(retirado do Facebook)
Mar 07 2022
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Mar 07 2022
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Mar 06 2022
As Escolas Não Se Medem Aos Pontos
Eduardo foi contratado pela maior empresa de design automóvel do mundo. Barbara é médica do Serviço Nacional de Saúde. Era aluna de 20 valores. Maria faz jóias exclusivas. Algumas estão em expostas no Museu Maat.
Três histórias de sucesso. O que surpreende é que todos estudaram em escolas com fama de serem más.
Clicar na imagem para assistir
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Mar 06 2022
Catarina tem 16 anos e realizará este ano exames do Secundário pela primeira vez, enquanto Guilherme, de 17, terminará o 12.º ano em plena pandemia. Estão entre milhares de jovens que ainda não sabem como vão ser os exames nacionais e explicam o que os preocupa.
«No ano passado, fiz os exames de Matemática Aplicada às Ciências Sociais e Geografia, para melhoria da classificação interna, sem quaisquer problemas. Estava nervoso e falava constantemente com os meus colegas sobre como tudo aconteceria, mas realmente acho que não nos podemos queixar porque correu tudo bem na nossa escola. Só espero que aconteça o mesmo este ano», começa por explicar Guilherme, estudante de 17 anos do Agrupamento de Linda-a-Velha e Queijas, no concelho de Oeiras.
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Mar 06 2022
A Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior reuniu na passada quinta-feira, mas não tomou qualquer decisão sobre os exames nacionais, ou seja, se serão realizados a todas as disciplinas ou, tal como nos dois últimos anos, apenas às disciplinas específicas para o ingresso no superior.
A falta de decisão ter-se-á devido à não existência de qualquer proposta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
As inscrições para os exames realizam-se dentro de pouco mais que duas semanas e os alunos e professores continuam sem saber qual o cenário que terão.
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Mar 05 2022
Assistentes operacionais, recrutados para reforçar as escolas em tempo de pandemia, ficaram no desemprego a partir de dia 1 de março, após a cessação dos seus contratos. A maioria dos contratados terá conseguido vincular nos quadros através de concursos entretanto abertos. A Federação Nacional de Educação (FNE) responsabiliza o Governo por não ter acautelado a permanência de todos os funcionários.
O reforço de 1500 assistentes operacionais foi anunciado em agosto de 2020 para responder às exigências do cumprimento de novas regras nas escolas por causa da pandemia. Os contratos eram anuais e a despesa financiada por fundos comunitários. Desde então, sublinha em resposta escrita enviada ao JN o gabinete de Tiago Brandão Rodrigues, o Ministério da Educação fez duas revisões à portaria de rácios que resultaram na vinculação de “mais de cinco mil” funcionários. Por alguns desses concursos não estarem concluídos em agosto, os contratos foram prorrogados por mais seis meses, explica a tutela.
O presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), Filinto Lima, e o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Norte, Orlando Gonçalves, asseguram que a maioria desses funcionários vincularam nos quadros através dos concursos entretanto abertos pelas escolas. Mas há “casos residuais, várias dezenas”, estima Orlando Gonçalves, que ficaram no desemprego dia 1 e aguarda agora por novos concursos.
Com o processo de descentralização em curso (as competências de Educação serão transferidas a 1 de abril), há autarquias a abrir novos recrutamentos, caso de Lisboa que, a 24 de fevereiro, abriu concurso para 180 vagas.
