A Minha Discordância Quanto à Alteração do Calendário Escolar

Comunidade escolar não concorda com alteração de calendário

 

Sindicato, diretores de escolas e professores pedem mais autonomia e discordam da proibição de ensino à distância (e@d). Alertam ainda para a exaustão de alunos, professores e funcionários.

 

Arlindo Ferreira, diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio (Póvoa de Varzim) e autor do blogue DeAr Lindo, onde são debatidos temas de educação, discorda “profundamente” das decisões tomadas. “A alteração do calendário escolar vai fazer com que o 2.º e o 3.º períodos sejam demasiado longos para alunos e professores. Não faz sentido a alteração. Devíamos passar a primeira semana para e@d e mantinha-se o calendário. As escolas estão preparadas para o e@d”, sublinha. E alerta para a “exaustão de alunos e professores”, relembrando que “as pausas são importantes para recarregar energias e equilibrar os períodos letivos”. Segundo ele, “já não existe o fator surpresa como existiu no passado” e “haveria tempo suficiente para preparar tudo para a primeira semana de 2022”. “As escolas já estão habituadas ao e@d e os alunos mais necessitados já têm computadores”, conclui.

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12 comentários

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    • Mirtha on 29 de Novembro de 2021 at 10:05
    • Responder

    E tu o que fazes para alterarmos de sistema? De certeza que dás o teu voto (que não vale de nada) a algum partido deste sistema!

    • Mila on 29 de Novembro de 2021 at 13:26
    • Responder

    O que interessa discordar? Olha eu tb discordo!
    E agora?

    Nada

    • Prof on 29 de Novembro de 2021 at 13:33
    • Responder

    Cada um fala do que conhece, mas no meu agrupamento há muitos professores e alunos sem o prometido computador e hotspot. O país é bem assimétrico.

    • Ernestina Martins on 29 de Novembro de 2021 at 14:08
    • Responder

    O Arlindo vai ser o próximo ministro da educação. É um indivíduo excecional… e tem jeito para a política. Ora diz uma coisa parva, pura defende ideias estúpidas e desprovidas de qual sentido. Diz no blog que fala de “educação” e discorda de tudo, mas raramente acrescenta qualquer coisa séria que de facto e de direito digam respeito à generalidade dos professores, alunos, etc. Mas para se falar de educação e das respetivas políticas é preciso estudar, Arlindo.
    Baboseiras como “estamos habituados ao e@d” ou “todos os alunos têm computador” revela a tua ignorância e desconhecimento do que é, na generalidade, educação. Já li aqui o contrário disto tudo!
    Revela também que só conheces a tua escola. A realidade – toda gente que lê sabe – é que há imensas escolas sem recursos.
    Por outro lado , generalizas e dás o exemplo da tua escola. Que feito!
    “Todos os professores estão contra… (…)”. Alto lá chefe, sou professor, estou cansado, mas acolho com muita resiliência e respeito aquilo que as autoridades de saúde – as únicas com autoridade – nos indicam que devemos fazer. Ou também sabes de saúde. Valha-te Deus, tantos anos na escola para isto!

    • Ernestina Martins on 29 de Novembro de 2021 at 14:13
    • Responder

    O Arlindo vai ser o próximo ministro da educação. É um indivíduo excecional… e tem jeito para a política. Ora diz uma coisa parva, ora defende ideias estúpidas e desprovidas de qual sentido. Diz no blog que fala de “educação” e discorda de tudo, mas raramente acrescenta qualquer coisa séria que de facto e de direito diga respeito à generalidade dos professores, alunos, etc. Mas para se falar de educação e das respetivas políticas é preciso estudar, Arlindo.
    Baboseiras como “estamos habituados ao e@d” ou “todos os alunos têm computador” revela a tua ignorância e desconhecimento do que é, na generalidade, educação. Já li aqui o contrário disto tudo!
    Revela também que só conheces a tua escola. A realidade – toda gente que lê sabe – é que há imensas escolas sem recursos. Tu não sabes isso?!
    Por outro lado , generalizas e dás o exemplo da tua maravilhosa e extraordinária escola. Que feito!
    “Todos os professores estão contra… (…)”. Alto lá chefe, sou professor, estou cansado, mas acolho com muita resiliência e respeito aquilo que as autoridades de saúde – as únicas com autoridade – nos indicam que devemos fazer. Ou também sabes de saúde. Valha-te Deus, tantos anos na escola para isto!

