar o teu corpo para isso.
𝘼𝙥𝙧𝙚𝙘𝙞𝙖 𝙤 𝙩𝙚𝙢𝙥𝙤 𝙘𝙤𝙢 𝙖 𝙩𝙪𝙖 𝙛𝙖𝙢𝙞́𝙡𝙞𝙖.
Nunca se sabe quando somos obrigados a separarmo-nos daqueles que amamos. Dedica algum tempo aos teus familiares e aprecia esses momentos. Infelizmente podem acontecer circunstâncias em que a separação e a distância são inevitáveis. Lembra-te que a tua família será quem estará ao teu lado nos tempos complicados e se estiverem unidos tudo será mais fácil.
𝙀 𝙤 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙞𝙢𝙥𝙤𝙧𝙩𝙖𝙣𝙩𝙚: 𝙘𝙖𝙗𝙚-𝙩𝙚 𝙖 𝙩𝙞 𝙢𝙪𝙙𝙖𝙧 𝙤 𝙢𝙪𝙣𝙙𝙤 𝙥𝙖𝙧𝙖 𝙢𝙚𝙡𝙝𝙤𝙧.
Mesmo que, como espero, nunca tenhas que passar por essas situações, estarás preparado fisicamente e mentalmente para enfrentar o mundo e quem sabe corrigir alguns dos erros que as gerações anteriores cometeram. E mais importante, não voltar a cometê-los.
Acima de tudo, 𝙨𝙚̂ 𝙘𝙤𝙧𝙖𝙟𝙤𝙨𝙤, 𝙝𝙤𝙣𝙚𝙨𝙩𝙤 𝙚 𝙗𝙤𝙣𝙙𝙤𝙨𝙤 seja quais forem as circunstâncias da tua vida. Só assim podemos acreditar num futuro melhor e em paz.
Do teu professor, que acredita em ti “

(retirado do Facebook)

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Amanhã há Greve

 

O S.TO.P., convidado pela Rede 8M a juntar-se à greve no dia Internacional da Mulher (trabalhadora), permitindo a adesão de qualquer docente, mulher ou homem, à greve ao trabalho assalariado, incluindo tod@s @s Profissionais da Educação (pessoal docente e não docente) do continente e das ilhas dia 8 de Março de 2022.

 

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As Escolas Não Se Medem Aos Pontos

As Escolas Não Se Medem Aos Pontos

Eduardo foi contratado pela maior empresa de design automóvel do mundo. Barbara é médica do Serviço Nacional de Saúde. Era aluna de 20 valores. Maria faz jóias exclusivas. Algumas estão em expostas no Museu Maat.
Três histórias de sucesso. O que surpreende é que todos estudaram em escolas com fama de serem más.

Clicar na imagem para assistir

 

 

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A incógnita dos exames nacionais

Catarina tem 16 anos e realizará este ano exames do Secundário pela primeira vez, enquanto Guilherme, de 17, terminará o 12.º ano em plena pandemia. Estão entre milhares de jovens que ainda não sabem como vão ser os exames nacionais e explicam o que os preocupa. 

A incógnita dos exames nacionais

«No ano passado, fiz os exames de Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Geografia, para melhoria da classificação interna, sem quaisquer problemas. Estava nervoso e falava constantemente com os meus colegas sobre como tudo aconteceria, mas realmente acho que não nos podemos queixar porque correu tudo bem na nossa escola. Só espero que aconteça o mesmo este ano», começa por explicar Guilherme, estudante de 17 anos do Agrupamento de Linda-a-Velha e Queijas, no concelho de Oeiras.

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Não há pressa em suspender exames e provas de aferição

 

QUAL É A PRESSA?

A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior reuniu na passada quinta-feira, mas não tomou qualquer decisão sobre os exames nacionais, ou seja, se serão realizados a todas as disciplinas ou, tal como nos dois últimos anos, apenas às disciplinas específicas para o ingresso no superior.

A falta de decisão ter-se-á devido à não existência de qualquer proposta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

As inscrições para os exames realizam-se dentro de pouco mais que duas semanas e os alunos e professores continuam sem saber qual o cenário que terão.