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Mar 05 2022
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Mar 05 2022
Da competência da Inspecção-Geral da Educação e Ciência (IGEC), em 2018-2019 iniciou-se o 3º Ciclo da Avaliação Externa das Escolas e, neste momento, existirão muitos Agrupamentos de Escolas na iminência de serem avaliados por essa entidade ao longo dos próximos meses…
Ao que tudo indica, em cada Agrupamento de Escolas, os preparativos para a recepção à Equipa de Avaliação, constituída por inspectores da IGEC e por peritos externos, começarão com alguma antecedência e muita azáfama…
Presumivelmente, antes da visita da IGEC, cada Agrupamento de Escolas, encetará alguns expectáveis procedimentos:
– Realização de algumas reuniões internas para harmonizar e concertar posições acerca do que deverá ser dito e mostrado, sobretudo por aqueles que serão interpelados pela IGEC, no âmbito das entrevistas de grupo, previstas na metodologia da Avaliação Externa das Escolas…
– Verificação da documentação requerida pela IGEC e, algumas vezes, a elaboração, à pressa, de documentos que poderão estar em falta ou que se considere necessário alterar…
Os documentos requeridos pela Equipa de Avaliação, no âmbito da análise documental, deveriam prenunciar a existência de determinadas práticas, mas em alguns casos essas “evidências” apenas comprovarão factuais registos escritos… O que está enunciado nesses documentos e o que, na prática, é realizado nem sempre coincide ou é concordante…
– Organização e estabelecimento de “Programas de Festas”, onde caberão, previsivelmente, algumas exposições temáticas e várias actuações e exibições teatrais e musicais, levadas a cabo por alunos e professores das várias escolas que integram um Agrupamento, numa espécie de “espectáculo de variedades”… Às vezes, esse tipo de eventos, tendencialmente dominado por um certo “folclore”, poderá mesmo resvalar para o domínio do inverosímil, sobretudo quando o grau de encenação e de artificialidade aí presente é por de mais evidente…
– Endereçamento de convites a determinados elementos da Comunidade Local, apelando à sua presença na Sessão de Apresentação do Agrupamento (prevista na agenda do primeiro dia da visita), esperando-se que alguns possam comparecer e, hipoteticamente, proferir discursos laudatórios à figura do Director…
Com a proximidade da visita da IGEC, talvez também se possa observar alguma exaltação redundante das “boas práticas” e das “pedagogias diferenciadas”… Nesse sentido, é plausível que pululem os Projectos “a granel”, sempre muito propícios ao adornamento de Planos Anuais de Actividades, mesmo que os seus benefícios e a sua pertinência e eficácia sejam questionáveis e duvidosos em termos práticos…
Expectavelmente, durante a visita, todos tenderão a mostrar-se mais simpáticos, os serviços da escola parecerão funcionar melhor e instalar-se-á um (aparente e efémero) clima de união, engendrado contra o putativo “inimigo externo”… Porque a Inspecção ainda será vista, por muitos, como um “bicho-papão” e raras vezes será tida como um efectivo parceiro…
Ao que parece, toda a parafernália de documentos e de eventos, apresentada durante a visita da IGEC, servirá, algumas vezes, como tentativa de mostrar o que não se é ou uma “realidade” que efectivamente não existe, por não fazer parte do funcionamento habitual de um determinado Agrupamento de Escolas…
Plausivelmente, preparar-se-ão grandes “encenações” e muitas “coreografias”, sobretudo destinadas a fazer parecer que todos são muito felizes naquele Agrupamento e a mostrar quão democrático, activo, participativo e inclusivo ele é…
No fim de três a cinco dias, tempo estipulado para que a IGEC realize a sua avaliação, terminará a visita e tudo voltará ao antigo “normal”… Diluir-se-á o rebuliço, a tensão e o nervosismo suscitados por tal monitorização, e a escola tornar-se-á novamente reconhecível:
Na maior parte das vezes, regressarão a Ditadura, a desunião e a insatisfação geral… Instalar-se-á novamente a rotina da sobrevivência, pautada pelo silêncio, pelo conformismo e pela obediência…
E a inclusão que, na realidade nunca existiu, regressará também à sua original inexistência, a menos que se queira continuar a confundir integração com inclusão…
Nessa avaliação externa, dita “das escolas”, torna-se difícil não considerar os alunos e o pessoal docente e não docente como meros “peões de um xadrez”, postos ao serviço de uma avaliação que, a partir de 2008, se referirá muito mais ao desempenho do Director do que propriamente ao “da escola”…
E a Lei é muito explícita quanto ao protagonismo conferido ao cargo de Director e quanto à importância atribuída à existência de uma liderança forte em cada escola, concedendo-se a essa figura um Poder praticamente ilimitado e, inclusive, a possibilidade de o exercer de forma autocrática… A afirmação categórica de que se trata de “um órgão unipessoal e não um órgão colegial” (Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril) ilustra bem tudo o anterior…