    • Maria on 29 de Novembro de 2021 at 15:58
    • Responder

    Somos cinco docentes, neste momento, não queremos as aulas on-line. CHEGA!!!

    • profcansada on 29 de Novembro de 2021 at 17:29
    • Responder

    O ensino à distância era um drama, os alunos não aprendiam, os professores andavam a morrer de cansaço…. um drama superior ao dos médicos, dos hospitais, dos doentes; muito superior ao dos comerciantes, dos empresários cujos negócios faliram, dos empregados que perderam o seu rendimento… ensinar à distância é que era o verdadeiro sofrimento. Agora já é bom, muito melhor do que perder 2 dias no Carnaval e 3 na Páscoa… Calem-se! Não me façam ter vergonha de dizer que sou professora.

    • Ana Frade on 29 de Novembro de 2021 at 20:10
    • Responder

    Há muitos alunos e professores sem computador. A realidade é muito diferente da relatada. Sim, sou professora e não quero voltar ao ensino a distância.

    • lina on 29 de Novembro de 2021 at 20:21
    • Responder

    Eu quero aulas online…
    ate ao natal todos tem pc+net
    estao a chegar mais kits digitais ás escolas

    tirar ferias no meio do 2 periodo é so parvo

    • rosinha on 29 de Novembro de 2021 at 22:26
    • Responder

    Com o drama que vivemos atualmente, a pandemia, temos que nos convencer que brevemente nada voltará ao normal.
    Eu acho o E@D mais cansativo, depende da forma como se trabalha….. Poderá ser bem rentável ao nível da aprendizagem dos alunos. No ensino secundário ,nas disciplinas teóricas pode realizar-se um bom trabalho.
    Teremos que adotar o regime misto durante uns tempos.!!!!
    Temos que nos convencer que pelo facto de haver fases em que o nº de infeções baixa , a pandemia não acabou.
    Já é tempo de nós ,professores e o MEC encarar estas paragens de ensino presencial com naturalidade.
    Temos que nos adaptar às mudanças. Afinal os professores tem mostrado uma grande resiliência ao longo de décadas.
    Não vamos agora dramatizar ……
    Também é bom que pensemos que ao fim de uma semana de paragem o problema da pandemia não acaba.
    Tudo muda, o mundo tem de mudar…e nós os professores cá estaremos como sempre a resistir às intempéries!!!!

    • rosinha on 29 de Novembro de 2021 at 22:54
    • Responder

    ATENÇÃO:
    Apesar de sermos resilientes, não aceito de forma alguma, que seja desrespeitado o calendário escolar pré-definido.
    Não há necessidade disso. Como referi atrás, esta situação já não é novidade. Temos que nos adaptar a formas alternativas de ensino. As paragens letivas presenciais têm de ser substituídas pelo E@D!!!!
    Nós e os alunos precisamos das pausas no 2º período para conseguirmos cumprir a nossa tarefa o melhor possível.

    • João Oliveira on 30 de Novembro de 2021 at 9:34
    • Responder

    Embora reconheça as dificuldades de ensino deste período de pandemia, parece frequentemente que os alguns professores ou os seus sindicatos tentam bloquear qualquer medida que os obrigue a sair da sua zona de conforto.
    Esta é uma profissão vital para a sociedade, mas deveria trabalhar em prol da mesma, e nao para servir os interesses de meia dúzia de docentes que só lá estão para regalias ou prestígio.
    Estamos todos a passar dificuldades nesta altura; vamos perceber primeiro o motivo destas alterações. E o ensino a distância, se protege encarregados de educação dos efeitos mais nefastos da covid, então infelizmente teremos que o adotar. Vidas vem em primeiro lugar. Quanto aos recursos digitais, já estamos em boa altura de ter esse problema resolvido, pelos pais ou pelos municípios/governo.

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