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Sr.Putin, as mães russas também amam os seus filhos

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Horários incompletos transformados em completos por falta de candidatos

 

 

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Assistentes Operacionais no desemprego desde o dia 1 de março

 

Funcionários das escolas estão a ser dispensados

Assistentes operacionais, recrutados para reforçar as escolas em tempo de pandemia, ficaram no desemprego a partir de dia 1 de março, após a cessação dos seus contratos. A maioria dos contratados terá conseguido vincular nos quadros através de concursos entretanto abertos. A Federação Nacional de Educação (FNE) responsabiliza o Governo por não ter acautelado a permanência de todos os funcionários.

O reforço de 1500 assistentes operacionais foi anunciado em agosto de 2020 para responder às exigências do cumprimento de novas regras nas escolas por causa da pandemia. Os contratos eram anuais e a despesa financiada por fundos comunitários. Desde então, sublinha em resposta escrita enviada ao JN o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues, o Ministério da Educação fez duas revisões à portaria de rácios que resultaram na vinculação de “mais de cinco mil” funcionários. Por alguns desses concursos não estarem concluídos em agosto, os contratos foram prorrogados por mais seis meses, explica a tutela.

O presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), Filinto Lima, e o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, Orlando Gonçalves, asseguram que a maioria desses funcionários vincularam nos quadros através dos concursos entretanto abertos pelas escolas. Mas há “casos residuais, várias dezenas”, estima Orlando Gonçalves, que ficaram no desemprego dia 1 e aguarda agora por novos concursos.
Com o processo de descentralização em curso (as competências de Educação serão transferidas a 1 de abril), há autarquias a abrir novos recrutamentos, caso de Lisboa que, a 24 de fevereiro, abriu concurso para 180 vagas.

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O Ministério de Educação Luxemburguês está a recrutar professores do Ensino Secundário

 

O Ministério de Educação Luxemburguês está a recrutar professores do Ensino Secundário – Português Língua Materna e PLE para as Escolas Europeias Agregadas.
Ficam aqui os links das escolas onde se ministra PLM e PLE .
Devem enviar carta de candidatura e CV por carta registada. Para qualquer uma das escolas, mesmo que não apareça lugar a concurso, devem enviar carta de candidatura espontânea, pois, muitas vezes, recrutam em meados de setembro, outubro.
Site do ministério onde podem consultar toda a informação.

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Avaliação Externa das Escolas: um rebuliço anunciado…  

Da competência da Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), em 2018-2019 iniciou-se o 3º Ciclo da Avaliação Externa das Escolas e, neste momento, existirão muitos Agrupamentos de Escolas na iminência de serem avaliados por essa entidade ao longo dos próximos meses…

Ao que tudo indica, em cada Agrupamento de Escolas, os preparativos para a recepção à Equipa de Avaliação, constituída por inspectores da IGEC e por peritos externos, começarão com alguma antecedência e muita azáfama…

Presumivelmente, antes da visita da IGEC, cada Agrupamento de Escolas, encetará alguns expectáveis procedimentos:

– Realização de algumas reuniões internas para harmonizar e concertar posições acerca do que deverá ser dito e mostrado, sobretudo por aqueles que serão interpelados pela IGEC, no âmbito das entrevistas de grupo, previstas na metodologia da Avaliação Externa das Escolas…

– Verificação da documentação requerida pela IGEC e, algumas vezes, a elaboração, à pressa, de documentos que poderão estar em falta ou que se considere necessário alterar…

Os documentos requeridos pela Equipa de Avaliação, no âmbito da análise documental, deveriam prenunciar a existência de determinadas práticas, mas em alguns casos essas “evidências” apenas comprovarão factuais registos escritos… O que está enunciado nesses documentos e o que, na prática, é realizado nem sempre coincide ou é concordante…

– Organização e estabelecimento de “Programas de Festas”, onde caberão, previsivelmente, algumas exposições temáticas e várias actuações e exibições teatrais e musicais, levadas a cabo por alunos e professores das várias escolas que integram um Agrupamento, numa espécie de “espectáculo de variedades”… Às vezes, esse tipo de eventos, tendencialmente dominado por um certo “folclore”, poderá mesmo resvalar para o domínio do inverosímil, sobretudo quando o grau de encenação e de artificialidade aí presente é por de mais evidente…

– Endereçamento de convites a determinados elementos da Comunidade Local, apelando à sua presença na Sessão de Apresentação do Agrupamento (prevista na agenda do primeiro dia da visita), esperando-se que alguns possam comparecer e, hipoteticamente, proferir discursos laudatórios à figura do Director…