E também foi a Lei que propiciou que cada Agrupamento de Escolas ficasse irremediavelmente reduzido à figura do respectivo Director:
O Projecto de Intervenção na Escola (Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, Artigo 22º) e a Carta de Missão (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 6º), são considerados documentos fulcrais, por supostamente regerem toda a acção do Director no decurso do(s) respectivo(s) mandato(s) e onde o próprio assume e explicita os compromissos e objectivos a atingir…
Ambos os documentos espelham inequivocamente a edificação de projectos pessoais e intransmissíveis e, por isso, dificilmente conseguirão ser vistos e sentidos como plenamente representativos de outros que não dos próprios… Mas, e paradoxalmente, esses “outros” são chamados a concretizar tais propósitos…
Ou seja, espera-se que “outros” participem activamente na consecução de desígnios pessoais e de projectos alheios como se fossem seus, ou como se tivessem sido ouvidos em alguma parte desses processos… Sobretudo do ponto de vista motivacional, esse parece ser um potencial “campo minado”…
Acentuando a ideia de que o foco da Avaliação Externa das Escolas acabará por se centrar no desempenho do próprio Director, no âmbito da avaliação de desempenho dos Directores prevê-se, como primeiro critério de desempate, em caso de igualdade de classificações, a classificação obtida no Domínio “Gestão e Liderança”, na última Avaliação Externa realizada pela IGEC (Portaria Nº 266/2012 de 30 de Agosto, Artigo 14º) …
Em suma, para o melhor ou para o pior, a dita “avaliação das escolas” poderá, afinal, remeter-se, em primeira instância, à avaliação de desempenho do Director…
E, na verdade, os Directores também parecem acreditar nisso, compreendendo-se, assim, melhor todo o frenesim comummente observado e todo o aparato habitualmente montado aquando da visita da IGEC, no âmbito da Avaliação Externa das Escolas…
Mais uma vez, no Preâmbulo do Dec. Lei Nº 75/2008 de 22 de Abril, parece reforçar-se a ideia anterior, quando se fundamenta a criação do cargo de Director:
“…para que em cada escola exista um rosto, um primeiro responsável, dotado da autoridade necessária para desenvolver o projecto educativo da escola e executar localmente as medidas de política educativa.”
No dia seguinte ao fim da visita da IGEC, a escola voltará certamente à sua anterior “normalidade” e aos seus antigos vícios… Até à próxima visita…
(Matilde)
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Mar 05 2022
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Mar 04 2022
aluna Sara Vieira, do 8.º ano
A Eb 2,3 Cego do Maio associou-se hoje, 2 de março, pelas 12h00, à mobilização das ESCOLAS UBUNTU num gesto de apelo à PAZ na UCRÂNIA.
O Clube Ubuntu, recentemente formado na escola, quis contribuir com este sinal de solidariedade ao mundo, vestindo as t-shirts Ubuntu e convidando outros a vestir de cores azul e amarelo.
Este gesto uniu centenas de escolas do País demonstrando a solidariedade dos alunos e educadores com o povo ucraniano, desenhando a palavra “PAZ” e fazendo 1 minuto de silêncio.
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Mar 04 2022
Foram colocados 244 professores na Reserva de recrutamento 24, distribuídos de acordo com a seguinte tabela:

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Mar 04 2022
Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 24.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.
Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 07 de março, até às 23:59 horas de terça-feira dia 08 de março de 2022 (hora de Portugal continental).
Consulte a nota informativa.
SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato
Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 24
Listas – Reserva de recrutamento n.º 24
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Mar 04 2022

Sim, sem dúvida porque “há argumentos e há puras falácias”:
5ª Feira – O Meu Quintal
Churchill – O Meu Quintal
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Mar 03 2022
O preço dos combustíveis deverá disparar na próxima semana. A confirmar-se, será o 10.º aumento este ano e aquele que terá um impacto mais significativo nas carteiras dos professores que todos os dias se deslocam dezenas e centenas de quilómetros para ir trabalhar. Já para não falar nos milhares de outros trabalhadores portugueses que sofrem do mesmo destino.
É a guerra… e antes da culpa ser da guerra era dos mercados, da taxa de câmbio, do aumento dos custos de produção… Enfim. Se ao menos os ordenados dos portugueses fossem compatíveis com a compra de um carro elétrico? Muitos nem para um “bike” dão.
Paga e cala.
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Mar 03 2022
Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.