Com a proximidade da visita da IGEC, talvez também se possa observar alguma exaltação redundante das “boas práticas” e das “pedagogias diferenciadas”… Nesse sentido, é plausível que pululem os Projectos “a granel”, sempre muito propícios ao adornamento de Planos Anuais de Actividades, mesmo que os seus benefícios e a sua pertinência e eficácia sejam questionáveis e duvidosos em termos práticos…

Expectavelmente, durante a visita, todos tenderão a mostrar-se mais simpáticos, os serviços da escola parecerão funcionar melhor e instalar-se-á um (aparente e efémero) clima de união, engendrado contra o putativo “inimigo externo”… Porque a Inspecção ainda será vista, por muitos, como um “bicho-papão” e raras vezes será tida como um efectivo parceiro…

Ao que parece, toda a parafernália de documentos e de eventos, apresentada durante a visita da IGEC, servirá, algumas vezes, como tentativa de mostrar o que não se é ou uma “realidade” que efectivamente não existe, por não fazer parte do funcionamento habitual de um determinado Agrupamento de Escolas…  

Plausivelmente, preparar-se-ão grandes “encenações” e muitas “coreografias”, sobretudo destinadas a fazer parecer que todos são muito felizes naquele Agrupamento e a mostrar quão democrático, activo, participativo e inclusivo ele é…

No fim de três a cinco dias, tempo estipulado para que a IGEC realize a sua avaliação, terminará a visita e tudo voltará ao antigo “normal”… Diluir-se-á o rebuliço, a tensão e o nervosismo suscitados por tal monitorização, e a escola tornar-se-á novamente reconhecível:  

Na maior parte das vezes, regressarão a Ditadura, a desunião e a insatisfação geral… Instalar-se-á novamente a rotina da sobrevivência, pautada pelo silêncio, pelo conformismo e pela obediência…

E a inclusão que, na realidade nunca existiu, regressará também à sua original inexistência, a menos que se queira continuar a confundir integração com inclusão

Nessa avaliação externa, dita “das escolas”, torna-se difícil não considerar os alunos e o pessoal docente e não docente como meros “peões de um xadrez”, postos ao serviço de uma avaliação que, a partir de 2008, se referirá muito mais ao desempenho do Director do que propriamente ao “da escola”…

E a Lei é muito explícita quanto ao protagonismo conferido ao cargo de Director e quanto à importância atribuída à existência de uma liderança forte em cada escola, concedendo-se a essa figura um Poder praticamente ilimitado e, inclusive, a possibilidade de o exercer de forma autocrática… A afirmação categórica de que se trata de “um órgão unipessoal e não um órgão colegial” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril) ilustra bem tudo o anterior…

E também foi a Lei que propiciou que cada Agrupamento de Escolas ficasse irremediavelmente reduzido à figura do respectivo Director:

O Projecto de Intervenção na Escola (Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, Artigo 22º) e a Carta de Missão (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 6º), são considerados documentos fulcrais, por supostamente regerem toda a acção do Director no decurso do(s) respectivo(s) mandato(s) e onde o próprio assume e explicita os compromissos e objectivos a atingir…

Ambos os documentos espelham inequivocamente a edificação de projectos pessoais e intransmissíveis e, por isso, dificilmente conseguirão ser vistos e sentidos como plenamente representativos de outros que não dos próprios… Mas, e paradoxalmente, esses “outros” são chamados a concretizar tais propósitos…

Ou seja, espera-se que “outros” participem activamente na consecução de desígnios pessoais e de projectos alheios como se fossem seus, ou como se tivessem sido ouvidos em alguma parte desses processos… Sobretudo do ponto de vista motivacional, esse parece ser um potencial “campo minado”…

Acentuando a ideia de que o foco da Avaliação Externa das Escolas acabará por se centrar no desempenho do próprio Director, no âmbito da avaliação de desempenho dos Directores prevê-se, como primeiro critério de desempate, em caso de igualdade de classificações, a classificação obtida no Domínio “Gestão e Liderança”, na última Avaliação Externa realizada pela IGEC (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 14º) …

Em suma, para o melhor ou para o pior, a dita “avaliação das escolas” poderá, afinal, remeter-se, em primeira instância, à avaliação de desempenho do Director…

E, na verdade, os Directores também parecem acreditar nisso, compreendendo-se, assim, melhor todo o frenesim comummente observado e todo o aparato habitualmente montado aquando da visita da IGEC, no âmbito da Avaliação Externa das Escolas…

Mais uma vez, no Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, parece reforçar-se a ideia anterior, quando se fundamenta a criação do cargo de Director:

 “…para que em cada escola exista um rosto, um primeiro responsável, dotado da autoridade necessária para desenvolver o projecto educativo da escola e executar localmente as medidas de política educativa.”

 No dia seguinte ao fim da visita da IGEC, a escola voltará certamente à sua anterior “normalidade” e aos seus antigos vícios… Até à próxima visita…

 

 (Matilde)

 

 

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A gasolina vai rebentar com as substituições de professores – Luís S. Braga

 

Sou um privilegiado. Aos 50 anos trabalho numa escola que fica a 100 metros a pé da casa onde moro. Até há 4 anos trabalhava a 40 kms por dia e antes disso cheguei a trabalhar a 100 kms dia. E tive sorte com grupo que escolhi e por ser de Viana, essas escolas “longínquas” eram perto de casa.
Se tivesse ficado na escola anterior, os 1000 kms mensais não seriam já os 100 euros de há 5 anos. Talvez o dobro.
Hoje à tarde estive a falar com 2 colegas contratados, que vêm de Guimarães e de Esposende para Viana, para dar 14 horas. Não lhes contam a segurança social como devia ser por serem 14 horas e não têm subsídio de refeição todos os dias. Um deles gasta 300 euros mês para trabalhar. Paga para trabalhar e não tem a certeza de estar até ao fim do ano porque é uma substituição e o substituído pode curar-se quando as aulas acabarem.
Acaba por andar pelo tempo de serviço e para manter a recusa psicológica de desistir da profissão que estudou.
Não seria altura de “em nome da unidade”, de que ouço falar tanto, arranjar uma compensação para os professores deslocados? (que incluem gente de quadro além de contratados). Ao preço a que gasolina está não vai haver gente para substituições porque as pessoas fazem contas.
Se em cada concurso as pessoas indicam morada, não seria difícil calcular a distância entre casa e trabalho e dar uns cêntimos por Km a quem aceita substituições ou até colocações longínquas.
Podia ser uma compensação pequena mas ao fim de milhares de kms uns cêntimos fazem muitos euros.
Têm consciência que aquele colega ganha líquido de despesas de deslocação 6 vezes menos do que o salário líquido de quem está a substituir (as mesmas 14 horas rendem líquidas, para um, uns 300 euros e para outro 1980).
Isto é moralmente aceitável?

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Mais um Conjunto de Iniciativas das Escolas em Solidariedade com a Ucrânia

Escola Secundária de Paredes

aluna Sara Vieira, do 8.º ano

 

Agrupamento de Escolas Cego do Maio

 

A Eb 2,3 Cego do Maio associou-se hoje, 2 de março, pelas 12h00,  à mobilização das ESCOLAS UBUNTU num gesto de apelo à  PAZ na UCRÂNIA.

O Clube Ubuntu, recentemente formado na escola, quis contribuir com este sinal de solidariedade ao mundo, vestindo as t-shirts Ubuntu e convidando outros a vestir de cores azul e amarelo.

Este gesto uniu centenas de escolas do País demonstrando a solidariedade  dos alunos e educadores com o povo ucraniano, desenhando a palavra “PAZ” e fazendo 1 minuto de silêncio.

 

 

Agrupamento de Escolas Júlio Dinis – Grijó, Vila Nova de Gaia

 

Agrupamento de Escolas Daniel Sampaio, Almada

 

Escola Básica de Landim, do Agrupamento de Escolas Camilo Castelo Branco de V. N. de Famalicão

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244 contratados na RR24

Foram colocados 244 professores na Reserva de recrutamento 24, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Calendário dos Concursos na Região Autónoma da Madeira (RAM)

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Reserva de Recrutamento n.º 24

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 07 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 08 de março de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 24

Listas – Reserva de recrutamento n.º 24

 

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Os Sinais Estavam Lá Todos

Fonte: Jornal de Negócios de 04-03-2022

 

Sim, sem dúvida porque “há argumentos e há puras falácias”:

5ª Feira – O Meu Quintal

 

Churchill – O Meu Quintal

 

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Lista Colorida-RR24

Lista Colorida atualizada com retirados e colocados da RR24.