Vou filmar no interior de Portugal e preciso de uma rapariga de 10, 11 anos, para entrar no meu filme. Decidi procurá-la só no interior do país. O papel é muito difícil, por isso na minha selecção fiquei só com as que falam bem, lêem bem e que intuo sejam inteligentes e sensíveis. Terei visto perto de quinhentas, e a cerca de duzentas pedi um vídeo com três coisas: que lessem um excerto de um livro à sua escolha, e que respondessem a duas perguntas: o que é que as fazia mais felizes e o que é que as preocupava mais no futuro.
Mas o que mais me espantou foi a pandemia não ter sido, nem de perto nem de longe, o assunto mais referido.
A esmagadora maioria das respostas tinha que ver com o medo de um futuro desemprego. E medo de não terem dinheiro para ter uma casa, medo de não conseguirem vir a ter um trabalho de que gostassem, e até medo de ficarem a viver na rua sozinhas por não poderem pagar as contas. Lembro: 10,11 anos. Nos vídeos consigo ver uma nesga das casas, casas que me pareceram confortáveis. Uma nesga dos quartos que me pareceram acolhedores.
Em plena pandemia, este trabalho foi feito nos últimos quatro meses, as crianças de 10 anos, do interior, estão angustiadas com a possibilidade de virem a ser desempregadas. Talvez as das grandes cidades também, não perguntei.
Estas crianças, a uma semana da celebração do abandono das máscaras nas escolas, à beira do fim de todas as medidas restritivas causadas pela pandemia, acordam para ouvir que desde a Segunda Guerra Mundial que não se vivia um momento tão perigoso na Europa. Estive com elas agora, já depois de a guerra ter começado. Todas me disseram que a guerra era pior do que a pandemia. Uma disse-me que a pandemia não devia ter acabado, e quando eu lhe perguntei porquê, ela disse que se ainda houvesse pandemia, havia o confinamento e por isso não podia haver a guerra.
Ouviram falar de armas nucleares, ouviram talvez até falar de Terceira Guerra Mundial. Viram já imagens da guerra na televisão, vão ver mais. Talvez tenham até perguntado aos pais o que é um ditador, como há dois anos perguntaram o que era um vírus.
Algumas têm colegas ucranianas na escola.
Não sei sequer se vão acreditar que a guerra não vem para aqui.
Quando eu era criança, o que entrava pelas casas a dentro era a liberdade e o fim da guerra colonial.
Temos que saber aproveitar o privilégio da paz no nosso território, o tempo que se tem em paz, para não desvalorizarmos os sentimentos das nossas crianças e para as ouvirmos.
Temos que as deixar falar do que as preocupa. Não me parece que seja facultativo, nem me parece que seja uma coisa que possa esperar. Não lhes podemos atribuir angústias e preocupações que elas talvez nem tenham, têm de ser elas a dizer-nos o que as preocupa.
Temos o dever cívico de fazer alguma coisa urgente, e em larga escala, pelas crianças do nosso país. Sem estudos infinitos nem burocracias, só urgência, para devolver a alegria e a confiança às nossas crianças.
Uma parte do dinheiro do PRR para a educação, ou de onde for, tem que servir para isto.
Por exemplo, entreguem câmaras de vídeo nas escolas, deixem as crianças fazer os seus próprios filmes, contar as suas próprias histórias, falar do que as preocupa. Contratem gente do cinema para dar uma ajuda. Que as crianças possam fazer teatro em todas as escolas. Contratem actores e encenadores. Deixem as crianças aprender a tocar um instrumento, a aprender a tocar em grupo. Contratem músicos para darem aulas em todas as escolas. Dêem mais atenção ao desporto, aos desportos em grupo. Deixem as crianças escrever textos livres, falar sobre o que escreveram. Se for necessário, por uma questão de horário escolar, não tenham problemas em deixar cair disciplinas curriculares que podem esperar. Tempos excepcionais exigem medidas excepcionais.
Defender a ideia de que vamos devolver a alegria e a confiança às nossas crianças com um psicólogo em cada escola é deitar a toalha ao chão antes sequer de se ter tentado alguma coisa. O psicólogo pode lá estar, e estará muito bem, mas como um complemento de todas as outras coisas.
Sem burocracias, e com vontade, é um plano que se organiza num instante.