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8 cêntimos na gasolina e 7 no gasóleo… e vai tudo a pé trabalhar.

 

O preço dos combustíveis deverá disparar na próxima semana. A confirmar-se, será o 10.º aumento este ano e aquele que terá um impacto mais significativo nas carteiras dos professores que todos os dias se deslocam dezenas e centenas de quilómetros para ir trabalhar. Já para não falar nos milhares de outros trabalhadores portugueses que sofrem do mesmo destino.

É a guerra… e antes da culpa ser da guerra era dos mercados, da taxa de câmbio, do aumento dos custos de produção… Enfim. Se ao menos os ordenados dos portugueses fossem compatíveis com a compra de um carro elétrico? Muitos nem para um “bike” dão.

Paga e cala.

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Os nossos alunos têm medo do desemprego, de não terem dinheiro, medo de viver na rua… mais, ainda do que do COVID

 

Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.

A lua está morta, morta; mas ressuscita na primavera*

Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.

Mas o que mais me espantou foi a pandemia não ter sido, nem de perto nem de longe, o assunto mais referido.

A esmagadora maioria das respostas tinha que ver com o medo de um futuro desemprego. E medo de não terem dinheiro para ter uma casa, medo de não conseguirem vir a ter um trabalho de que gostassem, e até medo de ficarem a viver na rua sozinhas por não poderem pagar as contas. Lembro: 10,11 anos. Nos vídeos consigo ver uma nesga das casas, casas que me pareceram confortáveis. Uma nesga dos quartos que me pareceram acolhedores.

Em plena pandemia, este trabalho foi feito nos últimos quatro meses, as crianças de 10 anos, do interior, estão angustiadas com a possibilidade de virem a ser desempregadas. Talvez as das grandes cidades também, não perguntei.

 

Estas crianças, a uma semana da celebração do abandono das máscaras nas escolas, à beira do fim de todas as medidas restritivas causadas pela pandemia, acordam para ouvir que desde a Segunda Guerra Mundial que não se vivia um momento tão perigoso na Europa. Estive com elas agora, já depois de a guerra ter começado. Todas me disseram que a guerra era pior do que a pandemia. Uma disse-me que a pandemia não devia ter acabado, e quando eu lhe perguntei porquê, ela disse que se ainda houvesse pandemia, havia o confinamento e por isso não podia haver a guerra.

Ouviram falar de armas nucleares, ouviram talvez até falar de Terceira Guerra Mundial. Viram já imagens da guerra na televisão, vão ver mais. Talvez tenham até perguntado aos pais o que é um ditador, como há dois anos perguntaram o que era um vírus.

Algumas têm colegas ucranianas na escola.

Não sei sequer se vão acreditar que a guerra não vem para aqui.

Quando eu era criança, o que entrava pelas casas a dentro era a liberdade e o fim da guerra colonial.

Temos que saber aproveitar o privilégio da paz no nosso território, o tempo que se tem em paz, para não desvalorizarmos os sentimentos das nossas crianças e para as ouvirmos.

Temos que as deixar falar do que as preocupa. Não me parece que seja facultativo, nem me parece que seja uma coisa que possa esperar. Não lhes podemos atribuir angústias e preocupações que elas talvez nem tenham, têm de ser elas a dizer-nos o que as preocupa.

Temos o dever cívico de fazer alguma coisa urgente, e em larga escala, pelas crianças do nosso país. Sem estudos infinitos nem burocracias, só urgência, para devolver a alegria e a confiança às nossas crianças.

Uma parte do dinheiro do PRR para a educação, ou de onde for, tem que servir para isto.

Por exemplo, entreguem câmaras de vídeo nas escolas, deixem as crianças fazer os seus próprios filmes, contar as suas próprias histórias, falar do que as preocupa. Contratem gente do cinema para dar uma ajuda. Que as crianças possam fazer teatro em todas as escolas. Contratem actores e encenadores. Deixem as crianças aprender a tocar um instrumento, a aprender a tocar em grupo. Contratem músicos para darem aulas em todas as escolas. Dêem mais atenção ao desporto, aos desportos em grupo. Deixem as crianças escrever textos livres, falar sobre o que escreveram. Se for necessário, por uma questão de horário escolar, não tenham problemas em deixar cair disciplinas curriculares que podem esperar. Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais.

Defender a ideia de que vamos devolver a alegria e a confiança às nossas crianças com um psicólogo em cada escola é deitar a toalha ao chão antes sequer de se ter tentado alguma coisa. O psicólogo pode lá estar, e estará muito bem, mas como um complemento de todas as outras coisas.

Sem burocracias, e com vontade, é um plano que se organiza num instante.

Crianças que cresçam assim ainda vão a tempo de poder ser adultos mais confiantes, mais afirmativos e felizes. E mais felizes serão mais produtivos e menos doentes.

Mais empáticos e solidários.

E seriamos um país melhor.

As nossas crianças precisam da nossa ajuda. As nossas crianças de 10 anos do interior estão a pensar em desemprego, e nas contas de futuras casas que talvez não possam pagar. No fim da água potável. E nesta guerra que ainda agora começou.

Não sei a quem pedir, mas peço que alguma asa mágica proteja as crianças ucranianas de todas as bombas, e as crianças vítimas de todas as guerras e as que morrem de fome e de doença em todo o mundo todos os dias.

E em antecipação, peço também proteção para as crianças russas, porque, quando crescerem os movimentos pela paz nas ruas e praças da Rússia, Vladimir Putin não terá nenhum problema em mandar atirar sobre o seu povo.

Temos mesmo que saber dar valor à paz em que vivemos, e usá-la em favor de tudo o que pudermos.

* de um poema de García Lorca

LER TEXTO COMPLETO AQUI

 

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Iniciativas das Escolas em Solidariedade com o Povo Ucraniano

Chegaram-me bastantes iniciativas promovidas pelas escolas em solidariedade com o povo Ucraniano. Deixo algumas imagens, textos e links para estas iniciativas das escolas.

Projeto Europa+/Clube Europeu

AEAS – Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal

Man did not learn from the past to protect the present and the future…

 

1.º Ciclo- Maçãs de D. Maria (Alvaiázere)

 

Na AEC “Filosofia para Crianças” ouvimos o hino da Ucrânia e lemos a letra. Depois, os alunos pintaram a bandeira ucraniana e assinaram o pedido “Não à Guerra!”. Finalmente, colámos na parede da sala para não esquecermos os ucranianos heróicos.

professor Sérgio Alves

Amplexos para eles, ósculos para elas…

Agrupamento de Escolas de Secundária de S. Pedro do Sul

Escola Gualdim Pais, Pombal

 

Hoje, no intervalo da manhã, os alunos do AE Gualdim Pais, Pombal demonstraram o seu apoio ao povo ucraniano. Ao som de uma música ucraniana, gritaram palavras de força e coragem em ucraniano e penduraram corações em origami com frases de apoio, força e coragem.
Também estamos a fazer uma recolha de bens para enviar na próxima segunda-feira.

Escola Secundária D. Manuel Fernandes

Agrupamento de escolas de Santa Maria da Feira

Escola EB 2,3 do Maxial- Torres Vedras

Agrupamento de Escolas Sá da Bandeira – Santarém

 

 

OUTROS TRABALHOS SEM IDENTIFICAÇÃO DA ESCOLA

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A narrativa falaciosa de que aprender não exige esforço

A partir do momento que as retenções passaram a ser apenas em casos excecionais, estamos a inverter o papel que devia ser o da escola: promoção do empenho e da dedicação, valorizando o mérito.

Na última década, mas sobretudo nos últimos anos, tem-se generalizado a ideia de que para os alunos aprenderem não necessitam nem de esforço, nem de empenho, nem de comprometimento. Não haverá narrativa mais errónea a transmitir, sobre o processo ensino-aprendizagem.

A narrativa falaciosa de que aprender não exige esforço

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Iniciativas de Solidariedade nas Escolas com a Ucrânia

São bastantes as escolas que estão a promover iniciativas de solidariedade com a Ucrânia, desde a recolha de alimentos, roupas, medicamentos ou outro tipo de apoio para com o povo ucraniano.

No Agrupamento de Escolas de Constância os alunos fizeram esta bandeira que colocaram nas grades da escola.