Crianças que cresçam assim ainda vão a tempo de poder ser adultos mais confiantes, mais afirmativos e felizes. E mais felizes serão mais produtivos e menos doentes.
Mais empáticos e solidários.
E seriamos um país melhor.
As nossas crianças precisam da nossa ajuda. As nossas crianças de 10 anos do interior estão a pensar em desemprego, e nas contas de futuras casas que talvez não possam pagar. No fim da água potável. E nesta guerra que ainda agora começou.
Não sei a quem pedir, mas peço que alguma asa mágica proteja as crianças ucranianas de todas as bombas, e as crianças vítimas de todas as guerras e as que morrem de fome e de doença em todo o mundo todos os dias.
E em antecipação, peço também proteção para as crianças russas, porque, quando crescerem os movimentos pela paz nas ruas e praças da Rússia, Vladimir Putin não terá nenhum problema em mandar atirar sobre o seu povo.
Temos mesmo que saber dar valor à paz em que vivemos, e usá-la em favor de tudo o que pudermos.
* de um poema de García Lorca
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Mar 03 2022
Chegaram-me bastantes iniciativas promovidas pelas escolas em solidariedade com o povo Ucraniano. Deixo algumas imagens, textos e links para estas iniciativas das escolas.
AEAS – Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal
Na AEC “Filosofia para Crianças” ouvimos o hino da Ucrânia e lemos a letra. Depois, os alunos pintaram a bandeira ucraniana e assinaram o pedido “Não à Guerra!”. Finalmente, colámos na parede da sala para não esquecermos os ucranianos heróicos.
professor Sérgio Alves
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Mar 03 2022
A partir do momento que as retenções passaram a ser apenas em casos excecionais, estamos a inverter o papel que devia ser o da escola: promoção do empenho e da dedicação, valorizando o mérito.
Na última década, mas sobretudo nos últimos anos, tem-se generalizado a ideia de que para os alunos aprenderem não necessitam nem de esforço, nem de empenho, nem de comprometimento. Não haverá narrativa mais errónea a transmitir, sobre o processo ensino-aprendizagem.
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Mar 02 2022
São bastantes as escolas que estão a promover iniciativas de solidariedade com a Ucrânia, desde a recolha de alimentos, roupas, medicamentos ou outro tipo de apoio para com o povo ucraniano.
No Agrupamento de Escolas de Constância os alunos fizeram esta bandeira que colocaram nas grades da escola.
Todas as escolas que queiram mostrar as suas iniciativas aqui no blog podem enviar imagens para geral@arlindovsky.net
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Mar 02 2022
Enquanto as exigências mínimas vão descendo ao nível dos jardins-de-infância, o vazio criado pela ausência de soluções sérias para um sistema de ensino em desagregação é preenchido pela alienação provocada por pedagogias mágicas. Como se em Educação existissem formações ou poções milagrosas que resolvam a falta de vontade de aprender por parte dos alunos ou substituam o trabalho abnegado, longo e aturado dos professores. Trabalho em que poucos reparam e os mandantes não reconhecem. É principalmente por isso que o deslumbramento com os resultados anunciados por fancarias ocas e palavrosas é perigoso.
1. Na novilíngua pedagógica, que quer banir a diferenciação por género na linguagem usada nas escolas, a palavra “mãe” ficará proscrita e substituída por “progenitor”. “Rapazes”, “raparigas”, “filho” ou “filha” serão vocábulos simplesmente varridos e trocados por uma designação neutra: estudantes. Dos formulários de matrículas é sugerido que sejam removidas as designações “feminino” ou “masculino” e do vestuário as características distintivas tipicamente femininas ou masculinas. Finalmente, estas e outras iniciativas na mesma linha “inclusiva” devem ser formalmente acomodadas num código de conduta que, não sendo respeitado, impedirá o acesso às escolas. O argumento central do discurso é que “um número crescente de jovens está a identificar-se como não binário, e a educação precisa responder a isso”.
Tranquilize-se o leitor que o cenário da acção sintetizada é o Reino Unido (The Telegraph de 14.2.22). Mas a quem conheça o detalhe programático da nossa disciplina de Educação para a Cidadania e algumas desastradas interpretações que o mesmo tem permitido, não causará surpresa se a bizarria for importada.