Todas as escolas que queiram mostrar as suas iniciativas aqui no blog podem enviar imagens para geral@arlindovsky.net

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O tempo da fancaria pedagógica – Santana Castilho

 

Enquanto as exigências mínimas vão descendo ao nível dos jardins-de-infância, o vazio criado pela ausência de soluções sérias para um sistema de ensino em desagregação é preenchido pela alienação provocada por pedagogias mágicas. Como se em Educação existissem formações ou poções milagrosas que resolvam a falta de vontade de aprender por parte dos alunos ou substituam o trabalho abnegado, longo e aturado dos professores. Trabalho em que poucos reparam e os mandantes não reconhecem. É principalmente por isso que o deslumbramento com os resultados anunciados por fancarias ocas e palavrosas é perigoso.

1. Na novilíngua pedagógica, que quer banir a diferenciação por género na linguagem usada nas escolas, a palavra “mãe” ficará proscrita e substituída por “progenitor”. “Rapazes”, “raparigas”, “filho” ou “filha” serão vocábulos simplesmente varridos e trocados por uma designação neutra: estudantes. Dos formulários de matrículas é sugerido que sejam removidas as designações “feminino” ou “masculino” e do vestuário as características distintivas tipicamente femininas ou masculinas. Finalmente, estas e outras iniciativas na mesma linha “inclusiva” devem ser formalmente acomodadas num código de conduta que, não sendo respeitado, impedirá o acesso às escolas. O argumento central do discurso é que “um número crescente de jovens está a identificar-se como não binário, e a educação precisa responder a isso”.
Tranquilize-se o leitor que o cenário da acção sintetizada é o Reino Unido (The Telegraph de 14.2.22). Mas a quem conheça o detalhe programático da nossa disciplina de Educação para a Cidadania e algumas desastradas interpretações que o mesmo tem permitido, não causará surpresa se a bizarria for importada.

2. Um psicólogo eminente, uma associação de pais e uma editora, apoiados por um friso de personalidades públicas, lançaram um projecto assente na necessidade de tornar as escolas “amigas” das crianças. Ser-me-á legítimo deduzir que promotores e acompanhantes pensantes admitem que existem escolas inimigas das crianças?

3. Foi recentemente notícia um projecto de “formação socio-emocional” para professores, organizado pelo “Programa Gulbenkian Conhecimento”, com o apoio do Ministério da Educação. Trata-se de uma iniciativa piloto, com intenção de ser alargada no futuro a todos os profissionais da educação, que curiosamente se segue a uma outra da mesma índole, mas dirigida aos alunos, conhecida por “Programa Escolas Ubuntu”. Como se a profissão docente não tivesse, desde sempre, a cooperação e o profundo relacionamento humano como princípios fundadores e necessitasse agora de doses formativas de reforço.

4. Nos tempos que correm, nascem estudos constantemente, cujas métricas, mais do que o rigor técnico usado e a fiabilidade das conclusões, logram atrair a atenção da comunicação social. Desta feita, dois investigadores da Universidade do Minho, patrocinados por uma empresa multinacional (Promethean World Ltd.), com interesses comerciais dominantes no mercado das tecnologias digitais, inquiriram 2.580 docentes de um universo de 130.430 existentes, para concluir que o grande problema é a falta de formação dos professores. Sucede que quem conhece o dia-a-dia das escolas portuguesas sabe duas coisas: que não existe genericamente hardware ou software por aproveitar por falta de competência funcional dos professores, tenha ela sido adquirida em acções formais pagas à instituição a que pertencem os investigadores, ou a congéneres, ou resultado de autoformação, de iniciativa própria; que sendo importante a tecnologia digital, mais importante é a “tecnologia” humana.

5. Logo que foi conhecido o aliviar das restrições relacionadas com o combate à pandemia, pais e directores de agrupamentos de escolas, secundados pelo parecer de vários especialistas, manifestaram desagrado face à manutenção da obrigatoriedade de uso de máscara nas salas de aula, recordando a barreira à comunicação que o seu uso provoca entre professores e alunos.
Talvez fosse altura de o Ministério da Educação considerar a adopção de medidas técnicas, de eficácia provada, (ventilação mecânica, sistemas de purificação e monitores de dióxido de carbono) para promover e controlar sistematicamente a qualidade do ar que se respira no interior dos espaços fechados escolares.