2. Um psicólogo eminente, uma associação de pais e uma editora, apoiados por um friso de personalidades públicas, lançaram um projecto assente na necessidade de tornar as escolas “amigas” das crianças. Ser-me-á legítimo deduzir que promotores e acompanhantes pensantes admitem que existem escolas inimigas das crianças?
3. Foi recentemente notícia um projecto de “formação socio-emocional” para professores, organizado pelo “Programa Gulbenkian Conhecimento”, com o apoio do Ministério da Educação. Trata-se de uma iniciativa piloto, com intenção de ser alargada no futuro a todos os profissionais da educação, que curiosamente se segue a uma outra da mesma índole, mas dirigida aos alunos, conhecida por “Programa Escolas Ubuntu”. Como se a profissão docente não tivesse, desde sempre, a cooperação e o profundo relacionamento humano como princípios fundadores e necessitasse agora de doses formativas de reforço.
4. Nos tempos que correm, nascem estudos constantemente, cujas métricas, mais do que o rigor técnico usado e a fiabilidade das conclusões, logram atrair a atenção da comunicação social. Desta feita, dois investigadores da Universidade do Minho, patrocinados por uma empresa multinacional (Promethean World Ltd.), com interesses comerciais dominantes no mercado das tecnologias digitais, inquiriram 2.580 docentes de um universo de 130.430 existentes, para concluir que o grande problema é a falta de formação dos professores. Sucede que quem conhece o dia-a-dia das escolas portuguesas sabe duas coisas: que não existe genericamente hardware ou software por aproveitar por falta de competência funcional dos professores, tenha ela sido adquirida em acções formais pagas à instituição a que pertencem os investigadores, ou a congéneres, ou resultado de autoformação, de iniciativa própria; que sendo importante a tecnologia digital, mais importante é a “tecnologia” humana.
5. Logo que foi conhecido o aliviar das restrições relacionadas com o combate à pandemia, pais e directores de agrupamentos de escolas, secundados pelo parecer de vários especialistas, manifestaram desagrado face à manutenção da obrigatoriedade de uso de máscara nas salas de aula, recordando a barreira à comunicação que o seu uso provoca entre professores e alunos.
Talvez fosse altura de o Ministério da Educação considerar a adopção de medidas técnicas, de eficácia provada, (ventilação mecânica, sistemas de purificação e monitores de dióxido de carbono) para promover e controlar sistematicamente a qualidade do ar que se respira no interior dos espaços fechados escolares.
In “Público” de 2.3.22
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Mar 02 2022
Dez grandes familias de competências foram escolhidas e desenvolvidas : 1) organizar e dirigir situações de aprendizagem ; 2) administrar a progressão das aprendizagens ; 3) conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam ; 4) envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho ; 5) trabalhar em equipe ; 6) participar da administração da escola ; 7) informar e envolver os pais ; 8) utilizar novas tecnologias ; 9) enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão ; 10) administrar a própria formação continua.
Pode-se utilizar este livro como um referencial coerente orientado para o futuro, um guia destinado àqueles que procuram compreender para onde se encaminha o ofício de professor.
ISBN 85-7307-637-2
1. Organizar e dirigir situaçôes de aprendizagem
2. Administrar a progressão das aprendizagens
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho
5. Trabalhar em equipe
6. Participar da administração da escola
7. Informar e envolver os pais
8. Utilizar novas tecnologias
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão
10. Administrar sua própria formação continua
Conclusão : A caminho de uma nova profissão ?
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Mar 01 2022
Os trabalhadores e aposentados da Administração Pública descontam, 14 meses por ano, 3,5% dos seus salários e pensões, incluindo os subsídios de férias e de Natal .
É imperativa a necessidade de os responsáveis políticos diligenciarem para que a cobrança do desconto mensal se reporte aos 12 meses do ano em que os beneficiários utilizam a ADSE, e não a 14 meses, como acontece.
Os beneficiários da ADSE descontam mais dois meses por doença do que os meses de vida que o ano lhes dá! Em vez de 12, pagam 14! Quer dizer que podem estar doentes 14 meses por ano!
É urgente solucionar esta questão!
Petição – A aguardar assinaturas online
Subscritor(es): Rute Paula Rodrigues Sobral
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