In “Público” de 2.3.22

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Philippe Perrenoud – Dez Novas Competências para Ensinar

 

O oficio de professor está se transformando : trabalho em equipe e por projetos, autonomia e responsabilidades crescentes, pedagogias diferenciadas, centralização sobre os dispositivos e as situações de aprendizagem…

Este livro privilegia as práticas inovadoras e, portanto, as competências emergentes, aquelas que deveriam orientar as formações iniciais e continuas, aquelas que contribuem para a luta contra o fracasso escolar e desenvolvem a cidadania, aquelas que recorrem à pesquisa e enfatizam a prática reflexiva.

Dez grandes familias de competências foram escolhidas e desenvolvidas : 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem ; 2) administrar a progressão das aprendizagens ; 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam ; 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho ; 5) trabalhar em equipe ; 6) participar da administração da escola ; 7) informar e envolver os pais ; 8) utilizar novas tecnologias ; 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão ; 10) administrar a própria formação continua.

Pode-se utilizar este livro como um referencial coerente orientado para o futuro, um guia destinado àqueles que procuram compreender para onde se encaminha o ofício de professor.

ISBN 85-7307-637-2

 

Sumário
Introdução : Novas competências profissionais para ensinar

1. Organizar e dirigir situaçôes de aprendizagem

Conhecer, para determinada disciplina, os conteùdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem
Trabalhar a partir das representações dos alunos
Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem
Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas
Envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento

2. Administrar a progressão das aprendizagens

Conceber e administrar situaçôes-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos
Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino
Estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem
Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma abordagem formativa
Fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão
Rumo a ciclos de aprendizagem

3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação

Administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma
Abrir, ampliar a gestão de classe para um espaço mais vasto
Fomecer apoio integrado, trabalhar com alunos portadores de grandes dificuldades
Desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo
Uma dupla construção

4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho

Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação
Instituir um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos
Oferecer atividades opcionais de formação
Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno

5. Trabalhar em equipe

Elaborar um projeto em equipe, representações comuns
Dirigir um grupo de trabalho, conduzir reuniões
Formar e renovar uma equipe pedagógica
Enfrentar e analisar em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais
Administrar crises ou conflitos interpessoais

6. Participar da administração da escola

Elaborar, negociar um projeto da instituição
Administrar os recursos da escola
Coordenar, dirigir uma escola com todos os seus parceiros
Organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos
Competências para trabalhar em ciclos de aprendizagem

7. Informar e envolver os pais

Dirigir reuniões de informação e de debate
Fazer entrevistas
Envolver os pais na construção dos saberes
” Enrolar “

8. Utilizar novas tecnologias

A informática na escola : uma disciplina como qualquer outra, um savoir-faire ou um simples meio de ensino ?
Utilizar editores de texto
Explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino
Comunicar-se à distância por meio da telemática
Utilizar as ferramentas multimídia no ensino
Competências fundamentadas em uma cultura tecnológica

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão

Prevenir a violência na escola e fora dela
Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais
Participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta
Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula
Desenvolver o senso de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça
Dilemas e competências

10. Administrar sua própria formação continua

Saber explicitar as próprias práticas
Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação continua
Negociar um projeto de formação comum com os colegas (equipe, escola, rede)
Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo
Acolher a formação dos colegas e participar dela
Ser agente do sistema de formação continua

Conclusão : A caminho de uma nova profissão ?

Um exercício estranho
Duas profissões em uma ?
Profissionalizar-se sozinho ?

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Petição- Pelo desconto de somente 12 meses à ADSE

Pelo desconto de 12 meses à ADSE

Os trabalhadores e aposentados da Administração Pública descontam, 14 meses por ano, 3,5% dos seus salários e pensões, incluindo os subsídios de férias e de Natal .
É imperativa a necessidade de os responsáveis políticos diligenciarem para que a cobrança do desconto mensal se reporte aos 12 meses do ano em que os beneficiários utilizam a ADSE, e não a 14 meses, como acontece.
Os beneficiários da ADSE descontam mais dois meses por doença do que os meses de vida que o ano lhes dá! Em vez de 12, pagam 14! Quer dizer que podem estar doentes 14 meses por ano!
É urgente solucionar esta questão!

Petição – A aguardar assinaturas online

Subscritor(es): Rute Paula Rodrigues Sobral

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